sexta-feira, 3 de junho de 2011

Comentario Lição 11 – As vestes nupciais

Lição 11 – As vestes nupciais


Zinaldo A. Santos
editor da revista Ministério

Introdução

Numa terça-feira, três dias antes de ser crucificado, Jesus Cristo visitou mais uma vez o templo. Encontrou sacerdotes e anciãos, ainda aborrecidos com acontecimentos recentes, como a entrada triunfal em Jerusalém e a firme ação de purificar o templo, interrompendo o comércio local. Enquanto passeava no pátio, ensinando e conversando com as pessoas, o Mestre foi abordado por esses “principais sacerdotes e anciãos”, que Lhe fizeram a seguinte pergunta: “Com que autoridade fazes estas coisas? E quem Te deu essa autoridade?” (Mt 21:23).

A “resposta” foi dada indiretamente, em forma de outra pergunta: “De onde era o batismo de João, do Céu ou dos homens?” Se respondessem: “dos homens”, estariam se posicionando contrários à crença em João como profeta de Deus. Se respondessem: “do Céu”, obrigatoriamente reconheceriam a autoridade de Jesus como sendo divina. E capitularam, dizendo: “Não sabemos” (Mt 21:24-27).

Estava aberta a possibilidade para que Jesus continuasse ensinando no templo, e Ele a aproveitou, apresentando três parábolas: a dos dois filhos, a dos lavradores maus e a parábola das bodas. Como toda parábola, os detalhes dessas também comparavam simbolicamente situações comuns ao povo.

A parábola dos dois filhos expunha a descrença da liderança judaica no apelo de Deus ao arrependimento, quando João Batista anunciou o aparecimento do Messias. Na parábola dos lavradores maus, eles viram suas mãos levantadas para assassinar o Messias. Finalmente, na parábola das bodas, perceberam sua rejeição da graça salvadora de Deus que se tornou disponível através desse mesmo Messias.

A parábola das bodas
“O Reino dos Céus”, disse Jesus, “é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho” (Mt 22:2). “Festas de bodas eram comuns em Israel, ocasiões de muita alegria e felicidade. As pessoas comuns as desfrutavam por uma semana inteira. Aconteciam normalmente ao finalizar a última colheita de outono ou pouco depois. Mas o programa de vida de um rei não estava vinculado ao calendário agrícola. Seus filhos podiam casar-se em qualquer tempo que o rei determinasse. O rei da parábola preparou um grande banquete para as bodas de seu filho e esperava que todos os participantes sentissem a plena felicidade da ocasião. Mas não seria assim. Alguns sofreriam por causa de seus próprios desejos e de suas decisões próprias” (Mário Veloso, Mateus – Comentário Homilético, p. 277).

Enquanto o preparo da festa está em andamento, mensageiros enviados pelo rei notificam os convidados. Aqui, o rei representa Deus. O filho representa o Messias. As bodas ou o casamento representam a encarnação de Deus em Cristo Jesus. A união das naturezas divina e humana em uma Pessoa, Jesus Cristo, torna possível a festa de casamento. Essa encarnação é a pedra angular do edifício da salvação. Porém, sendo que a encarnação é um mistério além da compreensão humana, a ênfase de Jesus é sobre o banquete ou a festa das bodas – os benefícios do evangelho que ela nos trouxe. O convite é a proclamação do evangelho. As bodas da parábola são as bodas messiânicas e representam o encontro do Messias com Seu povo.

Primeiros convites
João Batista, os doze e os setenta, bem como Jesus, foram os mensageiros que transmitiram o primeiro convite a Israel. Multidões ouviram o convite feito por esses mensageiros, mas, como disse o próprio Jesus, “não quiseram vir” (Mt 22:3).

Mas o Rei, em amorosa insistência, envia um segundo convite; dessa vez, por meio dos doze cheios do Espírito Santo e seus irmãos de fé cristã, depois da ressurreição de Jesus. O anúncio enfatiza que o banquete se acha em fase de preparo: “os Meus bois e cevados já foram abatidos” (Mt 22:4), numa possível referência ao Calvário. A morte de Cristo confirmou todas as promessas do concerto da graça, mudando a simples promessa da salvação em realidade. “Os enviados de Jesus ainda proclamavam o evangelho somente à nação israelita que, segundo as profecias de Daniel, continuaria sendo a nação peculiar de Deus até o fim da semana de anos, que concluiria no ano 34 d.C., na metade da qual, no ano 31 d.C., o Messias seria crucificado e cessaria o valor simbólico dos sacrifícios” (Ibid., p. 278).

“Eles, porém, não se importaram” e muitos judeus rejeitaram a grande oportunidade de salvação, estando preocupados com os cuidados da vida (Mt 22:5). “Enquanto os servos do Rei anunciavam a ressurreição de Jesus e as boas-novas do reino para arrependimento e remissão de pecados (At 2:22-24, 32, 36 e 38), os líderes de Israel implementaram uma grande perseguição (At 8:1), que levou alguns ao cárcere (At 3:1-3), outros à morte (At 7:58) e muitos ao exílio (At 11:19). Embora um grupo numeroso do povo e dos dirigentes aceitasse Jesus, nesse tempo, a maioria O rejeitou de maneira depreciativa e arrogante” (Ibid.).

A rejeição desses convites resultou na destruição da nação. Tal destruição é simbolizada pela ordem do Rei para incendiar a cidade e exterminar os assassinos (Mt 22:6, 7). O judaísmo perdeu sua condição de agência escolhida de Deus. A oportunidade foi ampliada ou transferida para outro grupo: a igreja cristã, o Israel espiritual, composto de judeus individuais e de gentios crentes em Jesus. Assim, os convidados iniciais foram declarados indignos das bodas (Mt 22:8). Primeiramente, porque recusaram o convite. Em segundo lugar, porque, com isso, ofenderam o Rei que os havia convidado, menosprezando Sua autoridade. Também eram egoístas, autossuficientes, gananciosos, obstinados, violentos e assassinos.

O último convite
Sendo que o banquete continua em preparo, o Rei publica nova série de ordens. Seus servos devem sair em busca de pessoas que vivem fora dos limites da cidade, nas “encruzilhadas dos caminhos” e “pelas estradas”, e convidá-las para o banquete (Mt 22:9, 10). Esses convidados são os gentios, que também são súditos do Reino, mas desconhecem o Messias prometido e as provisões do evangelho. “O convite do evangelho que, a princípio, era exclusivamente para os judeus, fez-se geograficamente universal e etnicamente geral” (Ibid., p. 279). Dessa vez, os mensageiros obtêm sucesso, pois muitos convidados aceitam o convite do Rei.

Esse último convite é uma comissão evangélica, que originalmente implica em sair muitas vezes, até que a sala do banquete – a igreja ou a comunidade dos crentes – fique cheia. Até o fechamento da porta da graça, a ordem do Rei aos servos é: “Ide, pregai, fazei discípulos”.

Vestimenta adequada
A resposta dada ao último convite do Rei não proveio de um grupo especial. Na verdade, “maus e bons” o atenderam. Nesse ponto, Jesus realça o fato de que a igreja é composta de indivíduos bons e maus, genuínos e insinceros. E isso demanda um processo de separação. A parábola indica a necessidade de um preparo indispensável para entrar nas bodas, e o rei estabeleceu que isso fosse cumprido imediatamente. Todos os hóspedes se encontravam sentados, esperando que o rei tomasse seu lugar para o início do banquete. Uma porta se abriu e, como um general que avalia suas tropas, ele entrou “para ver [inspecionar, verificar, revistar, investigar] os que estavam à mesa”. Um convidado foi achado indevidamente vestido e, em decorrência disso, foi expulso do banquete (Mt 22:10-13).

Esses termos descrevem o cenário de um juízo celestial pré-advento, por meio do qual é verificado se todos os que aceitaram o convite fizeram a devida preparação para as bodas. “O exame dos convidados pelo rei representa uma cena de julgamento. Os convidados à ceia do evangelho são os que professam servir a Deus, cujos nomes estão escritos no livro da vida. Nem todos, porém, que professam ser cristãos, são discípulos verdadeiros. Antes que seja dada a recompensa final, precisa ser decidido quem está apto para participar da herança dos justos. Essa decisão deve ser feita antes da segunda vinda de Cristo, nas nuvens do céu; porque quando Ele vier, o galardão estará com Ele ‘para dar a cada um segundo a sua obra’. Antes de Sua vinda, o caráter da obra de cada um terá sido determinado, e a cada seguidor de Cristo o galardão será concedido segundo seus atos.

