segunda-feira, 30 de maio de 2011

Inspiraçao Juvenil - O que Você Está Fazendo Agrada a Deus?-30/05/011

30 de maio segunda


O que Você Está Fazendo Agrada a Deus?


O tolo se diverte com as suas tolices, mas o sábio faz o que é certo. Provérbios 15:21

Alguma vez você já pensou estar fazendo a coisa certa, pensou estar agradando a Deus e, depois, descobriu que estava errado?

A Bíblia conta a história de “Mica e o levita”. Mica recebeu um mau presente de sua mãe: dois ídolos. Mica fez uma casa para adoração daqueles ídolos. Vivia também naquela região um levita que queria servir a Deus, mas não sabia como. O levita queria ser sacerdote. Mas, como não era descendente de Arão, não podia. Ele poderia ter escolhido servir a Deus no templo, ajudando com os serviços necessários. Mas ele desejava servir a Deus como sacerdote, embora não fosse esse o plano de Deus para ele.

Um dia, Mica, aquele que havia ganhado os ídolos de sua mãe, viu o levita e ofereceu para ele um salário para ser sacerdote na casa de adoração dos falsos deuses. O levita passou a ser o que tanto queria: sacerdote, porém, de ídolos. O levita pensava que Deus o estivesse abençoando por ter conseguido ser sacerdote. Mas, na verdade, ele estava se enganando.

Certa ocasião, os homens da tribo de Dã passaram pela casa de Mica e quiseram roubar os ídolos dele. O levita tentou impedir que a tribo de Dã levasse os ídolos. Os filhos de Dã convidaram o levita para ser sacerdote da tribo. O levita, pensando que Deus o estivesse abençoando ainda mais, aceitou o convite. A tribo de Dã não cumpriu o trato; procurou outras pessoas para ser seus sacerdotes. Mica, que pensava poder fazer o papel de Deus designando qualquer pessoa para ser sacerdote, ficou sem os ídolos e sem o sacerdócio.

Essa não é uma história muito conhecida na Bíblia, mas foi tão real como qualquer outra. E não deixa de ser uma história atual. Milhares de pessoas mentem para si mesmas para acreditarem que aquilo que estão fazendo vem de Deus. Você não é Mica, nem o levita da história. Então, não minta, não usurpe, não seja mau. Exemplos ruins permanecem na Bíblia para aprendermos com os erros. Não se esqueça do que aconteceu a Mica e à tribo de Dã. O fim de quem age errado é sempre dor e vergonha. Sua vida tem agradado a Deus? Espero que sim!

Meditaçao da Mulher - Protegida - 30/05/011

30 de maio segunda


Protegida


Mostra as maravilhas da Tua bondade, ó Salvador dos que à Tua destra buscam refúgio dos que se levantam contra eles. Salmo 17:7

Todos os anos, temos aves novas no quintal. É divertido ver as diferentes variedades e especialmente os filhotinhos. Se são do tipo que come sementes, eles gradualmente aprendem a vir até nossa casinha de alimentar aves, onde podem comer tudo o que quiserem. Outros pássaros comem larvas e insetos e, por se alimentarem a uma distância maior, preciso dos binóculos para vê-los.

Alguns anos atrás, quando um dos filhotes de azulão deixou o ninho, nesse mesmo momento eu me dirigia à casa dos cachorros para limpá-la. Papai azulão observava, e temia que eu machucasse o bebê que acabara de voar, ou pisasse nele. Ele desceu em rasante, perto dos cachorros e de onde eu estava, para advertir-nos e certificar-se de que nenhum mal acometeria o pequenino. Antes de continuar minha tarefa, retrocedi cuidadosamente até que ele tivesse certeza de que o filhote estava fora do caminho do perigo. Depois que o bebê se abrigou novamente, o papai nos deixou em paz. Que maravilhoso pai protetor ele era!

Quantas vezes, gostaria eu de saber, tem Deus me protegido ou advertido a outros para que não me causem dano, quando nem sequer tenho consciência disso? Penso nos muitos riscos, ao dirigir pelas rodovias interestaduais entre Maryland e Vermont, e do Tennessee para Vermont, ida e volta. São percursos longos, e sei que o Senhor muitas vezes colocou a mão sobre minha família quando, caso contrário, teríamos sofrido um acidente.

Também penso nas duas vezes em que quase morri ao dar à luz. Mas, de algum modo, Deus me poupou a vida. Um dos nossos bebezinhos, um menino, nasceu morto. Aguardo o dia de vê-lo no Céu, quando Jesus nos levar para casa. Penso na menininha que viveu, mas por 28 dias apenas, antes que Deus lhe permitisse descansar. Fico muito feliz por ter um Deus que prometeu voltar e levar-nos para o lar com Ele.

Cada dia, escolho pensar em todas as bênçãos que Ele nos concede, e nas grandes bênçãos que ainda virão – viver com Ele no Céu, onde não haverá mais “luto, nem pranto, nem dor” (Apocalipse 21:4). E Ele está voltando, como prometeu!

Loraine F. Sweetland

Meditaçao Diaria - 30 e 31 de Maio

30 de maio Segunda


Aprendendo de Jesus – 1


O Meu fardo é leve. Mateus 11:30

“Fardo leve” é uma entre outras expressões contrastantes que Jesus usou, como temos hoje “minoria esmagadora”, “sorvete diet”, etc. Nós mesmos nos autoimpusemos um ritmo de trabalho que é um fardo, não é leve e que estica a corda da vida à sua resistência máxima. São responsáveis por isso reuniões, viagens, cursos, congressos, mais plantões, mais consultas. Deixamos pouco espaço entre um e outro compromisso e saímos de um local para outro fazendo inveja a Schumacher no trânsito. Glorificamos a agenda cheia, o itinerário apertado no qual sempre procuramos encaixar mais algum compromisso. Mais do que para qualquer outra geração, podemos dizer que o fardo de responsabilidades está muito pesado, especialmente para pessoas orientadas à tarefa.

Susan Maycinik, especialista em recursos humanos, sugeriu para pessoas com essa tendência algumas perguntas para avaliação pessoal. Responda com “algumas vezes” ou “raramente” para cada item que segue:

1. Procuro corrigir a mim mesmo ou às outras pessoas em pequenos detalhes?
2. Sinto-me culpado se me ausento de uma reunião ou atividade apenas pelo fato de estar cansado?
3. Quando meu trabalho é julgado dentro da média geral, sinto como se tivesse fracassado?
4. Fico irritado quando uma pessoa recebe o reconhecimento que eu acho que deveria ter recebido?
5. Focalizo mais meus erros do que meus acertos?
6. Sinto dificuldade em dizer “não” para uma pessoa que me pede que eu faça alguma coisa?
7. Sinto-me culpado quando, na lista de coisas a fazer, deixo algumas sem ser feitas?
8. Se alguma parte da minha vida não está indo bem, tento descobrir o que estou fazendo de errado?

Se você respondeu com mais frequência “algumas vezes”, desenvolveu a ideia de que, para ser aceito e amado, tem que fazer mais e melhor.

Um dos primeiros passos para viver sob o “ritmo não forçado da graça” é perceber nossa tendência de ser orientados à tarefa, a fazer coisas. A lista dos itens acima contém apenas sintomas de que você ainda não abraçou totalmente a graça de Deus em sua vida.

Jesus nos convida a lançar sobre Ele toda a nossa ansiedade. Aceite o oferecimento dEle!

31 de maio Terça


Aprendendo de Jesus – 2


Venham a Mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e Eu lhes darei descanso. Mateus 11:28

Essa é uma passagem familiar da Bíblia e um dos mais belos convites que Jesus faz a todo ser humano. Na verdade, é um convite e uma promessa.

O texto menciona duas características que as pessoas que Ele convida devem ter: estão cansadas e sobrecarregadas. Jesus não diz que precisamos de mais tempo livre, travesseiro especial, equipamento de massagem, um cruzeiro pelo Caribe, férias em Angra dos Reis, sonoterapia, nem que precisamos ir mais à igreja. Estamos cansados, desesperados e frustrados por causa das tentativas de acertar. Procuramos esse descanso em gurus, líderes espiritualistas, jejuns, retiros, penitências, nas demandas “leia mais”, “ore mais”, “faça mais”.
Essas coisas não darão o descanso de que necessitamos. Esse descanso vem quando aceitamos a nós mesmos como Jesus nos aceita e admitimos, com sinceridade, que precisamos dEle.

Temos que calar as vozes que dizem que não estamos fazendo o suficiente; libertar-nos do pensamento de que devemos alcançar determinada medida espiritual no menor tempo possível.

Que temos que fazer? Simplesmente ir a Ele. Aproximarmo-nos como pecadores, desamparados, sem justiça, sem esperança; lançar aos pés dEle nossa culpa, nossa vergonha, problemas, medo, dúvidas, sonhos, ansiedades, sentimento de solidão. Tudo.

O descanso vem quando aprendemos, em companheirismo com Ele, a criar momentos de reflexão; a colocar nossa agenda de lado; desligar o celular; tirar o telefone do gancho; trancar a porta da sala – nem que seja por alguns minutos – e então orar. Sentirmo-nos seguros nEle. Pedir paz e restauração para o coração cansado.

Que peso ou pesos estamos carregando, que gostaríamos de depositar aos pés de Jesus para receber o descanso que Ele oferece?
Como seria bom ter em mente que o cristianismo não é uma religião de peso para se carregar, mas de uma amizade, um relacionamento a desenvolver.

“Encontra-se o descanso quando se abandona toda a justificação própria, todo raciocínio partido de um fundo egoísta. Inteira entrega, aceitação de Sua vontade, eis o segredo do perfeito descanso em Seu amor” (Ellen G. White, Mente, Caráter e Personalidade, v. 2, p. 803). É nosso privilégio aceitar o convite de Jesus, experimentar Sua graça, tomar Seu jugo e encontrar descanso.

Liçao Jovens As roupas novas do filho pródigo 28 de maio a 3 de junho

Lição 10




As roupas novas do filho pródigo


Casa Publicadora Brasileira – Lição dos jovens 1022011




“Mas nós tínhamos que celebrar a volta deste seu irmão e alegrar-nos, porque ele estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado” (Lc 15:32).
 
Prévia da semana: O pai deu ao filho a liberdade de sair de casa, mas manteve uma constante atenção até sua volta. O pai encobriu as vestes sujas e maltrapilhas do filho com os próprios trajes ricos e se alegrou com ele como alguém que tinha estado morto, mas que reviveu.

Leitura adicional: Mt 22:1-13; Jo 8:1-12; 1Jo 1:8-2:1. Leia também Parábolas de Jesus, p. 198-211, e Timothy Keller, O Deus Pródigo (Thomas Nelson, 2010).