“Enquanto os homens ainda estão sobre a Terra, é que a obra do juízo investigativo se efetua nas cortes celestiais. A vida de todos os Seus professos seguidores é passada em revista perante Deus; todos são examinados de conformidade com os relatórios nos livros do Céu, e o destino de cada um é fixado para sempre de acordo com seus atos” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 310).

E em que consiste essa preparação? Simplesmente em usar as vestes de bodas providas pelo Rei a cada convidado. “Pela veste nupcial da parábola é representado o caráter puro e imaculado, que os verdadeiros seguidores de Cristo possuirão. Foi dado à igreja ‘que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente’, ‘sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante’. O linho fino, diz a Escritura, ‘é a justiça dos santos’ (Ap 19:8). A justiça de Cristo e Seu caráter imaculado é, pela fé, comunicada a todos os que O aceitam como Salvador pessoal.

“A veste branca de inocência foi usada por nossos primeiros pais, quando foram postos por Deus no santo Éden. Eles viviam em perfeita conformidade com a vontade de Deus. Todas as suas afeições eram devotadas ao Pai celestial. Luz bela e suave, luz de Deus, envolvia o santo par. Esse vestido de luz era um símbolo de suas vestes espirituais de celestial inocência. Se permanecessem leais a Deus, continuaria sempre a envolvê-los. Ao entrar o pecado, porém, cortaram sua ligação com Deus, e desapareceu a luz que os cingia. Nus e envergonhados, procuraram suprir os vestidos celestiais, cosendo folhas de figueira para uma cobertura.

“Isto fizeram os transgressores da lei de Deus desde o dia em que Adão e Eva desobedeceram. Coseram folhas de figueira para cobrir a nudez causada pela transgressão. Cobriram-se com vestidos que eles mesmos fizeram; por suas próprias obras procuraram encobrir os pecados e tornar-se aceitáveis a Deus.

“Isto jamais pode ser feito, porém. O homem nada pode idealizar para suprir as perdidas vestes de inocência. Nenhuma vestimenta de folhas de figueira, nenhum traje mundano, pode ser usado por quem se assentar com Cristo e os anjos na ceia das bodas do Cordeiro.

“Somente as vestes que Cristo proveu podem nos habilitar a comparecer diante de Deus. Estas vestes de Sua própria justiça, Cristo dará a todos os que se arrependerem e crerem. ‘Aconselho-te’, diz Ele, ‘que de Mim compres... vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez.’

“Esse vestido tecido nos teares do Céu não tem um fio de origem humana” (Ibid., p. 310, 311).

As bodas do Cordeiro
No fim do tempo, as bodas do Cordeiro serão a vinda do Messias como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Para esse banquete, há também um processo duplo de preparo, requerido de cada convidado: despir-se do “velho homem” e revestir-se do “novo homem”. Essa mudança é possível exclusivamente pela ação da justiça de Cristo, outorgada como um dom, ou comunicada por Sua graça transformadora. Quando o pecador vai a Deus, arrependendo-se e confessando seus pecados, e pela fé aceita Cristo como Salvador e Senhor, ele é perdoado e vestido em Cristo – Sua justiça. Nessa veste, tem continuidade o processo transformador da graça.

Ficarão de fora das bodas do Cordeiro todos os que rejeitarem o convite e os que tentarem participar com suas próprias vestes de justiça própria, suas boas obras, seus pretensos méritos, sua suposta santidade, avaliada por si mesmos. Esses se encontram entre os muitos que são chamados, mas ficam fora do grupo dos poucos escolhidos (Mt 22:14). Não se renderam inteiramente a Cristo. Precisam aprender a viver em total dependência dEle. Precisam Lhe entregar a vida sem reserva de domínio. Ele é quem começa em nós a obra de transformação; sendo o único capaz de completá-la. Nossa melhor vestimenta de justiça própria não passa de trapo imundo (Is 64:6). Mas todos podemos trocá-la pela veste que Jesus providenciou gratuitamente, e ocupar nosso lugar de honra no banquete celestial.



 


Inspiraçao Juvenil de 01 a 30 de Junho

1° de junho quarta


Já Roubou Alguém?


Não roube. Êxodo20:15

Um dia destes, li uma história interessante. Certa vez, uma menina de oito anos estava passeando pelo shopping, próximo da sua casa, com algumas amigas. Ela viu um dinheiro sobre o balcão de uma loja e o pegou. A balconista viu e a chamou de ladra. Segurou-a pelo braço e a levou até seus pais. A menina estava aos prantos, e os pais ficaram desesperados com a situação. Algumas pessoas mais próximas esperavam que os pais batessem e punissem a filha, mas os pais desejavam educá-la para a vida e mostrar-lhe o quanto a amavam. Chegando em casa, os pais fizeram algo inusitado. Deram à garota o dobro do valor que ela havia furtado e lhe disseram que ela era muito mais importante para eles do que todo o dinheiro do mundo. Explicaram que a honestidade e a dignidade não têm preço, pois nem mesmo toda a riqueza do mundo vale mais que essas virtudes.

A sabedoria dos pais transformou uma situação crítica em um momento mágico de educação, de extrema beleza, e a menina jamais esqueceu aquela lição. Os pais valorizaram mais a filha do que seu erro. E isso fez a diferença. Em vez de punição, educação. Em vez de condenação, perdão. Em vez de agressividade, diálogo. Em vez de rigor, amor.

Tenho que confessar que achei essa história linda e digna de ser seguida. Mas preciso confessar também que, se eu fosse o pai dessa menina, ficaria muito tentado a acrescentar um bom castigo. Isso é muito sério. Roubar é algo deplorável que precisa ser condenado. É claro que esse roubo não fez da menina uma ladra, mas todo cuidado é pouco quando falamos de pecado!

Espero que você nunca tenha roubado alguém. Mas, se em algum momento você errou, saiba que você vale muito mais para Deus – muito mais mesmo. Não importa a quantia ou o que, roubar sempre fará você pior do que é. Nunca vi alguém normal viver em paz roubando.

Conheci uma menina que roubava tudo por prazer, mas ela era doente, tinha cleptomania. Espero que esse não seja seu caso e que você tenha como princípio nunca roubar nada de ninguém. Nem dinheiro, nem objetos, nem ideias, nem sentimentos, nem nada. Já roubou alguém? Então, arrependa-se, restitua e seja feliz!



quinta 2 de junho


Seu Carro Tem Air Bag?


Como é precioso o Teu amor! Na sombra das Tuas asas, encontramos proteção. Salmo 36:7

A Renault não foi a primeira montadora de carro do Brasil a disponibilizar o air bag para seus usuários. Bastava pagar um dinheirão a mais e lá saía você com seu carro novo e a proteção do air bag. Mas, quando a Renault se instalou no Brasil, eles colocaram o air bag como item de série e não opcional. Lembro-me de uma grande campanha publicitária deles que dizia assim: “Air bag de série, porque segurança não é opcional!” Eu achei a propaganda fantástica e muito verdadeira. Realmente, segurança não é opcional!

Recentemente, a Autoliv, empresa suíça que fabrica peças para automóveis, desenvolveu o “Inflatable Carpet”, air bag para os pés. Segundo a Autoliv, testes mostraram que o traumatismo na tíbia, maior osso da parte inferior da perna, foi reduzido pela metade. Há alguns anos, a Autoliv também havia desenvolvido um air bag para os joelhos.

Tenho certeza de que você já viu propagandas de segurança de carros com air bags por todos os lados, em frente, dos lados, atrás. Fazem tudo isso para melhorar as chances de sobrevivência e de proteção, em caso de colisão.

E todos nós concordamos que proteção nunca é demais.

Tenho a convicção de que Jesus quer dar proteção total a cada um de nós – proteção contra o mal, contra a tentação e contra os perigos deste mundo. Assim como o cinto de segurança está ali para nos proteger, Deus também está. Mas o cinto não segura ninguém se não estiver preso ao corpo. Da mesma maneira, Jesus só pode ajudar e proteger se quisermos e pedirmos. Deus não forçará você a andar com Ele. Você precisa querer.