Domingo, 29 de maio
Introdução

Manto de justiça para um filho errante


Quando o filho pródigo decidiu voltar para casa, sua expectativa e decisão eram de que ele apenas pediria ao seu pai para lhe contratar como um dos seus empregados. Ele tinha negligenciado os conselhos de seu pai, feito todas as escolhas erradas possíveis e desperdiçado sua parte na herança. Por isso, achava que era indigno de qualquer coisa.

O que o pai fez, no entanto, foi vesti-lo com as melhores roupas da casa, que incluíam um manto, um anel e um par de sandálias. A concessão desses “presentes” pelo pai é uma demonstração da graça estendida por Deus aos pecadores. Embora os pecadores se afastem de Deus, Ele está esperando, assim como o pai esperou por seu filho, para revelar Sua graça a eles.

Quando Paulo falou aos gálatas a respeito da graça de Deus e sua abundância, disse-lhes que desejava que crescessem nessa graça. Antes, ensinou-lhes como Jesus havia vindo até à Terra, invadido o reino de Satanás e feito dos gálatas Seus herdeiros. Eles alegremente receberam a mensagem de Paulo e se tornaram seguidores de Cristo; mas, depois que Paulo partiu, outros ensinadores vieram e lhes disseram que eles precisavam ganhar a salvação de Deus e Seu favor, fazendo determinadas coisas. Hoje, a história do filho pródigo continua a retratar a verdadeira natureza da graça de Deus. O pai (Deus) vestiu o filho (nós) com uma veste limpa (a justiça de Deus). O filho não tinha feito nada para merecer esses presentes. Mesmo assim, o pai o aceitou de volta no lar. Da mesma maneira, quando os pecadores se arrependem e aceitam a justiça de Cristo como propriamente sua, eles se tornam novamente os filhos do Criador. Quando retornamos, Ele nos trata como se nunca tivéssemos partido. Assim é a graça de Deus, a qual não merecemos (William Barclay, The Gospel of Luke. p. 205.).

Nesta semana, vamos estudar sobre o desejo do Pai de nos vestir em Sua justiça. Também veremos a natureza da justiça e como “usar” essa justiça afeta nossa vida. Ao você estudar, lembre-se de que a aceitação de Sua justiça determinará se você irá ou não apreciar a festa que Ele está preparando para nós quando retornarmos para Ele.

Mãos à Bíblia

Assim é a graça de Deus. Quando retornamos, Ele nos trata como se nunca tivéssemos partido.

1. Que outras histórias a parábola do filho pródigo lhe traz à memória? Gn 4:1-8; 25:25-34

2. O que a reação do pai ao pedido do filho nos ensina sobre o modo de Deus se relacionar conosco? Lc 15:12


Ephraim OpugeKisii, Quênia




Segunda, 30 de maio
Evidência

Justo “sim” ou justo “não”?


No verso de hoje, vemos que Jesus recebeu as mesmas pessoas que os escribas e fariseus rejeitaram. No entanto, as três parábolas que Ele mencionou eram para os quatro grupos mencionados nos versos 1 e 2. Nesta semana, estamos interessados na última das histórias – a do filho pródigo – e o que ela nos ensina sobre o dom da justiça de Deus.

Normalmente, um filho receberia sua herança por ocasião da morte do pai. O fato de o irmão mais novo instigar a divisão precoce dos bens da família, mostrou a rebelião e orgulho ao ser indiferente com a autoridade de seu pai, sem mencionar uma atitude egoísta e imatura. Quão frequentemente temos mostrado uma atitude assim para com Deus?

Porcos são animais imundos. Os judeus não tinham permissão nem mesmo de tocá-los. Quando o filho aceitou o trabalho de alimentá-los e quando até mesmo ansiou pela comida deles para encher seu estômago, podemos ver o quanto ele tinha caído. Ele chegou ao fundo do poço. Mas, ao fazê-lo, finalmente voltou ao juízo. Algumas vezes precisamos alcançar o fundo do poço antes que reconheçamos nosso pecado e a necessidade de aceitar a justiça de Deus.

O pai simboliza nosso Pai celestial. Ele espera pacientemente, com amor compassivo, que retornemos a Ele com coração humilde. Ele nos oferece tudo em Seu reino, restaura-nos para um relacionamento completo nEle, com alegre comemoração. Ele nem mesmo Se recorda de nossas desobediências passadas.

Claramente, o filho mais velho era como os escribas e fariseus. Sua justiça própria os impedia de se regozijarem quando os pecadores retornavam a Deus. Sua amargura e ressentimento os impedia de desenvolver um espírito perdoador e os cegava para os tesouros que se apresentavam diante deles.

A parábola revelava o caráter de Deus e Seu desejo para que todos os pecadores retornassem a um relacionamento de pai e filho com Ele. Os escribas e fariseus consideravam certas pessoas indignas do reino de Deus e criticaram a Jesus por gostar de estar perto delas. Mas a parábola do filho pródigo revela tanto o amor de Deus por aqueles que estão prontos a aceitá-Lo (o filho que retorna para seu pai), como Sua rejeição pela justiça própria dos fariseus (o filho mais velho na parábola).

Mãos à Bíblia

3. Que tipo de arrependimento ocorreu ao filho pródigo? Ele estava realmente triste pelo que fez, ou infeliz pelas consequências? Lc 15:13-19

Nimrod MagatiKisii, Quênia



Terça, 31 de maio
Exposição

O retorno


Apesar da história do filho pródigo vir sendo contada por dois mil anos, ela ainda tem muito a nos ensinar sobre como Deus nos salva do pecado.

Como o Pai trata os pecadores (Lc 15:20). O filho parte para uma terra distante, leva uma vida inconsequente e aventureira e desperdiça tudo de valor (literal e simbólico) que possuía. Somente quando ele se confronta com o fracasso e desespero, volta para casa, arrependido e desejoso de fazer qualquer coisa para conquistar novamente o favor de seu pai. No entanto, para sua surpresa e de outros, o pai o recebe em seus braços amorosos e perdoadores, sem perguntas. Nada sobre quantia de tempo, nada sobre quantia de dinheiro e absolutamente nada sobre sua rebelião poderia se interpor no caminho de sua paciência e amor incondicional por seu filho. “Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado” (Lc 15:24). Naturalmente, a impressionante mensagem aqui é que Deus é paciente e piedoso com todos nós, não importa o que tenhamos feito. Ele deseja nos receber em Seus braços amorosos.

A justiça do Pai (Lc 15:22-24). As roupas e o corpo do filho estavam um lixo quando ele voltou para casa – impregnados com a sujeira de seu suor e da imundícia do esterco dos porcos. Ainda assim o pai o abraçou e pediu roupas finas e joias para serem colocadas nele. O estado deplorável do filho representa nossa condição humana antes de irmos a Cristo. Somos pecadores por natureza, então nossos pensamentos, palavras, ações e desejos mancham nossa vida. As vestes do pai representam a pureza e a justiça de Jesus. Vestidos em Sua justiça, somos capazes de estar diante de nosso Criador, Salvador e Senhor. Deveríamos sempre nos lembrar de que não há nada que possamos fazer para receber Seu favor. As roupas limpas, o anel e o par de sapatos “não eram necessidades, mas símbolos especiais de favor. O pai não somente proveu as necessidades de seu filho, mas o honrou, e assim fazendo, deu evidências do amor e alegria que enchiam seu próprio coração” (The SDA Bible Commentary, v. 5, p. 821).

Nossa resposta (Lc 15:28–32). O irmão mais velho “algumas vezes é um oficial na igreja, um líder em grupos de reforma, um ‘cidadão-chave’. Ele pensa, ou pensará, que todas as outras raças são ‘inferiores’. Um homem sem trabalho é simplesmente um imprestável: ‘Eu sempre fui capaz de encontrar trabalho e sempre trabalhei duro.’ Um pródigo como o filho mais novo é apenas um vadio: ‘Na verdade você não pode fazer nada com eles’, ele diz” (The Interpreter’s Bible, v. 8, p. 279).

Como reagimos quando um pecador vem para Deus? Somos como o irmão mais velho? Muitas vezes cristãos maduros pensam que “recém-chegados” não são sinceros. Eles desconfiam dos recém-convertidos e se recusam a abraçá-los. Muitos não acreditam ou aceitam que outros assim como eles próprios precisam ou mesmo merecem a graça salvadora de Deus. Então, eles passam a ser obstáculos para as pessoas na igreja. Ao contrário do irmão do pródigo, precisamos aceitar aqueles que escolhem seguir ao Senhor. Precisamos ajudá-los e fazê-los se sentirem queridos. Quando o filho pródigo retornou ao lar, ele precisava de aceitação, e foi isso o que o pai lhe deu.


O amor que Deus concedeu aos que O amam é hoje, mais do que nunca, necessário no mundo. Muitas pessoas estão diariamente vindo até nós, e nossa reação para com elas determinará se ficarão na casa de Deus ou se retornarão para o país estrangeiro do pecado. Deus deseja que cada um de nós encontre salvação nEle. Ele nos oferece essa salvação e pede que dividamos essa oferta com os outros.

“Força e graça foram providas por meio de Cristo, sendo levadas pelos anjos ministradores a toda alma crente. Ninguém é tão pecaminoso que não possa encontrar força, pureza e justiça em Jesus, que por ele morreu. Cristo está desejoso de tirar-lhes as vestes manchadas e poluídas pelo pecado e vestir-lhes com os trajes brancos da justiça; Ele lhes ordena viver e não morrer” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 53).

Pense nisto

1. O convite para se juntar à família de Deus é estendido a cada um de nós. Como podemos nos assegurar de que estamos dividindo este convite com outros?
2. O filho pródigo teve que remover seus trapos imundos para aceitar o manto que seu pai lhe ofereceu. Que significado tem isso em nossa vida diária?
3. O que o filho pródigo teve que remover de sua vida?
4. Enquanto o pai foi capaz de perdoar o irmão mais novo, parece que o irmão mais velho não o perdoou. Como você acha que essa inabilidade para perdoar afetou a vida dele? Há alguém a quem você precise perdoar, mas não consegue? Como isso está afetando sua vida? Ore a Deus para que Ele lhe dê um espírito amoroso e perdoador.
5. Lucas 15:20 diz que, mesmo ainda distante de casa, o pai o enxergou. O que isso nos fala sobre o pai e, portanto, sobre Deus?

Mãos à Bíblia

4. Compare a parábola do filho pródigo à da ovelha e da moeda perdidas. Qual é a diferença importante? Lc 15:4-10

A moeda e a ovelha não sabiam que estavam perdidas. Ainda que a ovelha tivesse consciência de estar perdida, não saberia voltar. No caso do filho pródigo, ele se afastou por escolha própria. Ao longo da história da salvação, Deus teve que lidar com os que, tendo luz, propositadamente se afastaram dessa luz e seguiram seu próprio caminho. A boa notícia dessa parábola é que, no caso dessas pessoas, o Senhor ainda estava disposto a restaurá-las à posição que tiveram antes, em Sua família da aliança. Porém, assim como o jovem escolheu sair de casa por sua própria vontade, ele teve que escolher voltar, por si mesmo. Conosco funciona da mesma forma.

Daniel OseweDistrito de Olembo, Quênia




Quarta, 1o de junho
Testemunho

“Volte para Mim”


“Na parábola do filho pródigo é-nos apresentado o procedimento do Senhor com aqueles que uma vez conheceram o amor paterno, mas consentiram ao tentador levá-los cativos a sua vontade” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 198).

“O amor de Deus anela sempre aquele que dEle se afastou e põe em operação influências para fazê-lo tornar à casa paterna. [...] Era aquele amor que o estava [o filho pródigo] impelindo para o lar. Assim, a certeza do amor de Deus é que move o pecador a voltar para Ele. ‘A benignidade de Deus te leva ao arrependimento’ (Rm 2:4). Uma cadeia dourada, a graça e compaixão do amor divino, é atada ao redor de toda pessoa em perigo. O Senhor declara: ‘Com amor eterno te amei; também com amorável benignidade te atraí’ Jr 31:3” (Ibid., p. 202).

“O pai não permite que olhos desdenhosos vejam a miséria e as vestes esfarrapadas do filho. Toma de seus próprios ombros o manto amplo e valioso e lança-o em volta do corpo combalido do filho, e o jovem soluça seu arrependimento. [...] O pai o toma consigo e o leva para casa. Não lhe é dada a oportunidade de pedir a posição do trabalhador. É um filho que deve ser honrado com o melhor que a casa pode lhe oferecer (Ibid., p. 203, 204).

“Na parábola, não é acusada nem censurada a má conduta do filho pródigo. O filho sente que o passado está perdoado, esquecido e apagado para sempre. E assim Deus fala ao pecador: ‘Desfaço as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados, como a nuvem’ (Is 44:22)” (Ibid., p. 204).

“Que segurança do desejo de Deus de receber o pecador arrependido! [...] Volta ao lar do Pai. Ele te convida, dizendo: ‘Torna-te para Mim, porque Eu te remi’ (Is 44:22)” (Ibid., p. 205).

Mãos à Bíblia

Como vimos, o próprio filho teve que tomar a decisão de retornar. Não houve coação da parte do pai. Deus não força ninguém a obedecê-Lo. Se Ele não forçou Satanás a obedecer no Céu, nem Adão e Eva a obedecer no Éden, por que o faria conosco? (Rm 5:12-20, 21).

5. Como o pai reagiu à confissão do filho? Quanta penitência foi exigida dele antes que o pai o aceitasse? Qual é a mensagem para nós? Lc 15:20-24; Jr 31:17-20

O pai quase não ouviu a confissão. Correu ao encontro do filho, se lançou sobre ele e o beijou. Também ordenou aos empregados que trouxessem “a melhor roupa”. A restauração do relacionamento entre o pai e o filho foi completa.

Jackson WatemboOngata Rongai, Quênia



Quinta, 2 de junho
Aplicação

A conexão entre roupas e justiça


A Bíblia nos ensina sobre o amor de Deus, e em muitas partes ela explica o que Deus está fazendo para redimir a humanidade. O livro de Zacarias e a história do filho pródigo são duas dessas partes. As vestes imundas do filho perdido e de Josué, o sumo-sacerdote, representam nosso estado de injustiça e nossos pecados. A troca de roupas sujas por limpas em ambas as histórias representa Deus tirando nossa culpa e nos cobrindo com a justiça de Cristo. Ao Deus fazer essa troca, precisamos:

Aceitar que estamos perdidos. Isto inclui confessar nossos pecados e nos arrepender deles. Quando assim fazemos, todo o Céu se regozija, e o Pai nos perdoa. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1:9).

Dar um passo de fé. Esforce-se para buscar ao Senhor e permanecer em Sua presença. “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não está no pecado; aquele que nasceu de Deus o protege, e o Maligno não o atinge” (1Jo 5:18).

Esperar pelo Senhor e ter esperança nEle. Assim, Ele renovará suas forças (Is 40:31). Reivindique Suas promessas para erguê-lo(a) e redirecionar seu caminho. Se você não duvidar, sentirá Deus lhe fazendo reviver.

Abraçar filhos pródigos. Não sejamos como o irmão mais velho, que teve uma atitude fria ao irmão – isso não faz parte dos filhos de Deus. “Pela fé, em Seus méritos, eu sou livre da condenação da lei. Ele me veste com Sua justiça, que responde a todas as exigências da lei. Eu sou completo nEle, Aquele que traz justiça eterna. Ele me representa diante de Deus em vestes sem manchas.’’ *

Durante Sua ascensão, Jesus prometeu enviar o Espírito Santo, que seria nosso Auxiliador e Confortador. Ele cumpriu essa promessa no Pentecostes. Agora os que somos chamados por Seu nome, sabemos que não somos órfãos, porque Ele está sempre conosco na pessoa de Seu Santo Espírito.

* ”The Meaning of God’s Pardoning Love”. The [Australasian] Union Conference Record, 1o. de junho de 1900.

Mãos à Bíblia

6. Que ideias a história do filho pródigo nos dá sobre o caráter de Deus?


7. Qual era o sentido das palavras do pai, ao dizer que seu filho estava morto e reviveu? Como essas palavras tão fortes devem ser compreendidas? Lc 15:24


Sarah Kwamboka MonyonchoNairóbi, Quênia




Sexta, 3 de junho
Opinião

Misericórdia de mim


A parábola do filho pródigo apresenta um assunto que Jesus procurou abordar durante todo Seu ministério terrestre – justiça própria. A justiça própria era o centro do comportamento dos fariseus. Assim como o filho mais velho em Lucas 15:11-32, eles nunca enxergaram as boas-vindas ao filho pródigo como o que realmente significava – a morte no pecado trazendo de volta à vida. Com o intuito de explorar mais profundamente a justiça própria, gostaria de examinar outra parábola que Jesus dirigiu aos fariseus (Lc 18:9-14).

Os fariseus eram indiferentes ao verdadeiro estado de seu coração. Estavam somente preocupados com aparentarem ser justos. Eles amavam a exaltação do homem mais do que a exaltação de Deus. Os coletores de impostos eram conhecidos por exigir mais do que a quantia devida, e por isso tinham má reputação. Apesar disso, foi o coletor de impostos que reconheceu sua necessidade de salvação.

O fariseu parou onde todos podiam vê-lo. O coletor de impostos, no entanto, parou à distância, não se atreveu a olhar para cima e batia no seu peito. O fariseu se gabou de seu bom coração e comparou seu comportamento com o de ladrões, adúlteros e coletores de impostos. O coletor de impostos reconheceu que era um pecador e implorou por misericórdia.

Jesus disse que o coletor de impostos foi para casa justificado. Ele se humilhou e, portanto, foi exaltado por Deus. O fariseu, contudo, não foi justificado. O coletor de impostos era pobre de espírito, e por isso foi perdoado. O fariseu, rico em méritos e autoestima, foi embora vazio.

O ponto que precisamos compreender é que verdadeiro arrependimento é requerido de todos, não importa quem sejamos e qual seja nossa conduta exterior. Não é nossa moralidade e virtudes que atrapalham nossa salvação, mas aquele sentimento orgulhoso que guardamos no fundo do coração. Essa justiça própria nos impede de nos agarrar à cruz e aceitar a justiça de Cristo.

Mãos à obra

1. Organize uma encenação sobre a parábola do filho pródigo para sua classe da Escola Sabatina. Você precisará de alguém para escrever um roteiro e alguns atores.
2. Escreva um curto parágrafo sobre cada personagem na história do filho pródigo e sobre uma época de sua vida quando você se identificou com esse personagem.

Liçao Adultos As roupas novas do pródigo 28 maio a 4 de junh

Lição 10




As roupas novas do pródigo


Casa Publicadora Brasileira – Lição 1022011



Sábado à tarde


VERSO PARA MEMORIZAR: “Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado” (Lc 15:32).

Leitura para o estudo desta semana: Gn 4:1-8; 25:25-34; Lc 15:4-32; Jo 11:9, 10; Rm 5:12-20

W. Somerset Maugham escreveu um conto chamado “Chuva”, sobre um missionário nos Mares do Sul que “converteu” uma prostituta ao evangelho. Lançou-se de coração e mente na busca de conquistá-la, embora às vezes seus métodos parecessem rudes e insensíveis. Na verdade, ele insistiu para que ela voltasse para os Estados Unidos (de onde ela estava fugindo), a fim de terminar a pena de prisão. Apesar de todos os seus apelos desesperados para que fosse poupada da tortura, degradação e humilhação que ali a aguardavam, o missionário insistia em que cumprir seu tempo na prisão era parte do processo de arrependimento pelo qual ela precisava passar. Por isso ela devia voltar.

A história terminou, porém, inesperadamente. O missionário se matou, e seu corpo mutilado, que havia sido impelido pelas águas, foi encontrado na praia.

O que havia acontecido? Aparentemente, ao passar tanto tempo com a prostituta, ele caiu em pecado com ela e, incapaz de perdoar a si mesmo, suicidou-se.

O que os personagens necessitavam era o que todos nós, como pecadores, necessitamos: uma experiência pessoal da graça e da certeza que Jesus revelou na parábola do filho pródigo.




Domingo


Os mesmos pais, o mesmo alimento


Certo homem tinha dois filhos” (Lc 15:11). Nessa parábola, os dois filhos, nascidos ao mesmo pai, representam dois traços de caráter. O filho mais velho aparentemente demonstrava lealdade, perseverança e diligência. O mais novo, sem dúvida, não tinha disposição para trabalhar, não queria ter responsabildades, e não queria assumir sua parte nas obrigações. Ambos eram da mesma herança. Ambos provavelmente tivessem recebido idêntico amor e igual dedicação do mesmo pai. Parecia que o filho mais velho era fiel, e o mais novo, desobediente. O que causou a diferença?

1. Que outras histórias isso traz à sua memória? Gn 4:1-8; 25:25-34


É um fenômeno estranho, visto o tempo todo, não é? Dois (ou mais) irmãos dos mesmos pais, que vivem no mesmo lar, que recebem os mesmos ensinamentos, o mesmo amor, e até o mesmo alimento. Um deles se torna religioso, fiel e determinado a servir ao Senhor, enquanto o outro, por alguma razão, vai na direção oposta. Por mais difícil que seja entender, isso nos mostra a realidade poderosa do livre-arbítrio. Alguns poderiam ver algo significativo no fato de que foi o mais novo dos dois irmãos que se rebelou, mas quem sabe a razão pela qual ele fez isso?