Sabe, talvez seu carro não tenha air bag. Nem frontal, nem lateral e muito menos para os joelhos. Aliás, talvez você nem tenha carro. Mas pode ter a proteção e a segurança de Jesus 24 horas por dia, 365 dias por ano. O melhor é que para isso não precisa de dinheiro, nem de status, nem de influência. Qualquer pessoa que pedir poderá receber essa proteção amorosa de nosso Pai celeste. Basta querer e você receberá uma proteção muito maior que uma bolsa de ar!



3 de junho sexta


Você Constrói Muros ou Pontes?


Por isso saí procurando você. Eu queria encontrá-lo, e você está aqui! Provérbios 7:15

Uma das obras da engenharia que mais admiro são as pontes; especialmente aquelas construídas sobre águas profundas. A ponte mais longa do mundo, construída sobre o mar, fica na China e tem 36 km de extensão.

Uma bela história que ilustra bem a função de uma ponte é aquela que conta de dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas separadas por um riacho. Os dois tinham sido muito amigos a vida toda. Cuidavam um do outro, trocavam ferramentas sempre que precisavam. Durante anos, percorriam uma estreita e comprida estrada para, no fim da tarde, se encontrarem para conversar. Um dia, por causa de um mal-entendido, os dois acabaram brigando e se separaram.

Certa manhã, alguém bateu à porta do irmão mais velho. Era um senhor com uma caixa de ferramentas de carpinteiro nas mãos. O visitante disse: “Estou procurando trabalho. Há algum pequeno serviço que eu possa fazer para ajudá-lo?” O fazendeiro mais velho disse: “Tenho um bom trabalho para você fazer. Está vendo aquela fazenda lá depois do riacho? É do meu irmão mais novo. Quero que você pegue as madeiras que estão no celeiro e construa uma cerca bem alta para que eu não precise mais vê-lo.”

Então, o carpinteiro disse: “Acho que posso entender sua situação. Começarei agora mesmo o trabalho.” O irmão mais velho lhe entregou o material e foi para a cidade resolver seus negócios. Ao fim da tarde, quando o fazendeiro chegou da cidade, o que encontrou não foi uma cerca, mas uma bela ponte que ligava a fazenda dos dois irmãos. O fazendeiro ficou enfurecido com o carpinteiro. Porém, ao olhar novamente para a ponte, viu seu irmão mais novo vindo em sua direção de braços abertos, dizendo: “Você foi muito amigo mandando construir essa ponte depois de tudo o que aconteceu!” O irmão mais velho, emocionado, correu ao encontro do outro e se abraçaram longamente, comemorando o recomeço de uma verdadeira amizade. Eles olharam para a porteira da fazenda e viram que, ao longe, o carpinteiro se afastava...

Na vida é assim mesmo, temos que escolher: ou construímos pontes ou muros. Boa escolha para você!



sábado 4 de junho


A que Velocidade Você Anda?


Não julguem os outros, e Deus não julgará vocês. Não condenem os outros, e Deus não condenará vocês. Perdoem os outros, e Deus perdoará vocês. Lucas 6:37

Um dia destes, o Brasil inteiro riu. Praticamente todos os telejornais deram a notícia de que um motorista de Brasília foi multado sob acusação de dirigir a 880 km/h em uma rua de Niterói, no Rio de janeiro. De acordo com o DFTV, o engenheiro de alimentos Rafael de Andrade, dono de um carro motor 1.0, foi pego por um “pardal” e recebeu como punição a multa de R$ 127,69. A velocidade máxima do local era de 60 km/h.

O motorista se recusou a pagar a multa e entrou com recurso no Departamento de Trânsito (Detran) de Niterói (RJ), que não suspendeu a punição. Para se ter uma ideia, a velocidade aferida pelo “pardal” equivaleria a mais de quatro vezes a velocidade média da volta mais rápida já feita no grande prêmio aqui no Brasil, em Interlagos.

Em casos assim, a gente tem que rir mesmo. Como podem querer manter a multa para o rapaz? Um verdadeiro absurdo! Não sei qual foi o fim dessa história, mas espero que o rapaz não tenha precisado pagar nada! É evidente que o problema estava com o radar. Não conheço nenhum carro que alcance essa velocidade, e muito menos nas ruas de Niterói!

Na vida, as pessoas podem errar conosco, da mesma forma que o radar errou. Dizem coisas absurdas sobre nós, falam pelas costas, falam mal, inventam coisas, elogiam falsamente e ainda aumentam tudo. É muito comum as pessoas terem uma ideia distorcida daquilo que somos. Mas, veja lá, se as pessoas erram seus conceitos sobre nós, isso pode acontecer também no sentido inverso!

Tenho certeza de que em algum momento você já achou alguém meio desagradável, até mesmo chato, mas depois percebeu que essa pessoa era muito legal! Por isso, amigo, se seu radar fotografou alguém, calma. Ele pode estar com defeito. Olhe de novo, dê mais uma chance para as pessoas mostrarem o que de fato são.

Só existe um Ser que não Se engana. Apenas Ele pode fazer toda a avaliação corretamente. Por isso, não julgue, não critique, não condene e não multe ninguém! Muitas vezes, as pessoas não estão a 800 km por hora como a gente pensa! Tenha um ótimo dia, sem multas!



5 de junho domingo


Você Já Pensou Hoje?


Portanto, em nome do Senhor eu digo e insisto no seguinte: não vivam mais como os pagãos, pois os pensamentos deles não têm valor. Efésios 4:17

Tem muita gente por aí que acha que pensa, mas o tempo demonstra que esse pensamento é um erro. Vivem sem reflexão, sem análise, se esquecem da intuição e jogam o futuro fora por viver sem pensar. É preciso raciocinar.

Mas, e o que é raciocinar? Segundo os dicionários, raciocinar é fazer uso da razão para conhecer, para julgar a relação das coisas; ponderar; pensar. De maneira geral, estamos raciocinando a maior parte do tempo, pois pensamos, fazemos cálculos, tiramos conclusões. Todavia, quando se trata de tomar decisões em nossas ações diárias, parece que nossa capacidade de raciocinar fica prejudicada ou é abafada pelo egoísmo.

Existe um desenho chamado Pink Dink Doo, e a musiquinha que a personagem canta é assim: “Quando eu tenho um problema e não sei o que fazer, eu penso, penso, penso até eu resolver!” Acho que é mais ou menos assim que temos que agir. Pensar antes de falar, refletir antes de agir, raciocinar antes de qualquer coisa. Aliás, é o raciocínio que nos difere dos animais. Ele também nos caracteriza como semelhantes ao nosso Deus.

Os psicólogos dizem que, quando estamos sob pressão, ou há qualquer tipo de alteração em nosso estado emocional, deveríamos esperar um pouquinho para tomar qualquer decisão. Esperar para poder refletir, pensar.

Imagine que está no trânsito de São Paulo, no horário do rush. Um grande acidente ocorre entre duas carretas, que nem poderiam estar ali. Logo, surgem 180 quilômetros de engarrafamento. Coloque a razão de lado e você perderá, com certeza, o equilíbrio emocional e poderá fazer coisas das quais mais tarde poderá se arrepender.

Também me lembro de um filme chamado Um Dia de Fúria, onde o protagonista resolve agir sem medir as consequências de suas ações. Motivado por forte estresse, o homem sai quebrando tudo, atirando para cima e coisas assim. Infelizmente, não adianta perder o controle. Ao contrário, quanto maior é o controle, maiores são as chances de você conseguir sair-se bem das situações.

Deus nos deu a razão para controlar nossas emoções. Deus é o maior pensador do mundo e sempre nosso exemplo. Então, se você tem um problema e não sabe o que fazer... pense, pense, pense... até você resolver!



segunda 6 de junho


Já Ouviu Falar em Auschwitz?


Eles planejam a maldade, fazem o que é errado e só pensam em enganar os outros. Jó 15:35

Auschwitz foi um dos maiores campos de concentração e extermínio de massa de que o mundo teve notícia. O que aconteceu foi que, durante a Segunda Guerra Mundial, Hitler acreditava que havia recebido um chamado para purificar a Terra exterminando negros e judeus. Por isso, foram feitos campos de concentração para trabalho forçado. Ali, centenas de milhares de pessoas chegavam para trabalhar ou morrer.