2. O que podemos aprender da reação do pai ao pedido do filho? O que isso nos diz sobre o modo de Deus Se relacionar conosco? Lc 15:12


O texto não diz que tipo de diálogo se seguiu entre o pai e o filho, ou se o pai o censurou, pedindo que reconsiderasse, que não fosse tão precipitado, e que refletisse bastante em suas ações. Muito provavelmente ele tivesse refletido, mas no fim, o filho recebeu “a parte dos bens” que era dele, e foi embora. Em toda a Bíblia, podemos ver esse mesmo princípio: Deus concede liberdade aos seres humanos, para que façam suas próprias escolhas, para seguir seu próprio caminho, e para viver como quiserem. Naturalmente, como sabemos tão bem, nossas escolhas trazem consequências, as quais nem sempre imaginamos ou prevemos.

Quais foram os resultados de algumas de suas próprias escolhas livres ultimamente? Não é tão fácil voltar ao passado, não é?




Segunda


Abrindo as asas


Imagine o pai, observando seu corajoso filho colocar as coisas na mochila, preparando-se para deixar o lar. Talvez ele tenha perguntado ao filho aonde ele iria, em que trabalharia, quais eram seus sonhos para o futuro. Não sabemos quais foram as respostas do filho. É possível que não tenham sido animadoras, pelo menos para o pai. O filho, entretanto, muito provavelmente estivesse pronto para os bons tempos à frente.

Afinal, por que não? Ele era jovem, aventureiro, tinha dinheiro para gastar e um mundo para conhecer. A vida na fazenda da família aparentemente lhe era enfadonha e desagradável, em contraste com todas as possibilidades que o mundo lhe apresentava.

3. Que tipo de arrependimento ocorreu com o filho? Ele estava realmente arrependido, triste pelo que fez, ou estava infeliz somente pelas consequências do que fez? Que indícios poderiam nos dar a resposta? Lc 15:13-19


É difícil saber como essa história terminaria se as coisas tivessem dado certo para o filho pródigo. Suponha que ele encontrasse formas de ganhar dinheiro e de fazer com que os bons tempos continuassem? Não é provável, pelo menos tendo em vista o texto, que ele voltasse “ajoelhado”, não é mesmo? Quantos, entre nós, às vezes, têm ficado realmente tristes, não tanto por causa dos pecados, mas pelas consequências, principalmente quando somos descobertos? Mesmo o pagão mais insensível se arrependerá do adultério se, em resultado, ele pegar herpes, gonorreia, ou alguma outra doença sexualmente transmissível. Não há nada de cristão na tristeza pela dor que vem de nossas escolhas erradas, não é mesmo?

O que dizer, então, sobre esse rapaz? Não há dúvida de que a situação terrível em que ele se encontrava tenha causado uma atitude diferente, que poderia não ter ocorrido sob outras circunstâncias. Mas, os pensamentos de seu coração, como revelados nos textos, demonstram um sentimento de verdadeira humildade e a compreensão de que ele havia pecado contra seu pai e contra Deus. O discurso que ele preparou em seu coração parecia mostrar a sinceridade de seu arrependimento.

Às vezes é preciso que más consequências de nossas ações nos despertem para a realidade de nossos pecados, não é? Ou seja, somente depois que nossas ações resultam em sofrimento é que verdadeiramente nos arrependemos dessas ações, e não apenas dos resultados. O que dizer de você e das situações que está enfrentando? Por que não decidir evitar o pecado e poupar a si mesmo de todo sofrimento e do arrependimento que (se espera) resultarão?




Terça


Você pode voltar para casa


No início do século XX, o romancista Thomas Wolfe escreveu um clássico literário, You Can’t Go Home Again [Você não Pode Voltar para Casa], sobre um homem que deixa sua família de origem humilde no sul, vai para Nova York, faz sucesso como escritor, e depois procura retornar às suas raízes. Não foi uma transição fácil; daí o título do livro.

4. Na história do filho pródigo, quem é que faz a longa viagem para buscar a reconciliação? Compare com a parábola da ovelha perdida e da moeda perdida. Qual é a diferença importante? Lc 15:4-10


Talvez nas duas outras parábolas, os objetos perdidos nem mesmo soubessem que estavam perdidos (no caso da moeda, certamente), e não poderiam voltar, mesmo que tentassem. No caso do filho pródigo, ele se afastou da “verdade”, por assim dizer, e somente depois que se encontrava nas trevas (Jo 11:9, 10) percebeu quão perdido estava. Ao longo da história da salvação, Deus teve que lidar com os que, tendo luz, propositadamente se afastaram dessa luz e seguiram seu próprio caminho. A boa notícia dessa parábola é que, no caso dessas pessoas, mesmo as que viraram as costas para Deus, mesmo depois de ter conhecido Sua bondade e amor, o Senhor ainda estava disposto a restaurá-las à posição que tiveram antes, em Sua família da aliança. Porém, assim como o jovem escolheu sair de casa por sua própria livre vontade, ele teve que escolher voltar, por sua própria livre vontade. Conosco funciona da mesma forma.

O que é igualmente interessante sobre essas parábolas é o contexto em que foram ditas. Leia Lucas 15:1, 2. Observe as diferentes pessoas que estavam ouvindo o que Jesus dizia. Que mensagem poderosa deveria ser para nós o fato de que, em vez de apresentar advertências sobre eventos apocalípticos do tempo do fim ou sobre juízo e condenação sobre os impenitentes, Jesus falou por parábolas, mostrando o intenso amor e cuidado do Pai por todos os perdidos, independentemente do que os levou a essa condição.

Você conhece pessoas que se afastaram de Deus? Que esperança você pode tirar dessa história de que nem tudo está perdido? Qual é a importância da oração pelos que ainda não aprenderam a lição que o filho pródigo aprendeu de forma tão dolorosa?



 
Quarta


A melhor roupa


Como vimos, o próprio filho teve que tomar a decisão de retornar. Não houve coação da parte do pai. Deus não força ninguém a obedecer. Se Ele não forçou Satanás a obedecer no Céu, nem Adão e Eva a obedecer no Éden, por que o faria então, muito tempo depois que as consequências da desobediência causaram estragos sobre a humanidade? (Rm 5:12-21).

5. Como o pai reagiu à confissão do filho? Quanta penitência, quantas obras e quantas ações de restituição foram exigidas dele antes que o pai o aceitasse? Qual é a mensagem para nós? Lc 15:20-24; Jr 31:17-20


O filho confessou ao pai, mas, lendo o texto, você pode ter a impressão de que o pai quase não ouviu. Perceba a ordem: o pai correu ao encontro do filho, lançou-se sobre ele e o beijou. Claro, a confissão foi bonita, e provavelmente fez mais bem ao filho do que ao pai, mas naquele momento as ações do filho falavam mais alto que suas palavras.

O pai, também, ordenou aos empregados que trouxessem “a melhor roupa” e a colocassem sobre o filho. A palavra grega traduzida como “melhor”, nesse texto, vem de protos, que significa muitas vezes “primeiro” ou “principal”. O pai estava lhe dando o melhor que tinha para oferecer.

Pense também no contexto: o filho tinha vivido na pobreza não se sabe por quanto tempo. Provavelmente ele não tenha ido para casa vestido com as melhores roupas (para não dizer outra coisa!). Afinal, ele havia alimentado porcos até então. O contraste, sem dúvida, entre o que ele estava usando quando foi abraçado pelo pai (note, também, que o pai não esperou até que ele estivesse limpo para abraçá-lo) e o manto que foi colocado sobre ele não poderia ter sido mais completo.

O que isso mostra, entre outras coisas, é que a restauração, pelo menos entre o pai e o filho, naquele momento foi completa. Se vermos “a melhor roupa” como o manto da justiça de Cristo, então tudo que era necessário foi provido naquele momento e naquele local. O filho pródigo se arrependeu, confessou, e se converteu de seus caminhos. O pai supriu o restante. Se isso não é um símbolo da salvação, o que seria?

O que é fascinante ali, também, é que da parte do pai, não houve censura do tipo “eu avisei”. Não havia necessidade disso, não é mesmo? O pecado recebe seu próprio salário. Ao lidar com pessoas que voltam ao Senhor, depois de terem se afastado, como podemos aprender a não lançar seus pecados diante deles?



Quinta


As roupas do pai


Ellen G. White, em Parábolas de Jesus, páginas 203, 204, acrescenta à história um detalhe interessante, que não é encontrado no próprio texto. Descrevendo a cena do pai se aproximando do filho enquanto ele humildemente voltava para casa, ela escreveu: “O pai não permitiu que olhos desdenhosos zombassem da miséria e vestes esfarrapadas do filho. Tomou de seus próprios ombros o manto amplo e valioso, e envolveu o corpo combalido do filho. O jovem soluçou seu arrependimento, dizendo: “Pai, pequei contra o Céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho” (Lc 15:21). O pai tomou-o consigo e o levou para casa. Não lhe foi dada a oportunidade de pedir a posição do trabalhador. Era um filho que devia ser honrado com o melhor que a casa podia oferecer, e ser servido e respeitado pelos criados e criadas.

“Mas o pai disse aos seus servos: ‘Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés. Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e comemorar. Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado’. E começaram a festejar” (Lc 15:22-24, NVI).

6. Que ideias essa referência nos dá sobre a história como um todo e sobre o caráter de Deus?


O desejo do pai era cobrir imediatamente a vergonha dos erros do filho. Que mensagem para nós, sobre esquecer o passado, e não ficar pensando nos erros cometidos, tanto os nossos quanto os dos outros! Alguns dos piores pecados não são conhecidos agora, mas um dia serão (1Co 4:5). Como Paulo, precisamos esquecer o passado e avançar para o que está diante de nós (Fp 3:13, 14).

7. Qual era o sentido das palavras do pai, ao dizer que seu filho estava morto e reviveu? Como essas palavras, tão fortes, devem ser compreendidas? Lc 15:24


No fim, não há meio-termo nas questões definitivas da salvação. Quando tudo finalmente acabar (Ap 21:5), e o grande conflito terminar, cada ser humano receberá vida eterna ou morte. Não há outra opção.

Certamente precisamos pensar em nossas escolhas diárias, tanto boas quanto más, como fez o filho pródigo.




Sexta


Estudo adicional


Leia de Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 198-211: “A Reabilitação do Homem” e p. 260: “Como é Decidido Nosso Destino”; O Desejado de Todas as Nações, p. 495, 496: “A Última Jornada da Galileia”; Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 100-104: “Parábolas dos Perdidos”.

Note quão terno e piedoso é o Senhor em Seu trato com Suas criaturas. Ele ama o filho perdido, e suplica-lhe que volte. O braço do Pai enlaça o filho arrependido; Suas vestes cobrem-lhe os andrajos; o anel é colocado no dedo, como símbolo de sua realeza. E todavia, quantos há que olham para o pródigo, não somente com indiferença, mas desdenhosamente! Como o fariseu, dizem: ‘Deus, graças Te dou porque não sou como os demais homens’ (Lc 18:11). Como, porém, podemos pensar que Deus olhará os que, embora pretendem ser coobreiros de Cristo, enquanto uma pessoa está lutando contra a enchente da tentação, ficam à parte, como o irmão mais velho da parábola, obstinados, caprichosos e egoístas?” (Ellen G. White, Obreiros Evangélicos, p. 140).

“Força e graça foram providas por meio de Cristo, sendo levadas pelos anjos ministradores a toda pessoa crente. Ninguém é tão pecaminoso que não possa encontrar força, pureza e justiça em Jesus, que por ele morreu. (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 53).

Perguntas para reflexão
1. Que esperança podemos levar aos que querem deixar o passado para trás e não conseguem, por causa dos resultados presentes de escolhas do passado?
2. O que dizer dos que “saíram da casa de seu Pai”, por assim dizer, e as coisas estão indo muito bem para eles? Sejamos honestos: nem todos os que deixam o Senhor terminam cuidando de porcos. Alguns acabam sendo proprietários das fazendas de porcos! O que podemos fazer para ajudá-los a entender que, apesar das condições, eles fizeram uma escolha fatal?

segunda-feira, 23 de maio de 2011

inspiração Juvenil Para que Servem 10 Bilhões de Dólares? 23/05/01

segunda 23 de maio


Para que Servem 10 Bilhões de Dólares?


Lembrem que o Senhor lhes dará como recompensa aquilo que Ele tem guardado para o Seu povo, pois o verdadeiro Senhor que vocês servem é Cristo. Colossenses 3:24

Se você tivesse 10 bilhões de dólares em sua conta bancária, o que faria? Nunca mais iria trabalhar? Iria todos os fins de semana para o Havaí? Compraria a mansão de algum famoso? O que você faria com 10 bilhões de dólares? É uma pergunta difícil, e até mesmo irreal. Dez bilhões são cifras para uma nação e não para uma pessoa. Mas, por incrível que pareça, existe alguém que tem 10 bilhões de dólares e, no início de 2010, em Davos, disse o que iria fazer com essa montanha de dinheiro.

Bill Gates e sua mulher, Melinda, anunciaram que gastarão 10 bilhões de dólares para desenvolver e entregar novas vacinas ao longo da próxima década. O fundador da Microsoft explicou que sua fundação doará o dinheiro para que se encontre, por exemplo, uma vacina para a malária.

Mas Bill Gates já doou ao mundo, ou devolveu ao mundo, parte de seu lucro. Sua fundação já investiu 34 bilhões de dólares até hoje para diminuir o sofrimento humano. Eu e você não temos nada de dinheiro perto dele, mas também podemos fazer nossa parte.

Quando enchentes ocorrem no Brasil, e cidades inteiras ficam destruídas, vemos a solidariedade de nosso povo. O que mais me chama a atenção é que pessoas muito humildes também comparecem para ajudar; ou seja, a maioria das pessoas que ajuda é pobre. Elas entendem melhor o que é o sofrimento e, por isso, colaboram com pessoas que nem conhecem.

Embora não possamos doar 10 bilhões nesta década, podemos separar um pouco do nosso dinheiro para ajudar aqueles que têm menos do que nós. Que tal nesta semana ficar um dia sem lanche e, com o dinheiro, comprar leite para quem precisa? Ei, por que sua turma na escola não faz uma campanha para arrecadar leite para um orfanato? Vocês podem começar uma fundação, exatamente como a de Bill Gates, e ajudar muitas pessoas. Juntos, podemos realizar mais e melhor! Mãos à obra! Converse com seus pais, seus amigos e professores. Tenho certeza de que esse será um grande projeto em sua vida.

E, quando você crescer, trabalhar e tiver 10 bilhões de dólares, já sabe o que fazer!

Meditação da Mulher Nunca me Esquecerei de Você 23/05/011

23 de maio segunda


Nunca me Esquecerei de Você


Então os justos Lhe responderão: “Senhor, quando Te vimos com fome e Te demos de comer, ou com sede e Te demos de beber? Quando Te vimos como estrangeiro e Te acolhemos, ou necessitado de roupas e Te vestimos? Quando Te vimos enfermo ou preso e fomos Te visitar?” Mateus 25:37-39, NVI

Somos mulheres – o gênero mais sensível, certo? Entretanto, uma vez ou outra, alguém natural de Boston, que sou eu, emerge: mãos na massa, sempre em ação. Vai, vai, vai! Foi tudo o que pensei ao ver a moça do caixa conversando casualmente com a freguesa à minha frente. O que é pior, verbalizei esses pensamentos. “Ela bem que podia andar logo, para podermos sair daqui”, sussurrei ao meu marido, enquanto colocávamos os produtos na esteira. A repreensão foi incisiva e contundente: “Ela está chorando!” cochichou meu marido, de volta. Como pude ser tão insensível?

Quando achei que a situação estava ruim, piorou. Juntos, meu esposo e eu decidimos pagar a conta dela. Dever cumprido, pensei, enquanto tirava nossos produtos do carrinho e meu esposo apresentava o cartão. Então, me virei em tempo de captar o atônito olhar dele. Então, ele precisou dizer: “Abrace-a!” Lógico! Após recuperar-me da amorável reprimenda, entendi por que a moça do caixa tomara tempo para ir além dos limites do seu trabalho. Ela tomara tempo para notar um coração humano e cuidar dele.

Enquanto meu esposo completava a transação dela, coloquei gentilmente a mão no seu ombro para que ela soubesse que éramos solidários. Diante desse gesto, ela caiu no meu ombro e chorou. Nós a levamos para fora e oramos por ela, animando-a. Antes de sairmos, ela segurou minha mão e disse: “Nunca me esquecerei de você.” Eu poderia ter-lhe dito: “Você me fez lembrar de que Jesus toma tempo para me notar, responder às minhas orações, confortar-me e me ouvir. Ele nunca está ocupado demais para mim.” Mas tudo o que eu disse foi: “Eu também não me esquecerei de você.”

Sim, de algum modo andamos ocupadas demais para parar, olhar e estar atentas a uma oportunidade de retribuir-Lhe. Às vezes nós – sim, até mesmo nós, cristãs – nos envolvemos tanto na vida diária que passamos por alto o que acontece ao nosso redor. Andamos tão ocupadas, fazendo, fazendo, fazendo, que deixamos passar exatamente aquilo que devíamos fazer.

LaToya V. Zavala

Meditação Diarea -- Quando o Pior Acontece 23/05/011

23 de maio Segunda


Quando o Pior Acontece


Deixo-lhes a paz; a Minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo. João 14:27

A música tem a capacidade de traduzir melhor que qualquer outra arte a imensa variedade de nossas emoções. Desde a alegria e vibração, até os sentimentos vividos nos momentos em que estamos “lá embaixo”. Há ocasiões em que a melodia de um hino ou cântico, como se fosse trazida pelas asas do vento, chegam até nós e nos atingem, justamente num momento de dor e fragilidade. Melodia e letra se unem e vêm ao nosso encontro como se fossem a versão perfeita da situação pela qual estamos passando.

Pode ter sido depois de sua segunda tentativa no vestibular. Quando os exames dão positivo para uma doença que você temia. Quando o divórcio, que você nunca quis, agora é definitivo.

Horacio Spafford era advogado de renome na cidade de Chicago. Era membro da Igreja Presbiteriana e também grande amigo e colaborador do evangelista Moody. Uma série de desastres devastou a cidade, culminando com o grande incêndio de Chicago, em 1871. Os investimentos que a família Spafford havia feito em propriedades foram varridos pela crise. Em novembro de 1873, quando Moody se dirigiu à Inglaterra para uma campanha de evangelismo, Spafford quis dar um presente à sua família, levando-a de férias para a Europa.

Porém, devido a negócios urgentes, teve que ficar, enviando primeiro a esposa e suas quatro filhas no navio Ville de Harve, com planos de logo se encontrarem. No meio do Atlântico, o navio foi atingido por outro navio inglês, e afundou em doze minutos. As quatro filhas de Spafford, Tanetta, Meggie, Annie e Bessie, estavam entre as 226 pessoas que naufragaram. A Sra. Spafford ficou entre os poucos que se salvaram.

Spafford viajou para se encontrar com a esposa em Cardiff, no País de Gales. Na viagem, ele pediu ao capitão do navio em que estava viajando que diminuísse um pouco a velocidade quando estivesse próximo ao lugar em que o navio Ville de Havre afundara.

Ali, no convés do navio, observando as ondas do mar e lembrando-se das filhas que haviam se afogado, recebeu conforto e inspiração de Deus, e pôde escrever: “Se paz, a mais doce, me deres gozar, / Se dor a mais forte sofrer; / Oh, seja o que for, Tu me fazes saber / Que feliz com Jesus hei de estar” (Hinário Adventista, nº 230).

É somente a graça de Deus que, em circunstâncias assim, pode nos levar a dizer: “Sou feliz com Jesus.”

Lição Jovens Brasa tirada do fogo 21 a 27 de maio 2011

Lição 9




Brasa tirada do fogo


Casa Publicadora Brasileira – Lição dos jovens 922011



“Veja, Eu tirei de você o seu pecado, e coloquei vestes nobres sobre você” (Zc 3:4).

Prévia da semana: O sumo sacerdote Josué se encontrava em um tribunal com as vestes sujas, acusado de todos seus pecados. Seu juiz, em vez de condená-lo, removeu suas roupas sujas, o revestiu com roupas limpas e o chamou à obediência.

Leitura adicional: Êx 3:1-14; Lc 15:17-19; Ef 2:8-10. Leia também o capítulo 8 de: Max Lucado, Ele Escolheu Você, (CPAD, 2009).



Domingo, 22 de maio
Introdução

Expressão de Cristo


Ter sido uma estudante missionária mudou minha opinião sobre várias coisas, entre elas, o vestuário. Aqui nas ilhas, é costume saias e camisetas para as garotas; mas, de vez em quando, você vai encontrar uma jovem rebelde com um short provocante, em seu desejo por atenção e liberdade.

Por que sentimos que a maneira como nos vestimos tem algum efeito em quem somos? É porque usamos a maneira de vestir como uma forma de expressão própria. Então, como cristãos, qual deveria ser nosso “vestir”? O nosso texto para memorizar desta semana diz, “Veja, eu tirei de você o seu pecado, e coloquei vestes nobres sobre você” (Zc 3:4).

Como cristãos, quando aceitamos o dom supremo da salvação, Deus nos veste com Sua justiça. Ele tira nossa veste velha, manchada, suja (pecado) e coloca Sua veste rica, limpa (justiça) sobre nós para que possamos refletir Seu caráter àqueles com quem nos encontramos. Romanos 13:14 nos diz: “Revistam-se do Senhor Jesus Cristo e não fiquem premeditando como satisfazer os desejos da carne.”

Com o que, exatamente, essa roupa se parece? É uma roupa literal que você veste quando faz a decisão de seguir a Cristo? “Portanto, como povo escolhido de Deus, santo e amado, revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência” (Cl 3:12).