Recentemente, alguns arquivos secretos da antiga KGB, polícia secreta russa, foram abertos ao conhecimento público e descobriu-se que o terror era pior do que se imaginava. Esses registros apontam que entre 4 e 6 milhões de pessoas foram exterminadas por oficiais nazistas no campo de concentração de Auschwitz, na Polônia.

Auschwitz recebia em média dez comboios ferroviários com presos dos países ocupados por nazistas. Cada trem tinha entre 40 e 50 vagões e, em cada um deles, entre 50 e 100 pessoas. Dos prisioneiros que chegavam, 70% eram exterminados imediatamente. Os mais fortes tinham a morte adiada para que trabalhassem em fábricas militares ou participassem de experimentos médicos.

Imagine o drama: ou a pessoa morria em uma câmera de gás ou começava a trabalhar para produzir armas e munições para os nazistas matarem seu povo e os aliados que lutavam contra as loucuras de Hitler.

A Bíblia fala que um dia o povo de Deus voltará a ser perseguido. Nessa ocasião, todos precisaremos estar em profunda comunhão com Deus, certos de que nossa redenção estará se aproximando velozmente! Continue lendo a Bíblia, continue perto de Jesus e, em breve, estaremos no Céu.

E, hoje, que tal um minuto de silêncio pelos cerca de 6 milhões de mortos em Auschwitz?




7 de junho terça


Atrasado, Eu?


Tu fizeste a lua para marcar os meses; o sol sabe a hora de se pôr. Salmo 104:19

Se existe uma coisa de que não gosto é me atrasar para um compromisso. Não gosto de imaginar ninguém parado esperando por mim. Por isso, sempre procuro fazer um planejamento de horário. Por exemplo: se tenho que estar na igreja às 9 horas da manhã, então me levanto no mais tardar às 7h. Isso me dá tempo suficiente para realizar minha higiene pessoal, minha devoção e meu desjejum.

Fui pastor em uma igreja que tinha dois cultos no sábado pela manhã. O primeiro deles começava às 8 horas da manhã. Logicamente, eu chegava lá às 7h30 para ajustar as últimas coisas. Mas tenho que confessar uma coisa, depois que me tornei pai nem sempre consegui ser tão preciso assim. Mesmo com todo planejamento, neném é neném. Saindo de casa alguém regurgita. No outro, a fralda vaza e tem que trocar toda a roupa, e coisas assim. Não é fácil. Quem é pai de criança pequena sabe disso.

Mas isto precisa ficar claro: uma coisa é se atrasar por fatores alheios à sua vontade, outra é não se importar com a pontualidade, que, segundo a tradição, é característica dos nobres. Não é prudente, nem lógico atrasar propositadamente. Mas todos devemos perdoar e entender um atraso ocasional.

Alguns têm a impressão de que Jesus está atrasado para cumprir a maior de todas as promessas da Bíblia, a Sua vinda. Tem um verso na Bíblia que diz assim: “Não retarda o Senhor a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pedro 3:9).

Tenha certeza de que Jesus nunca Se atrasou. Há um propósito para a demora. Já imaginou se Jesus tivesse vindo 100 anos atrás? Nenhum de nós existiria e não poderíamos viver eternamente com Deus e com as pessoas que amamos. Atrasos e imprevistos são coisas de humanos e pecadores como nós. Deus está sempre no tempo certo. Se tenho essa certeza, então meu coração está em paz
e descanso em Jesus, na esperança de que Ele certamente virá e não tardará!

Enquanto isso, que tal seguir mais uma vez o exemplo de Jesus? Ser pontual é ser correto também. Claro que podemos falhar, mas nunca por negligência ou vontade própria. Então, não se acostume ao atraso. Boa pontualidade para você!



quarta 8 de junho


Você Está Chateado?


[Deus] é o meu forte refúgio e me protege aonde quer que eu vá. 2 Samuel 22:33

Sabe aqueles dias em que você está chateado mesmo? Às vezes, a gente nem sabe bem o motivo. Mas, não importa, você não está legal e parece que nada pode alterar seu humor. Até que vem uma notícia muito boa, boa mesmo, e você percebe que o motivo pelo qual estava chateado não tem assim tanto valor. Pois é, mas e quando essa notícia não vem? E quando a gente fica meio chateado o dia inteiro? Acho que todo mundo já teve um dia assim.

Tenho aprendido que, em dias assim, a melhor coisa que fazemos é ficar quietos e esperar em Deus. O verso de hoje é muito especial para mim. Ele me acompanha desde os meus 16 anos. Deus “é o meu forte refúgio e me protege aonde quer que eu vá”. Fico imaginando Deus pegando minha vida e desatando nó por nó, passo a passo. Já me senti injustiçado, já me senti cometendo injustiça. Já fui magoado e já magoei. Todas essas coisas geram tristeza, dor na alma. Pode ter certeza de que esse tipo de dor machuca mais que a dor física. Quando alguém se fere gravemente, ou tem uma dor muito intensa, a pessoa pode tomar remédios, até mesmo tomar morfina na veia. Mas, quando a dor é no coração, não tem jeito. Precisamos orar e esperar em Deus. Quando falo em esperar, é exatamente isso que quero dizer. Não fazer nada e esperar.

Foi Deus quem resolveu todos os grandes problemas da minha vida. Todas as vezes em que eu quis tomar as rédeas da minha vida e guiá-la, me dei muito mal. Por isso, se hoje seu dia não é dos melhores, se você sente uma tristeza diferente, algo ruim dentro de você, busque ao Senhor Jesus agora. Busque a única saída real para seus problemas. Na vida, as coisas são passageiras. As coisas boas passam, e isso é triste. Mas as coisas ruins também passam, e isto é muito bom!

Lembre-se de que a Bíblia diz que o choro pode durar uma noite, mas a alegria virá de manhã (Salmo 30:5). Hoje pode ser o dia da virada, o dia em que você receberá uma grande notícia que o fará muito feliz. Mas, se não for hoje, não tem problema. Eu e você sabemos que Jesus está desembaraçando perfeitamente o nosso caminho!



9 de junho quinta


Sabia que o Sabiá Sabe Assobiar?


Nas margens dos rios, os pássaros fazem os seus ninhos e cantam entre os galhos das árvores. Salmo 104:12

Quando eu era pequeno, achava essa frase fantástica. Claro que eu era bem pequeno e, na verdade, não faço ideia do motivo pelo qual isso me encantava tanto. Talvez por ser uma brincadeira que geralmente adultos fazem com crianças. Também sei que existem outras tantas iguais a elas, mas, por alguma particularidade, essa sempre foi especial para mim.

Ainda hoje, quando me lembro, faço essa brincadeira com crianças. Na hora do almoço, vi minha esposa fazer essa brincadeira com meu filho mais velho, de três anos. Automaticamente, vi um brilho especial em seus olhinhos. Não sei quem é o autor dessa frase que tem passado por gerações e gerações. Mas sei que muitas crianças gostam de ouvir e falar essa frase meio sem sentido.

Na vida da gente algumas coisas são assim. Aquilo que para os outros não tem muito sentido, para nós é carregado de sentimento. Lembro-me de ter ganhado um baú da minha avó paterna, quando eu era criança. Era um baú pequeno, mas muito bonito. Ali eu guardava algumas coisas preciosas: minhas medalhas da escola, algumas frases de que gostava, algumas moedas antigas e algumas figurinhas raras. Nunca ninguém ligou para aquele bauzinho, mas, para mim, ele era um esconderijo de sentimentos, um lugar só meu, onde eu podia reviver momentos, chorar sozinho e me alegrar em cinco minutos.

Existem coisas assim em sua vida? Quero que hoje você reflita sobre as pequenas coisas que são importantes para você e para quase ninguém mais. Talvez seja a letra de uma música, um canto no quintal da sua casa, um pedaço de papel rabiscado, uma foto, ou um desenho seu da pré-escola. Não importa o que seja, o importante é você perceber que, na vida, a gente pode ser e estar feliz com coisas pequenas e aparentemente insignificantes.

Você sabia que o sabiá sabia assobiar? Espero que hoje você se sinta mais feliz do que nos outros dias que já viveu. Afinal, Jesus disse que devemos olhar as flores do campo, que não trabalham nem fazem roupas para si mesmas. Mas nem Salomão, sendo tão rico, usava roupas tão bonitas como as flores (Mateus 6:28, 29)! São pequenas coisas que podem fazer grande diferença em nossa vida. Afinal, o sabiá continua sabendo assobiar!



sexta 10 de junho


Trouxe Doce?