Como cristãos, precisamos representar a Cristo em tudo o que somos, fazemos e dizemos. Então, quando nos vestimos de Suas ricas vestimentas, estamos, no fim das contas, nos vestindo de Suas virtudes. Ao desenvolvermos essas virtudes aqui na Terra através do Espírito Santo habitando em nós, estamos nos preparando para o retorno de Cristo. “As vestes imaculadas da justiça de Cristo são postas sobre os tentados filhos de Deus. Provado e fiel, o desprezado remanescente está vestido de vestes gloriosas, para não mais ser aviltado pelas corrupções do mundo” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 591).

Na lição desta semana vamos ver como o manto de justiça de Cristo nos protege no grande conflito entre o bem e o mal. Ellen White escreveu: “Em tentando Satanás denegrir os filhos de Deus e arruiná-los, Cristo Se interpõe” (Ellen G. White, Parábolas
de Jesus
, p. 169).

Mãos à Bíblia

1. Leia Zacarias 1 e 2 e responda: qual é a mensagem do Senhor?

Emily LynesHendersonville, EUA




Segunda, 23 de maio
Exposição

Perfeito aqui e agora!


Roupas para a ocasião certa, parte 1 (Êx 3:1-14). Todo mundo sabe que “se produzir” para uma ocasião especial conta muito, principalmente para as mulheres. O objetivo é aparecer “absolutamente divina, querida!” Estamos bem acostumados com isso, desde a Cinderela até o Oscar.

Quando Moisés se encontrou com Deus pela primeira vez, havia certas dificuldades no assunto vestuário. Deus estava vestindo um fogo, que, por alguma razão, não queimou o arbusto onde Ele estava Se ocultando (Êx 3:2, 3). Jeová tinha escolhido Seu traje cautelosamente porque, se Ele não usasse algo informal e protetor para evitar que Moisés O visse, o pobre homem teria sido consumido pela glória de Deus.

E Moisés estava calçando suas sandálias, que não eram muito próprias para a ocasião. As asas dos serafins, como véus, eram uma veste mais apropriada para a presença de Deus (Is 6:2), mas como Moisés saberia disso? O que ele provavelmente sabia era que, quando Adão e Eva pecaram, tentaram se cobrir com folhas (Gn 3:7). Eles foram expulsos do jardim, e, para evitar que retornassem, Deus posicionou “querubins e uma espada flamejante que se movia” para guardar o caminho da árvore da vida (Gn 3:24).

Agora a Divindade havia descido do Céu até esse arbusto, ocasião para não se usar sandálias. Deus não entrou simplesmente numa carruagem ardente, indo até à Rodovia Órion, entrando em uma ou duas direitas. Ao invés disso, Ele desceu uma longa distância. E, ainda assim, Ele não pressionou a Moisés. O homem escolheu se aproximar para encontrar Deus (Êx 3:3, 4) e Ele o conduziu para salvar uma nação inteira de escravos.

Nesta cena, somos introduzidos às expressões “Eu Sou o que Sou” e “Eu Sou”. Quando Deus chamou a Moisés, ele disse, “Eis-me aqui” (verso 4), mas note que isso ocorre imediatamente depois de Deus tê-lo chamado pelo seu nome por duas vezes. Esse foi um encontro muito pessoal e próximo – Deus Se voltando para o homem e o homem se voltando para Deus. E, quando o homem quis entender sua parte nessa Campanha Cósmica de Salvação, Deus disse, “Eu sou” (verso 6). Ele é o único em todo o Universo que é tão completo e absoluto que pode ser definido pelo fato de que Ele é – “de eternidade a eternidade” (Sl 90:2). Ele poderia ter dito, “Eu sou justo. Eu sou misericordioso. Eu sou amor.” Mas o que Ele disse foi, “Eu sou”. E esse mesmo Deus eterno nos encontra aqui e agora.

Roupas certas para a ocasião certa, parte 2 (Lc 15:17-19). Como já vimos, é importante o modo como nos vestimos para certos encontros. Quando o filho pródigo voltou para casa, seu pai correu, o abraçou e o beijou enquanto ele vestia o pior traje da sua vida, mas era tudo o que possuía naquele momento. Aquela roupa não era boa o bastante – não para aquela ocasião. “Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés” (verso 22). Depois veio a festa, muito mais especial que qualquer cerimônia de Oscar.

Que incrível! Uma estrela de Hollywood supostamente teria dito, “O problema com a gratificação imediata é que ela não é rápida o suficiente.” Deus oferece algo muito superior a gratificações imediatas. Deus oferece salvação imediata. Jesus disse ao ladrão na cruz: “hoje (aqui e agora) você foi salvo”. Ambos estavam em uma situação aparentemente sem esperança. Mas o ladrão se voltou para Jesus. Jesus Se voltou para o ladrão, e, de repente, houve salvação (Lc 23:39-43)!

E sobre nossas roupas (Ef 2:8-10)? Para aqueles de nós que não são ladrões na cruz, há a questão de o que fazer depois do momento de fé e graça (Ef 2:8). Com quais sapatos vamos andar a partir de agora? São eles as boas obras “as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos” (verso 10).

Essas boas obras não nos salvam. São o que fazemos no plano da salvação. São o que fazemos como resultado de sermos salvos. Como Moisés, que foi resgatar sua nação, estamos fazendo coisas que “cooperam” com o plano de Deus para a salvação (Rm 8:28). Essas boas obras não são tanto uma obrigação como uma esperança. Nós nos voltamos para o Deus que Se voltou para nós. Após colocarmos nossos pés em Sua direção, calçamos nossos sapatos e andamos pelo caminho das boas obras através do poder de Seu Santo Espírito. Em resposta, Ele dá a cada um de nós o manto da justiça, que é absolutamente perfeito.

Não importa o que estejamos vestindo neste momento. O Deus que Se tornou humano está voltado para você. Mais do que isso, Ele está correndo em sua direção, levando um manto lavado em sangue para torná-lo branco. Especialmente para você. Aqui e agora!

Pense nisto

1. Quais partes de sua vida particular você está tentando proteger e por quê? Se você fosse entregar essas partes de sua vida para Deus, o que Ele daria em troca e por quê?

2. Se você perguntasse a Deus qual parte você tem no plano da salvação do mundo, o que você acha que Ele responderia?

Mãos à Bíblia

“Depois disso Ele me mostrou o sumo sacerdote Josué diante do anjo do Senhor, e Satanás, à sua direita, para acusá-lo” (Zc 3:1).

2. Que grandes e importantes verdades são reveladas no texto acima, especialmente no contexto do grande conflito?

Alguns pontos cruciais são representados poderosamente. Primeiro, o único acusado era Josué, o sumo sacerdote, que representava todo o povo de Deus. Descrito na visão como um sacerdote diante do Senhor, Josué representava Israel em todas suas faltas, defeitos e pecados.

Naturalmente, Satanás estava ali para realizar a acusação. Porém, ao lado de Cristo, as acusações do inimigo caem por terra: “Então ouvi uma forte voz dos céus que dizia: ‘Agora veio a salvação, o poder e o Reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo, pois foi lançado fora o acusador dos nossos irmãos, que os acusa diante do nosso Deus, dia e noite’” (Ap 12:10).

Phillip WhiddenPequim, China




Terça, 24 de maio
Testemunho

O Mediador


“No Apocalipse é ele [Satanás] declarado ser o ‘acusador de nossos irmãos’, ‘o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite’ (Ap 12:10). O conflito se repete em relação a toda alma que é salva do poder do mal e cujo nome se acha registrado no livro da vida do Cordeiro. Jamais alguém é recebido da família de Satanás na família de Deus sem suscitar a determinada resistência do maligno. [...] Ele leva homens ao ceticismo, fazendo-os perderem a confiança em Deus e se separarem de Seu amor; tenta-os a quebrantarem Sua lei, reclamando-os então como cativos seus, e contestando o direito de Cristo de os tomar. Ele sabe que os que buscam sinceramente de Deus o perdão e a graça os obterão; por isso, apresenta perante eles os seus pecados, a fim de os desanimar. [...] Por armadilhas sem-número, as mais sutis e mais cruéis, empenha-se em conseguir a condenação deles” (Ellen G. White, A Fé Pela Qual
Eu Vivo [MM 1959], p. 324).

“A lei requer justiça – vida justa, caráter perfeito; e isso o homem não tem para dar. Não pode satisfazer as reivindicações da santa lei divina. Mas Cristo, vindo à Terra como homem, viveu vida santa e desenvolveu caráter perfeito. Estes oferece Ele como dom gratuito a todos quantos o queiram receber. Sua vida substitui a dos homens. Assim obtêm remissão de pecados passados, mediante a paciência de Deus. Mais que isso, Cristo lhes comunica os atributos divinos. Forma o caráter humano segundo a semelhança do caráter de Deus, uma esplêndida estrutura de força e beleza espirituais. Assim, a própria justiça da lei se cumpre no crente em Cristo. Deus pode ser ‘justo e justificador daquele que tem fé em Jesus’” (Rm 3:26; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 762).

“Por Sua vida e morte, Cristo provou que a justiça divina não destrói a misericórdia, mas que o pecado pode ser perdoado e que a lei é justa, sendo possível obedecer-lhe perfeitamente. As acusações de Satanás foram refutadas. Deus dera ao homem prova inequívoca de amor” (Ibid.).

Mãos à Bíblia

3. Em Zacarias 3, quem é o “Anjo do Senhor?” Êx 3:2-14; Zc 3:1, 2

4. Leia Zacarias 3:1-3. O que nos diz a realidade das vestes de Josué?

Michael John J. DiazEbeye, Ilhas Marshall, EUA



Quarta, 25 de maio
Evidência

Vestes como símbolo de pecado e justiça


Em Êxodo 3:5, Deus deseja Se encontrar com Moisés para lhe dar instruções a respeito da libertação dos israelitas da servidão egípcia. Mas, antes que Moisés pudesse se aproximar de Deus, Ele o instruiu a tirar suas sandálias. “A mente reverente oriental considerava um sacrilégio entrar num... lugar santo calçando sapatos” (The SDA Bible Commentary, v. 1, p. 510). Portanto, essa ordem informou a Moisés que era Deus quem falava. A instrução de Deus “estava em conformidade com o costume já bem conhecido por Moisés, pois os sacerdotes egípcios o observavam em seus templos e também era observado em todos os reinos orientais onde as pessoas tiravam seus sapatos ou sandálias, assim como fazemos com nossos chapéus. Mas a ideia do Oriente não é precisamente a mesma do Ocidente. Para nós, ocidentais, a remoção do chapéu é uma expressão de reverência pelo lugar em que entramos, ou melhor, dAquele que é adorado lá. Para eles [orientais], a remoção dos calçados é uma confissão de impureza pessoal e consciência de ser indigno de permanecer na presença da santidade sem mácula” (Jamieson-Fausset-Brown Bible Commentary, Wordsearch 7).