O Senhor é bondoso com todos e cuida com carinho de todas as Suas criaturas. Salmo 145:9

Quando eu tinha mais ou menos oito anos, nos mudamos para a Rua Comendador Fontana, 114, no Centro Cívico de Curitiba. Ali, havia um mercado perto. E, se você fosse pela Rua da Glória, teria um trajeto calmo para quem vai a pé.

No meio da quadra, havia uma casa muito humilde, onde moravam pessoas muito pobres. Eram catadores de papel, que tinham uns quatro filhos. As crianças ficavam na mureta da casa. E, sempre que passávamos por ali, o menorzinho perguntava, com a chupeta na boca: “Tôxe dôxe?” (Trouxe doce?) Minha mãe sempre se sensibilizou com cenas assim e, quando íamos ao mercado, comprávamos coisas de comer para eles. Naquela época, não tínhamos muito para repartir, mas sempre havia um jeito.

O rosto daquele menino nunca me saiu da memória. Eu era um pouco mais velho que ele na época; por isso, acho que me sentia um pouco responsável. Onde anda esse menino 25 anos depois? Está vivo? Venceu na vida? Conheceu Jesus ou está em alguma penitenciária pagando por algum erro? Vítima ou senhor de seus atos? Não sei, mas sei que era um garotinho feliz, sempre sorrindo e sempre perguntando: “Tôxe dôxe?”

Será que esse menino ficou sabendo que Jesus é o melhor doce que podemos experimentar? Será que ele, um dia, provou o mel da Palavra de Deus? Espero que sim. Porém, uma coisa é certa: se você está lendo este devocional é porque esse doce chegou até você! De alguma forma, você está tendo oportunidade de conhecer Jesus, de conhecer Sua vontade.

Há uma frase de que gosto muito. Diz assim: “Ninguém pode voltar e ter um novo começo, mas todos podem começar agora e ter um novo fim!” Acho que é mais ou menos assim. Todos podemos provar desse doce que não acaba, não dá dor de barriga, nem cárie nos dentes. Doce perfeito que não enjoa, não estraga, mas que nutre e traz alegria!

E, se alguém um dia lhe perguntar se você tem doce, responda: “Claro que tenho! O melhor do mundo inteiro, Jesus!”



11 de junho sábado


Você Faz Parte da Geração Instantânea?


Tu me mostras o caminho que leva à vida. A Tua presença me enche de alegria e me traz felicidade para sempre. Salmo 16:11

Eu sou do tempo em que, para se comer pipoca, existia todo um ritual. Minha mãe me mandava no mercado comprar milho de pipoca (bem amarelinho). Havia uma panela própria para se preparar a iguaria apreciada por todas as crianças. Naquela época, colocava-se o óleo. Nem muito nem pouco; cobria de milho a base da panela e colocava a tampa. Pouco tempo depois, já era possível ouvir o estourar das pipocas. Não podia tirar antes do tempo, porque perdia muito milho, nem deixar demais, porque poderia queimar a pipoca. Era ou não era um ritual?

Hoje, você vai ao mercado comprar pipoca para microondas e em três minutos a pipoca está pronta para comer e nem precisa salgar. E, melhor, já vem com sabores para você escolher. Em minha época, os achocolatados não eram instantâneos, nem o leite em pó. Agora, o macarrão é instantâneo, o suco é instantâneo, as transações financeiras são instantâneas. Tudo rápido, em tempo real.

O que aconteceu com a palavra “processo”? Minha geração foi criada ouvindo que as coisas estavam em processo de acabamento, em processo de produção, em processo... Parece que tudo era mais lento e realmente era. Toda essa mudança é boa? Não sei. Mas uma de uma coisa eu sei: por mais que as coisas mudem, que a tecnologia encurte distâncias, existem coisas que precisam de tempo para ser perfeitas.

Não dá para adiantar os meses da gestação. O melhor sempre será os nove meses. Não dá para adiantar o tempo. Cada segundo é um segundo e não há como mudar isso. Consagração, santificação, sempre serão um processo. Não existem crentes instantâneos feitos em dez minutos.

Talvez você faça parte dessa geração e seja muito influenciado pela enorme correria por todas as coisas. Mas, por favor, lembre-se de que a vida tem um ritmo próprio e, se o desrespeitarmos, sofreremos as consequências, como estresse, depressão e outras doenças ruins. Por isso, diminua o ritmo e viva um dia de cada vez. Tenha hoje um dia tranquilo!



domingo 12 de junho


Você Já Tem Idade Para Namorar?


Nenhuma quantidade de água pode apagar o amor, e nenhum rio pode afogá-lo. Se alguém quisesse comprar o amor e por ele oferecesse as suas riquezas, receberia somente o desprezo. Cantares 8:7

Lá em casa está tudo certo. Já confirmei com a mãe, com as avós, com os tios. Minha filha Sofia, de dois anos, só poderá começar a namorar depois dos 30 anos! Isso mesmo! Depois de formada, com o diploma de mestrado debaixo do braço. E olha lá ainda. Isso se o rapaz for de boa família e muito cristão! Brincadeiras à parte, voltemos às boas lembranças do passado.

Quando namorava minha esposa, lembro-me de um Dia dos Namorados especial. Juntei um bom dinheiro nos primeiros meses do ano para fazer uma linda surpresa e comprei duas bicicletas para passearmos e nos exercitarmos! Mandei entregar numa hora em que ela não estivesse em casa e pedi que sua mãe (minha sogra) colocasse as bicicletas dentro do quarto dela. Quando minha namorada entrou no quarto, eu estava lá, com os presentes. Foi uma festa só! Eu tinha acertado na mosca. Ela adorou! Junto com as duas bicicletas, estava um cartão e flores para dar uma romantizada no presente.

Aquele dia foi lindo. Saímos para dar uma volta, com olhares apaixonados, pelas ruas do bairro Santa Quitéria, em Curitiba. Sabe quantas vezes andamos depois daquele dia? Nenhuma! Uma das bicicletas tinha um banco que machucava o traseiro. E ninguém queria andar naquela. Fiquei de consertar, de trocar o selim, mas nunca fiz. Por fim, as bicicletas ficaram paradas e acabamos doando-as para uma amiga que iria usar.

Percebeu como o fim das bicicletas não foi nada romântico? Mas tudo bem. Valeu o investimento, pois consegui o que eu queria: impressionar meu amor! Neste Dia dos Namorados, a primeira pergunta que precisa ser feita é: Tenho idade para namorar? Segunda: Tenho dinheiro para manter o namoro, ou vou ter que ficar pedindo dinheiro para meus pais? Terceira, e não menos importante: Meus pais e os pais dele(a) permitem o namoro? Quarta pergunta e mais importante: Deus ficará feliz com este meu namoro?

Se você respondeu “sim” a todas as perguntas, pode ir à loja mais próxima e comprar duas bicicletas! Tenho certeza de que você irá acertar na mosca. Bom passeio apaixonado para vocês!



13 de junho segunda


Você Já Conversou com um Papel?


Sejam como criancinhas recém-nascidas, desejando sempre o puro leite espiritual, para que, bebendo dele, vocês possam crescer e ser salvos. 1 Pedro 2:2

Aqui em casa, meu filho tem todo um ritual para dormir. Quando o sol vai indo embora e a noite vem chegando, ele sabe que é hora de tomar banho, depois comer, escovar os dentes, orar, ouvir a mesma música duas vezes, e então beber um copo de água que eu ou a mãe dele vai buscar na cozinha. Ele dá um ou dois goles, fazemos mútuas declarações de amor, e assim ele fica ali na caminha dele até pegar no sono.

Hoje foi diferente. Minha esposa é pedagoga e, talvez por isso, também sempre esteja inventando coisas para ele aprender. Quando cheguei em casa, havia um planeta Terra, feito a mão, grudado na parede da sala. Mas minha real surpresa foi a inclusão de um novo elemento no ritual da noite. Agora, o Gabriel tem uma caixinha, onde ele escreveu, com a ajuda de sua mãe, o nome de todos os seus amiguinhos. Cada noite, ele deve tirar um nome e orar por ele. Até aí tudo bem. O problema foi quando ele pediu que deixássemos a luz acesa um pouco mais e então começou a falar com o papel. Deu conselhos para a Lala (a amiguinha com o nome escrito no papel), explicou o que estava acontecendo no processo da caixinha... E eu? Eu fiquei bem quietinho, esperando que ele acabasse aquele lindo momento infantil! Oramos, e eu vim correndo escrever este devocional.

Talvez isso seja somente uma história da imaginação de uma criança. Falar com um papel não está na lista das coisas que pessoas sérias e normais fazem. Mas faço uma pergunta? Orar por pessoas que não existem é meio estranho? Pode até ser, mas foi o que Jesus fez em João 17. Ele orou por pessoas que nem existiam ainda. Orou por você e por mim quando o Brasil sequer havia sido descoberto. Então, pensei: “Pode falar com o papel sim, filho. Sua simplicidade permite que você seja mais semelhante a Jesus!”

E você? Já conversou com seu papel hoje? Já orou pelos filhos que ainda não tem? Pelo cônjuge que ainda não conhece? Se tiver vontade, pode ficar tranquilo – as coisas de Deus, às vezes, são meio estranhas mesmo. Mas pode ter certeza de que nosso Pai entende seus momentos únicos e inesquecíveis!



terça 14 de junho


Por que Destruir? Estava tão Bonito!


Ele salvará Jerusalém e construirá de novo as cidades de Judá. O Seu povo viverá ali e possuirá a terra prometida. Salmo 69:35

Quando eu era apenas um menino brincando de muitas coisas na areia da praia, gostava muito de cavar buracos. De vez em quando, alguém tinha a ideia de cavarmos o maior buraco da praia toda. E, se a turminha era grande, maior era a possibilidade de sermos bem-sucedidos. Escolhíamos um lugar bom. Nem perto do mar, para as ondas não invadirem, nem longe demais, onde a areia era muito seca e difícil de cavar. Como pás, tínhamos apenas nossas “poderosas” mãos!

O problema é que ninguém ali tinha noção de como funcionam as marés e, quando menos percebíamos, lá estava o mar avançando sobre nosso imenso buraco. Ninguém da turma gostava de ver nosso projeto arquitetônico sendo levado pelas ondas do mar.
Os buracos eram legais. Mas, muito mais legal, era poder pisotear um castelo feito na areia. Quanto maior e mais elaborado era o castelo, mais alegria tínhamos. Era comum, depois do vandalismo infantil, ouvir um adulto dizer:

“Por que destruir? Estava tão bonito!” Era verdade. Estava tão bonito, tão bem trabalhado, mas a alegria de acabar com tudo estava impregnada em nosso coração. Lembrei-me desse fato quando estava com meu filho no parque e, depois de ficar uns 15 minutos ajuntando areia em um monte, o qual demos o nome de “castelo”, uma menina aproveitou um segundo de distração e pisoteou tudo. Olhei a cara do meu filho e as lágrimas explodiram num grito agudo de dor.

Engraçado como são as coisas, ou melhor, como somos. Por que temos prazer em destruir? Às vezes até mais do que de criar, de construir? Por que a demolição de um prédio causa mais impacto do que a construção dele?

Assim como a vida adulta trouxe maturidade para mim, e hoje eu não destruo mais castelos na praia, à medida que vamos amadurecendo na vida espiritual, não mais destruímos corações, esperanças, procuramos não magoar mais ninguém, nos importamos com os sentimentos dos outros e coisas assim. Triste é imaginar que existem imaturos morais, sociais e espirituais. Infelizmente, ainda temos que perguntar para muito adulto: “Por que destruir? Estava tão bonito!” Boas construções para você hoje!



15 de junho quarta


Hoje é seu Aniversário?


Hoje mesmo, na cidade de Davi, nasceu o Salvador de vocês – o Messias, o Senhor! Lucas 2:11

Hoje é seu aniversário? Se for, parabéns! Se não, tenho certeza de que em algum dia deste ano foi ou será! Fazer aniversário é comemorar, e comemorar é conhecer! Já fui a muitas festas de aniversário. Mas duas para mim são lindas demais. A primeira é quando os pais comemoram o primeiro aninho de vida de um filho. É impressionante como gastam dinheiro e pensam em cada detalhe. Tenho percebido que não importa a condição social, os pais sempre gastam um pouquinho a mais do que podiam ou que planejaram. Tudo isso tem uma razão: amor. O aniversário é o amor comemorado, celebrado. Reunimos amigos, parentes, vizinhos e queremos que todos se alegrem com a nossa alegria.

A segunda festa que me encanto é com a de 15 anos das meninas. Nessas festas, uma elaboração grandiosa é feita. Celebra-se a passagem da infância para uma vida de mais maturidade e maiores responsabilidades. É lindo de ver! Amigos, amigas, todos bem-vestidos, participando de maneira coordenada de evoluções, entradas e saídas programadas. Lindo! Em algumas festas como essa, um vídeo é feito lembrando ano a ano o desenvolvimento da princesa em questão. É gostoso demais!

Fazer aniversário é colocar aquela pessoa pelo menos uma vez ao ano como centro das nossas atenções e pensamentos. Mas, infelizmente, nem sempre é assim. Já esqueceu do aniversário de alguém que você ama muito? Eu já. Não vou dizer quem, porque seria “quens” e não quem. Mas confesso que a sensação é sempre muito ruim, principalmente quando essas pessoas nunca se esquecem do seu.

Agora, quero lhe fazer uma pergunta: você não acha estranho que a humanidade tenha se esquecido do aniversário mais importante da história? Todos sabemos que, embora comemoremos o nascimento de Jesus dia 25 de dezembro, Ele não nasceu nesse dia. Que vergonha! O mais significativo dos dias para a humanidade foi perdido na história, e dele não temos memória. Que pena! Não sabermos a data de aniversário do nosso Irmão mais velho. Hoje, comemoramos apenas o evento e não a data. Quando chegar no Céu, esta é uma das perguntas que quero fazer a Jesus: “Quando mesmo o Senhor nasceu?”

Hoje é seu aniversário? Espero que ninguém se esqueça, mas se esquecerem, não fique tão chateado. Parabéns! Viu? Eu lembrei... Feliz aniversário!



quinta 16 de junho


Você Acredita que o Céu Existe?


Por meio da Sua palavra, o Senhor fez os céus; pela Sua ordem, Ele criou o sol, a lua e as estrelas. Salmo 33:6

Você acredita que o Céu existe? Talvez a resposta mais óbvia para essa pergunta seja: “Claro, basta olhar para cima!” Mas vou reformular a pergunta: você acredita no Céu como um lugar em que Deus mora e aonde vamos quando Jesus voltar? Eu creio. Aliás, creio tanto quanto você existe e está lendo ou escutando esta meditação.

Eu não preciso ter visto com meus próprios olhos para poder afirmar que algo existe. Eu não consigo ver as ondas do micro-ondas. Mas, por seus efeitos, eu sei que elas existem. Não preciso ver Deus para acreditar que Ele existe; é só me ater às evidências. Não preciso ver o Céu para saber que esse lugar existe. Jesus disse que existe e, para mim, isso é mais do que suficiente!

Hoje, apresentei uma mensagem bíblica na Igreja Central de Jacareí. Eles estão construindo uma nova igreja. Mas, por enquanto, se reúnem em uma igrejinha bem no centro da cidade onde 80% dos membros são idosos. Precisa ver a alegria dos velhinhos por receberem a visita de um pastor “novo”! No fim da reunião, aconteceu mais uma vez: um semibêbado querendo falar comigo. Digo semibêbado porque ele estava naquele estado, mas não estava “torto”.

Conversei mais de meia hora com ele. Ele não me pediu dinheiro, só queria conversar e desabafar. O problema é que ele mora na frente da casa da sogra. Sua sogra está, segundo ele, esclerosada. Não mais toma banho, não corta mais as unhas, não cozinha mais, não limpa a casa e coisas assim. O problema é que sobrou para o Daniel (semibêbado) cuidar da velhinha. Ele dizia, aos prantos, que não tinha o dever de cuidar dela, porque ela não era sua mãe e ela tem sete filhos.

O que me chamou a atenção na conversa foi que ele me perguntou, chorando, quando essas coisas iriam acabar. “Como pode”, ele me disse, “filhos desprezarem a mãe dessa forma? Não vão vê-la, não ligam para ela, não se preocupam.”