Zacarias 3:1-4 nos dá um quadro da realidade em relação ao nosso problema com o pecado e como a graça de Deus, oferecida a nós através de Jesus Cristo, pode retirá-lo. Essa visão foi dada a Zacarias para mostrar o poder que o Filho de Deus tem sobre Satanás, nosso acusador. As vestes imundas simbolizam “a contaminação do pecado”, enquanto a remoção delas “significa a remissão do pecado e restauração do favor de Deus. A nova veste representa a justiça imputada de Cristo.” O “turbante limpo” (v. 4) colocado sobre Josué “significou que suas transgressões haviam sido perdoadas e que ele estava qualificado para executar seu ofício santo” (The SDA Bible Commentary, v. 4, p. 1092 e 1093).

Mãos à Bíblia

5. Leia Zacarias 3 com oração e atenção; considere as etapas do processo. Embora pecadores, é dessa forma que o povo de Deus é salvo. O que você pode aprender sobre o plano de salvação através dessa visão?

6. O que “o Anjo do Senhor” disse a Josué no verso 7, após a troca de roupas, e por que essa ordem é tão importante? Zc 3:7

Arvin Jumao-asEbeye, Ilhas Marshall, EUA




Quinta, 26 de maio
Aplicação

Novas vestes, nova vida


Quando aceitamos a veste da justiça de Cristo, como devemos viver? Quando Deus derrama Seu amor sobre nós já não estamos livres para fazer o que quisermos. Pelo contrário, devemos mostrar que nossas novas vestes provêm do melhor estilista, obedecendo-O. Leia 1 João 5:3. Aprendemos a obedecer, fazendo o seguinte:

Tornando-nos como criancinhas (Mt 18:3). Como ser semelhante a uma criança pode nos ajudar a obedecer a Deus? “A ingênua confiante obediência e amor de uma criança é a representação dos traços de caráter altamente apreciados no reino do Céu. Perceba que Jesus fala das crianças ‘pequenas’, daquelas que ainda não tinham aprendido os maus exemplos dados pelos adultos, o pecado da dúvida e desobediência” (The SDA Bible Commentary, v. 5, p. 639). É exatamente assim que deveríamos ser como adultos em nosso relacionamento com Cristo.

Acreditando (1Jo 3:23). Acreditar em Deus não se trata apenas de concordar intelectualmente. Também inclui agir conforme o que Ele diz. Todos aqueles que não guardam Seus mandamentos através da habitação do Espírito Santo não acreditam nEle verdadeiramente.

Fazendo um esforço (Mt 22:37). Por causa de nossa natureza pecaminosa, geralmente não precisamos nos esforçar para cometer pecado. Por outro lado, devemos fazer um esforço extra para obedecer aos Seus mandamentos. Segundo Mateus 22:37, devemos amar a Deus com todo nosso coração, alma e mente. Amar a Deus com todo nosso coração, alma e mente é escolher amá-Lo com tudo o que fazemos. Também precisamos lembrar que isso só é possível quando convidamos o Espírito Santo de Deus para viver em nosso coração.

Submetendo-nos (Mt 16:25). Submeter todas as partes de nossa vida a Ele é o que é necessário para limpar os cantinhos de incerteza.

O apóstolo Paulo escreveu “Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo” (1Co 11:1). Longe de condenar a lei, ele afirmou que “a lei é santa, e o mandamento é santo, justo e bom” (Rm 7:12). Ele tinha prazer na lei do Senhor (Rm 7:22) e escreveu que “o que importa é obedecer aos mandamentos de Deus” (1Co 7:19).

Mãos à Bíblia

7. Tendo em mente o que temos visto em Zacarias 3, leia Efésios 2:8-10, João 14:15 e Romanos 6:1-4. Como esses versos se relacionam com a visão de Zacarias sobre os “finos trajes”?

Justice Love C. Francisco-DiazEbeye, Ilhas Marshall, EUA



Sexta, 27 de maio
Opinião

Presente de Deus


Na lição desta semana, aprendemos a respeito de como e por que Deus tira nossas roupas sujas de pecado e as troca por Seu branco e puro manto de justiça. Os textos que estudamos explicam como isso é possível. Esses textos também nos ajudam a compreender quão terrível é o pecado e nossa culpa.

“Deus gostaria muito que Seu mundo rebelde pudesse conhecê-Lo. Ele quer extinguir o medo, desconfiança e discórdia que nos têm separado de nosso maravilhoso Deus. Ele espera ansioso pelo momento em que Sua família estará junta com Ele. E nosso Deus sempre teve um plano com o qual Ele poderia Se fazer conhecido ao Seu povo. Ele não poderia aparecer pessoalmente, com toda Sua glória divina diante dos olhos de pessoas pecadoras. Então Ele escolheu Se fazer conhecido através de Seu mensageiro.

Um dia Deus criou um grande plano. Ao invés de Se fazer conhecido através de pessoas individuais, Ele fez isso por uma nação escolhida. Haveria uma nação inteira vivendo junta em paz e alegria e saúde que resultariam de seguir os caminhos de Deus. Seria uma nação tão notavelmente diferente, sábia e forte que o mundo inteiro não poderia deixar de notar. Essa nação poderia mostrar ao mundo quão maravilhoso é viver em amor leal para com o único Deus verdadeiro. Seria uma nação com uma missão: tornar Deus conhecido. Que poderoso plano era este!”*

Todos aqueles que terão parte na vitória são aqueles que aceitaram a justiça de Jesus (Ef 2:8-10). Seu maior objetivo é conhecer você através de uma profunda e pessoal amizade marcada pelo amor (Jo 14:15), confiança, lealdade e obediência.

* God Is the Victor, pág. 71.

Mãos à obra

1. Parafraseie uma das visões de Zacarias 1-3, usando itens atuais, de uso diário (iPods, celulares, etc.), para as imagens simbólicas usadas na Bíblia. Como podem frases ou itens diários, corriqueiros, serem usados para conduzir a conceitos mais amplos?

2. Dê roupas novas ou em bom estado a alguém que precise ou a uma instituição de caridade.

3. Faça uma fogueira com um grupo de amigos. Quando começar a queimar, cada um retire um galho ainda com altas chamas. Discuta o que significa ser um “tição tirado do fogo” por Deus (Zc 3:2).

Li ção Adultos -- Um tição tirado do fogo 21 a 28 de maio 2011

Lição 9




Um tição tirado do fogo


Casa Publicadora Brasileira – Lição 922011




Sábado à tarde


VERSO PARA MEMORIZAR: “Eis que tenho feito que passe de ti a tua iniquidade e te vestirei de finos trajes” (Zc 3:4).

Leitura para o estudo desta semana: Zc 1-3; Ap 12:10; Êx 3:2-14; Ef 2:8-10; João 14:15

Embora seja fácil esquecer, o grande conflito entre Cristo e Satanás é a suprema força motriz por trás da realidade. Guerras, crime, violência e todo o caldeirão fervente e agitado da tragédia humana são apenas manifestações superficiais do conflito subjacente, que começou no Céu (Ap 12:7), uma luta universal que afeta não apenas os seres humanos, mas toda a criação (Rm 8:20-22).

Uma coisa, porém, nunca devemos esquecer: o grande conflito não é sobre o petróleo do Oriente Médio nem sobre as notáveis mudanças geopolíticas na hegemonia econômica e militar. É sobre a salvação da humanidade, uma pessoa de cada vez. Nações vêm e vão, estruturas de poder vêm e vão, os grandes temas da história e da ideologia vêm e vão; mas somente os salvos, cobertos pelo manto da justiça de Cristo, permanecem para sempre. Satanás não está preocupado simplesmente com dinheiro, poder e política; ele se preocupa com as pessoas; seu alvo é arruinar com ele tantos quantos seja possível. Por Sua morte, Cristo pode salvar a todos da destruição. A essência do grande conflito é, no âmago, pessoas escolhendo a ruína eterna ou a vida eterna. Todo o resto é, essencialmente, insignificante.




Domingo


Zeloso por Jerusalém


1. Leia Zacarias 1 e 2 e responda: Em meio a todos esses símbolos, qual é a mensagem do Senhor? Que princípios bíblicos claros são vistos no texto? Como esses princípios se manifestam hoje? Que promessas são feitas e quais são as condições?


Embora Jerusalém estivesse em ruínas, porque havia sido conquistada por Babilônia 70 anos antes, Deus proveu esperança para o futuro da cidade. Zacarias recebeu a mensagem do Senhor de que não só o templo, mas Jerusalém seria reconstruída. Zacarias começou declarando aos seus ouvintes que o Senhor tinha ficado ofendido, “indignado”, com seus pais. Mas Zacarias imediatamente encorajou os ouvintes, assegurando-lhes que, se eles se voltassem para Deus em humildade e arrependimento, Ele Se voltaria para eles (Zc 1:1-3). As visões de Zacarias eram destinadas a dar força e inspiração, para que continuassem edificando o templo em Jerusalém, para a adoração a Deus.

Após a primeira visão de Zacarias, narrada no capítulo 1, o Senhor deu um incrível encorajamento, dizendo: “Com grande empenho, estou zelando por Jerusalém e por Sião”; e ainda: “Portanto, assim diz o Senhor: Voltei-Me para Jerusalém com misericórdia; a Minha casa nela será edificada, diz o Senhor dos Exércitos, e o cordel será estendido sobre Jerusalém” (Zc 1: 14, 16).

O homem com o cordel representava os planos para a reconstrução da cidade de Jerusalém e do templo na época de Zacarias. Mas apenas com os alicerces, a edificação do templo parecia ser uma impossibilidade.

Pouco antes da visão de Zacarias sobre as vestes imundas de Josué, ele recebeu uma mensagem de esperança para comunicar aos judeus, registrada em Zacarias 2:10-13. Deus lhes disse: “Cante e alegre-se” (v. 10, NVI); depois prometeu viver com eles. Como essa mensagem deve ter sido animadora, nesse momento em que o povo de Deus tentava se reunir para adorá-Lo!




Segunda


O acusador e o acusado


“Depois disso Ele me mostrou o sumo sacerdote Josué diante do anjo do Senhor, e Satanás, à sua direita, para acusá-lo (Zc 3:1, NVI).

2. Que grandes e importantes verdades são reveladas no texto acima, especialmente no contexto do grande conflito (e no contexto imediato da visão)?


Alguns pontos cruciais são representados poderosamente. Primeiro, o único acusado era Josué, o sumo sacerdote, que representava todo o povo de Deus. Descrito na visão como um sacerdote diante do Senhor, Josué representava Israel em todas as suas faltas, defeitos e pecados. Não havia dúvida: o povo não era inocente, não era impecável, e não merecia a restauração prometida, que o Senhor lhes estava oferecendo, pela qual eles estavam suplicando, pela fé e pelo arrependimento.

E, naturalmente, Satanás estava ali para acusá-los, para questionar seu arrependimento, seu desejo de reforma e de encontrar a misericórdia e a graça de Deus. Haverá melhor maneira de desencorajar as pessoas no grande conflito do que levá-las a pensar que seus pecados são grandes demais para que o Senhor as possa perdoar? Ao longo da história, e mesmo hoje, quantas pessoas têm se tornado vítimas desse perverso engano de Satanás! O que torna a ameaça tão poderosa é que ele não precisa mentir acerca de nossos pecados, certo? Tudo o que ele tem que fazer é nos lembrar deles e, sem conhecer a graça de Deus, seremos esmagados pelo senso de desespero e perdição. Mesmo sem um acusador para lançá-los diante de Deus, nossos pecados são mais que suficientes para nos condenar.

O verbo hebraico traduzido nesse caso como “acusar” dá origem também à palavra “Satanás”; são as mesmas três consoantes hebraicas que formam a base para ambas as palavras. Sem dúvida, Satanás é o acusador, mas todos devemos conhecer o famoso texto: “Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus” (Ap 12:10).

Embora não seja bom pensar em nossos pecados, às vezes precisamos examinar atenta e honestamente a nós mesmos (não importando se Satanás está ou não sussurrando em nossos ouvidos). Que mudanças devemos fazer imediatamente, e que promessas bíblicas podemos clamar, a fim de alcançar a vitória? O que estará em jogo, se o pecado dominar a nossa vida?



Terça


O Anjo do Senhor


Até agora, em Zacarias 3, nossa atenção se concentrou em dois personagens, Satanás e o sumo sacerdote Josué. Mas há um terceiro personagem, evidentemente a figura central na narrativa: “o Anjo do Senhor”.

3. Quem é o “Anjo do Senhor?” Êx 3:2-14; Zc 3:1, 2


O que vemos ali, de forma vívida, é uma miniatura do grande conflito, uma batalha travada sobre cada pessoa que colocou a vida nas mãos de Jesus, o Senhor, em fé e arrependimento. Lembre-se do contexto: Sendo severamente castigados, os israelitas “se humilharam perante Deus e a Ele volveram com arrependimento verdadeiro” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 468). Foi nesse momento que a obra de Satanás como acusador foi revelada. Qual foi exatamente a acusação, não nos é dito, mas dada a história bíblica, e tendo em conta o que sabemos sobre a natureza humana, seguramente não foi um quadro bonito.

4. Leia Zacarias 3:1-3. O que nos diz a realidade das vestes de Josué?


O fato de Josué, o sumo sacerdote, ter sido considerado uma pessoa que vestia roupas imundas só destaca a profundidade do pecado. Desde o começo da aliança entre Deus e Israel, o sacerdócio como um todo, os levitas e, especialmente, o sumo sacerdote, eram especiais, mesmo no meio da nação eleita, chamada pelo Senhor para um papel e função únicos em Israel, um papel e função santos
(Êx 38:21; Nm 1:47-53; 3:12). Entre todos os israelitas, eles deveriam ter permanecido, simbolicamente, com as roupas mais limpas.

Colocando tudo isso de lado, o restante do capítulo torna claro que, apesar de seu passado e de suas falhas, o “Anjo do Senhor” está ali para defendê-los das acusações de Satanás, independentemente de saber se as acusações são verdadeiras ou falsas. “O Anjo do Senhor”, Jesus, está ali para salvar e redimir. Essa é, sem exceção, a verdade mais importante em todas as Escrituras.

Apesar de nossa indignidade, é crucial que nunca esqueçamos o papel do “Anjo do Senhor” em nosso favor. Como podemos manter essa verdade diante de nós em todos os momentos, e ainda não nos iludirmos, tirando dela falsas conclusões? Quais seriam algumas dessas falsas conclusões? Comente sua resposta com a classe.



Quarta


Troca de roupas


5. Leia Zacarias 3 com oração e atenção; considere as etapas do processo. Embora pecadores, é dessa forma que o povo de Deus é salvo. O que você pode aprender sobre o plano de salvação através dessa visão?


Nos versos 3 a 5, antes que as roupas novas fossem colocadas em Josué, as sujas foram removidas. O Senhor explicou a Josué o significado dessa troca de roupas: “Tirei de você o seu pecado” (v. 4, NVI). O que, entretanto, isso significa na vida da pessoa redimida? Josué agora era impecável, perfeito no coração e na mente, sem possibilidade de cair ou pecar novamente? Era essa a condição que Josué tinha que alcançar antes que as roupas novas fossem colocadas nele? Se fosse assim, teríamos alguma esperança?

Em vez disso, o significado é que a culpa e condenação de Josué haviam sido tiradas. Falando sobre a experiência de Josué, Ellen White disse: “Foram perdoados os seus próprios pecados e os do povo. Israel vestiu ‘vestidos novos’ – a justiça de Cristo imputada a eles. A mitra colocada sobre a cabeça de Josué era como a que usavam os sacerdotes, e trazia a inscrição: ‘Santidade ao Senhor’ (Zc 14:20, RC), significando que, não obstante suas transgressões anteriores, ele se achava agora habilitado a ministrar perante Deus em Seu santuário” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 469.

6. O que “o Anjo do Senhor”, disse a Josué no verso 7, após a troca de roupas, e por que essa ordem é tão importante? Zc 3:7


Foi somente depois de ter recebido os trajes especiais que Josué recebeu a exortação de obedecer ao Senhor e andar em Seus caminhos. Esse ponto não deve ser ignorado: a justiça de Cristo lhe foi concedida pela fé, e foi creditada à parte de sua caminhada nos “[Seus] caminhos” ou da obediência aos “[Seus] preceitos”. Os mandamentos vieram depois porque, se tivessem vindo antes, não teriam sido de nenhum proveito. Se [Josué] não tivesse sido vestido com esses “finos trajes” (Zc 3:4), todos os seus esforços não o teriam deixado com traje diferente das roupas sujas que ele trajava no começo.





Quinta


“Uma defesa eficaz”


No mundo do cristianismo, muitas pessoas não experimentaram o manto da justiça e não compreendem seu potencial. No entanto, esse conceito é absolutamente vital para quem deseja paz e alegria em seu relacionamento com o Senhor. Muito frequentemente há uma motivação para fazer o bem, para que “possamos ser salvos”. Mas a mensagem de Zacarias deve nos mostrar que as coisas não funcionam assim, nem poderiam funcionar. Novamente, sobre o que estava acontecendo nessa visão, Ellen G. White diz:

“Conquanto devamos reconhecer nosso estado pecaminoso, temos de confiar em Cristo como nossa justiça, nossa santificação e redenção. Não podemos contestar as acusações de Satanás contra nós. Cristo, unicamente, pode pleitear eficazmente em nosso favor. Ele é capaz de silenciar o acusador com argumentos baseados, não em nossos méritos, mas nos Seus” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 472).

Esta última frase deveria ser gravada no coração de todo o povo de Deus, uma verdade que devemos conhecer não apenas intelectualmente, mas por experiência, aprendendo a confiar momento a momento, somente nos méritos de Cristo, não em nossas boas obras, não importando quão boas elas tenham sido realmente. Ou, colocando nas palavras de Davi: “Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto” (Sl 32:1).

7. Tendo em mente o que temos visto em Zacarias 3, leia Efésios 2:8-10, João 14:15 e Romanos 6:1-4. Como esses versos se relacionam com a visão de Zacarias sobre os “finos trajes”?


Após Josué ter sido revestido com as vestes da santidade, sua vida deveria refletir essa santidade. Devemos exercer todo o poder concedido por Deus, para que possamos vencer o pecado. Quando há tantas promessas de vitória aos que se entregarem a Cristo, nenhum pecado deve ser tolerado ou desculpado em nossa vida. A vida de Cristo provou que podemos viver em obediência à lei de Deus. Quando pecamos, é porque escolhemos fazer isso. É muito importante que sempre pensemos, longa e detidamente, nas implicações dessa escolha.


Quais são os pecados contra os quais você luta, principalmente? Que promessas de Cristo você pode suplicar, para que possa vencer esses pecados?




Sexta


Estudo adicional


Leia de Ellen G. White, The SDA Bible Commentary, v. 4, p. 1092, 1093; Profetas e Reis, p. 582-592: “Josué e o Anjo”; Parábolas de Jesus, p. 169, 170: “A Fonte do Poder Vencedor”; Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 467-476: “Josué e o Anjo”.

Quando Satanás tenta denegrir os filhos de Deus e arruiná-los, Cristo Se interpõe. Embora tivessem pecado, Cristo tomou sobre Seu próprio ser a culpa de seus pecados. Arrebatou a humanidade como um tição do fogo. Pela natureza humana, Ele está ligado ao homem, enquanto, pela divina, é um com o infinito Deus. É posto auxílio ao alcance das pessoas que estão à beira da morte. O adversário é repreendido... A despeito das faltas do povo de Deus, Cristo não abandona o objeto de Seu cuidado. Tem poder para mudar-lhes as vestes. Remove as vestes imundas, envolve com Seu manto de justiça os crentes e arrependidos, e, junto a seus nomes, escreve nos relatórios do Céu o perdão” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 169, 170).

“Quando o povo de Deus aflige o coração perante Ele, suplicando pureza de coração, é dada a ordem: “Tirai-lhe as vestes sujas”, e são ditas as encorajadoras palavras: “Eis que tenho feito que passe de ti a tua iniquidade, e te vestirei de finos trajes” (Zc 3:4). As vestes imaculadas da justiça de Cristo são postas sobre os tentados, provados e fiéis filhos de Deus. O desprezado remanescente está vestido de vestes gloriosas, para não mais ser aviltado pelas corrupções do mundo” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 591).

Perguntas para reflexão:
1. Pense mais no fato de que foi somente após a troca de roupas que Josué recebeu a ordem de obedecer. Por que é tão importante se lembrar disso? O que isso nos diz sobre a base da nossa salvação? Em contraste com isso, quais são os resultados da salvação? Por que devemos sempre entender a diferença?
2. Pense na boa notícia de que, independentemente de quanto nossas vestes tenham sido sujas, podemos receber roupas totalmente novas. O que isso deveria significar em sua própria vida, em suas atitudes e no seu jeito de ver o mundo?

Respostas sugestivas:
1: Restauração de Jerusalém, reconstrução do templo e prosperidade; arrependimento; Deus restaura.
2: Satanás acusou Josué; ele quer nos afastar da obra de Deus, mas Jesus nos purifica com Seu sangue.
3: Jesus Cristo.
4: Eram roupas impuras; significa que a pessoa estava impura.
5: Josué ficou imundo em seus pecados, Satanás o acusou, o Anjo o perdoou e defendeu, e ele recebeu trajes finos.
6: Deus ordenou que ele fosse obediente, para que pudesse ministrar como sacerdote.
7: Josué foi salvo pela fé na graça, para guardar os mandamentos de Deus, vivendo em novidade de vida.