Acho que essas coisas só vão acabar no Céu. Se você não crê no Céu, essas coisas não terão fim. Até então, haverá desprezo, ingratidão, loucura, maus-tratos, e toda sorte de maldade – inclusive bebida alcoólica. E então, você acredita que o Céu existe? Eu acredito e espero que nos encontremos lá. Até mais!



17 de junho sexta


Procurou e Não Encontrou?


Procure essas coisas, como se procurasse prata ou um tesouro escondido. Provérbios 2:4

Em um lindo dia de verão, alguns adolescentes combinaram juntar-se para escalar e passar o fim de semana em uma montanha, a alguns quilômetros de suas casas. Já haviam feito esse passeio outras vezes. Então, animados, pegaram seus cantis, cordas, botas e barracas, e lá foram felizes. No caminho, beberam água da bica, descansaram sob a sombra das árvores e continuaram a escalada. Ao chegarem no topo da montanha, descansaram, apreciando o pôr do sol e as estrelas que começavam a brilhar. Fizeram uma bela fogueira com o material apropriado, armaram suas barracas e foram dormir. No dia seguinte, combinaram voltar pelo outro lado da montanha. De repente, um vento forte começou a soprar e apareceram nuvens escuras. Uma chuva forte os apanhou de surpresa e os apetrechos começaram a ficar muito pesados. Alguém teve a ideia de colocá-los em um buraco que havia na beira do caminho, cobri-los com terra e folhas, marcar os galhos das árvores, para buscarem depois. Assim fizeram. Dias depois, voltaram para buscar os equipamentos. Procuraram muito, mas não conseguiram encontrar.

Anos mais tarde, alguns daqueles jovens escalaram a mesma montanha. Passando em determinado local, um deles viu uma fita azul que estava amarrada no galho de uma árvore. Curiosamente, parou e pegou a fita quase esfarelada. Naquele instante, lembrou-se do ocorrido havia muito tempo. Chamou os colegas e disse: “Acho que, enfim, encontramos nossos apetrechos.” Todos, ansiosamente, começaram a tirar a terra daquele local e, surpresos, encontraram canecas e cantis furados pela ferrugem. Tudo estava imprestável.

A mesma coisa acontece conosco. Muitas vezes na vida não procuramos as coisas da maneira certa ou na intensidade certa e depois, quando por acaso as encontramos, nem sempre elas nos servem mais. Vou exemplificar: muita gente diz que procura Deus, mas não procura no lugar certo, nem da maneira certa. Por isso, se frustram. Depois, quando se deparam com Deus, Ele não lhes serve. São pessoas que procuram criar um deus de acordo com suas necessidades e visão de mundo. Aparentam sinceridade e espiritualidade, mas não aceitam a verdade da Palavra de Deus. Nunca encontrarão os verdadeiros tesouros.

Busque hoje, busque certo, no lugar certo. Deus Se faz achar. Pode ter certeza!



sábado 18 de junho


Sua Tristeza é Minha Alegria?


Alimenta-nos de manhã com o Teu amor, até ficarmos satisfeitos, para que cantemos e nos alegremos a vida inteira. Salmo 90:14

Hoje fui a uma festa de aniversário. Quando fui convidado, fiquei todo empolgado. Festas de aniversário significam docinhos, bolo, sucos e muita alegria. Claro que preciso dizer que o convite para a festa era mais para meus filhos do que para mim. O aniversário era da Dhanna. Ela estava fazendo dois aninhos e foi muito legal poder me alegrar com a família por mais essa bênção de Deus.

Como tenho dois filhos, eu e minha esposa dividimos as tarefas. Cada um cuida de um filho e, claro, com revezamento entre eles. Quando cuidava do mais velho, o vi brincando com outras crianças no parquinho. O parquinho tinha um escorregador. Embaixo dele, uma balança e, um pouco mais afastado, um roda-roda. Tudo corria às mil maravilhas, até que percebi que em alguns momentos uma criança se estranhava com a outra. Embora os casos e as crianças se alterassem, havia um padrão nos problemas. A alegria de um dependia da tristeza do outro. Estranho, mas esse era o padrão. Quando um queria subir no escorregador e via que tinha fila, tentava furar. Quando conseguia por força ou por agilidade, alguém chorava. Um queria o roda-roda rápido e o outro, devagar. Um ficava feliz e o outro, não. O balanço era um caso à parte. A cada momento um problema diferente.

Será que a vida é um parquinho de diversões, onde, como crianças, buscamos nossa alegria sem nos importarmos com a tristeza dos outros? Talvez o vestibular possa lançar luz sobre essa questão. Com certeza, você já viu reportagens na televisão em que dezenas de “calouros” participam do famoso trote. Hoje, em alguns estados, ele é proibido por lei por causa dos excessos feitos no decorrer dos anos. Mas a comemoração é símbolo de alegria, festa, vitória. O que talvez fique fora dos nossos olhos são os milhares de vestibulandos que estão tristes porque não passaram. Felicidade de uns, tristeza de muitos.

Por isso, torno a perguntar: esse é o padrão humano de busca de felicidade? Quando alguém vence, todos os outros precisam perder. Esse é o padrão humano? Acho que sim, desde que o pecado entrou no mundo. Esse padrão é contrário ao do Céu. No Céu, há lugar para todos. Ali todos chegam em primeiro lugar, porque todos têm os mesmos méritos, os de Cristo!



19 de junho domingo


Já Perdeu sua Carteira?


Jesus respondeu: – Eu fui mandado somente para as ovelhas perdidas do povo de Israel. Mateus 15:24

Hoje estou angustiado! Perdi minha carteira. E você sabe que, quando algo assim acontece, a gente só tem paz depois que acha. Tive que ir trabalhar sem minha carteira, sem dinheiro, sem cartões... Já fiz a reconstituição mental que casos assim exigem, mas não sei onde está. Começo a pensar se fui ou não roubado. Essa possibilidade existe, embora seja remota. Verifiquei o saldo da minha conta corrente pela internet e não encontrei nada diferente.

Tenho que confessar que não é a primeira vez que perco minha carteira. E já perdi outras coisas: chaves, pen drives, bonés, guarda-chuvas, pés de meia e mais um milhão de outras coisas.

Parece que não somos nem sombra daquilo que um dia fomos quando saímos das mãos do Criador. Acredito que nossa raça perdeu sua carteira de identidade quando pecou. Perdemos a imagem e semelhança que existia junto ao Pai. Perdemos nosso caráter, perdemos a imortalidade condicional que tínhamos, perdemos o Éden, perdemos quase tudo. Hoje só temos o que chamamos de “esperança”.

Esperança é a melhor e a única coisa à qual devemos nos entregar aqui na Terra, mas não é nada comparada com o Céu. Ninguém gosta de perder algo bom e importante. Então, não perca o Céu, não perca a esperança, não perca sua fé nem sua crença. Perca outras coisas... Perca a sua carteira cheia de cartões e dinheiro, perca o prazo para inscrições, mas não perca o que é essencial para sua vida eterna.

Seria bom se nunca perdêssemos nada. Mas, como isso é impossível para nós pecadores, Deus nos mostra como achar. Perdemos a Sua semelhança, mas Ele nos devolveu. Perdemos o Éden, mas Ele o guardou para nós. Perdemos nossa vida, mas Ele a devolveu. Eu perdi minha carteira. Mas sei que, como tudo, Ele resolverá mais esse problema. Afinal, Ele tem o maior “achados e perdidos” do Universo. Tudo que perdemos já está achado no coração do Pai. Ah! Achei minha carteira!



segunda 20 de junho


Já Sentou a Lenha em Alguém Hoje?


Então procurem não dizer coisas más e não contem mentiras. Salmo 34:13

Quando eu era pequeno, ouvia mais essa expressão do que hoje em dia. Ela se refere a alguém que critica de maneira ferina e desrespeitosa. Infelizmente, existe muita gente que gosta de falar dos outros e contra os outros. É impressionante como o ser humano gosta de fofoca, maledicência e crítica.

A crítica tem um fator mais degradante ainda, porque ela é socialmente aceita. Existem os críticos de cinema, críticos literários, e assim por diante. Por isso, talvez as pessoas se achem no direito de criticar umas às outras.

Como você sabe, trabalho em televisão, a Novo Tempo, e é comum recebermos e-mails com críticas duras e pesadas. Pelo teor dessas cartas, é fácil perceber que por trás dos “conselhos” existem interesses pessoais. Algumas pessoas, por alguma razão, acham que a televisão deve ser do jeito que elas pensam que deve ser. Mas as coisas não são bem assim. Existem muitos fatores envolvidos em cada uma das decisões tomadas aqui ou em qualquer outro lugar.

Hoje você é só um adolescente, sujeito a ser um cara legal ou mais um grande crítico. Já percebeu como Jesus não criticava as pessoas, mesmo quando elas estavam erradas? Cristo sempre condenou o erro, mas sempre amou quem errou. Como Jesus consegue odiar o pecado e, ao mesmo tempo, amar o pecador? Acho que é porque Ele quer o melhor para cada um dos Seus filhos. E quando a gente sabe que a pessoa que está condenando nossos atos daria a vida por nós, caso fosse necessário, então recebemos suas palavras como escudo e não como flechas.

Hoje, você tem mais um dia pela frente. Nele, você irá escolher se seguirá o exemplo de Jesus ou da maioria das pessoas. Acho que uma boa maneira de saber se suas palavras são escudo ou flecha é perguntar: “Eu daria minha vida por essa pessoa? Estou tão preocupado com a salvação dela que preciso adverti-la do erro em que está?” Essa é a verdadeira intenção do seu coração? Se sim, então vá em frente e busque o melhor para essa pessoa. Caso contrário, não critique, apenas elogie, apoie, seja uma bênção e não “sente a lenha” em ninguém hoje nem nunca mais!



21 de junho terça


O que Realmente é Importante?


Jesus respondeu: – Ele é cego, sim, mas não por causa dos pecados dele nem por causa dos pecados dos pais dele. É cego para que o poder de Deus Se mostre nele. João 9:3

Você já teve oportunidade de ver e-mails que enviam imagens de pessoas que sofrem em muitos lugares do mundo? Crianças que morrem de fome e doenças todos os dias? Realmente é muito triste! Acho que todos nós ficamos um pouco “pra baixo” quando recebemos mensagens assim. Crianças desaparecidas, catástrofes e seus efeitos, miséria e pobreza...

Isso me faz lembrar de que muitas vezes sofremos pelas coisas que realmente não têm nenhuma importância, como andar na moda, vestir roupa de marca ou viajar para este ou aquele lugar.

Lembro-me da história maravilhosa de Nick Vujicic, o jovem que nunca jogou futebol, nunca machucou o pé, nunca prendeu o dedo em uma porta. Nick é um cristão que testemunha de Jesus para o mundo. Ele nasceu sem os dedos dos pés, sem braços e pernas. Nick vive uma vida de louvor. São suas estas palavras: “Deus não deixa que nada aconteça a nós, em nossa vida, a não ser que Ele tenha um bom propósito para tudo. Eu entreguei completamente minha vida a Cristo com a idade de 15 anos, depois de ler João 9. Jesus disse que a razão pela qual o homem nasceu cego foi ‘para que o poder de Deus se mostrasse nEle’. Eu agora vejo essa glória, porque, assim mesmo, como eu sou, Ele está me usando de maneira pela qual outras pessoas não podem ser usadas.” Nick viaja pelo mundo pregando o evangelho, dando seu testemunho e pregando sobre o amor de Jesus.

Você pode dizer o mesmo que Nick? Você confia em Jesus como o missionário Nick Vujicic? Ele é um pregador do evangelho de Jesus. Vive o que o apóstolo Paulo registrou: “Nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8:39). Não deixe que nada o separe de Jesus. Faça como Nick, deixe a glória de Deus brilhar em você!

Não há nada de errado em querer se vestir bem ou viajar. Mas, se em algum momento da sua vida, não puder fazer essas e outras coisas do jeito que você imagina, não fique triste, lembre-se: há muitas coisas mais importantes pelas quais vale a pena a gente sofrer. Existem muitas pessoas com muito menos do que nós que vivem bem. Sabe por quê? Porque aprenderam a louvar a Deus. Faça isso e viva feliz!



quarta 22 de junho


Você Dormiu o Suficiente?


Quando se deitar, não terá medo, e o seu sono será tranquilo a noite inteira. Provérbios 3:24

Durante muitos anos, ouvi dizer que deveríamos dormir oito horas por noite, e que dormir antes da meia-noite é fundamental para a saúde. Mas acho que as coisas não são bem assim. Concordo em dormir até bem mais cedo que a meia-noite, mas essa história de dormir oito horas sempre foi estranha para mim. Como é possível unificar toda a raça humana em um único número de horas para dormir?

Um dia destes, li um artigo que julguei mais equilibrado. O articulista, um especialista em distúrbios do sono, disse o óbvio: que cada um é cada um. Oito horas para uns é pouco, para outros é demais e para outros é essencial. Óbvio. Simples.

Resolvi escrever sobre o sono porque sempre gostei de dormir e sempre fui muito bom nisso. Sempre consegui dormir a qualquer hora do dia ou da noite. Nunca foi problema para mim. Quando eu era adolescente, ouvia pessoas comentarem que precisavam de remédios para dormir e isso sempre me deixou chocado. “Que tristeza”, pensava eu, “querer e não conseguir dormir.”

Depois de muito tempo, cresci, casei e tenho dois filhos. Hoje eu entendo o que é alguém querer dormir, precisar dormir, mas não poder. É horrível, o dia fica péssimo, sua capacidade de concentração se torna muito reduzida, sua imunidade cai, seu bom humor teima em desaparecer, você fica com olheiras, e com cara de triste.

Há três dias que eu e minha esposa não dormimos direito. Um dia é a menina com febre. No outro, é o menino que está com a garganta inflamada. No outro dia ainda, os dois estão sem sono ou com fome às 3h30 da madrugada. Como gostaria de ter umas 14 horas de sono em um lugar escuro e silencioso... Minha esposa me pediu um presente especial. Pediu uma noite inteira de sono. Há tempos ela vem me pedindo isso. É claro que vou ver o que posso fazer; afinal, eu a entendo perfeitamente!

E você? Tenho certeza de que ainda não tem filhos. Mas, desde já, aproveite cada momento de bom sono que você tem. Isso também é uma dádiva de Deus. Claro que equilíbrio é fundamental. Você não deve dormir nem demais, nem de menos; mas sempre cedo. Dessa maneira, também louvamos o nome de Deus. Afinal, Ele fez a noite para isso mesmo.



23 de junho quinta


Você Vive Bem?


Mas entre vocês não pode ser assim. Pelo contrário, quem quiser ser importante, que sirva os outros. Mateus 20:26

Todos nós queremos viver, e viver bem. Uma vida triste, complicada e solitária não faz parte de nossos sonhos. Mas, embora saibamos bem como queremos viver e como não queremos, por que nos parece tão difícil levar a vida leve e viver bem? Talvez porque nem sempre “querer é poder”. Para se viver bem, quase sempre é necessário mudança de atitude; mudança na forma de ver o mundo e na forma de tolerarmos o outro e suas diferenças. Abaixo, está uma lista com dicas legais que o ajudarão a viver melhor:

• Dê mais às pessoas do que elas esperam e faça isso com alegria.
• Não acredite em tudo o que você ouve. Não gaste tudo o que você tem. Nem durma tanto quanto você gostaria.
• Em um desentendimento, discuta de forma justa. Não use palavrões.
• Fale devagar, mas pense com rapidez.
• Não deixe uma pequena disputa ferir uma grande amizade.
• Leia mais livros e assista menos TV.
• Tolere mais, respeite mais, ame mais.
• Faça sua parte, e não espere tudo o tempo todo dos outros.
• Uma atmosfera de amor em sua casa é muito importante. Faça tudo o que puder para criar um lar tranquilo e com harmonia.
• Seja gentil com o planeta.
• Se você ganhar muito dinheiro, coloque-o a serviço dos outros. Essa é a melhor satisfação para a riqueza.

Você pode tentar praticar todos esses conselhos, mas tudo isso sem Jesus é como árvore sem raiz: qualquer vento derruba. Solidifique essas ações ao lado de Jesus. Ele fará você viver bem e contente com a vida que tem. Fique triste não pelas coisas que lhe faltam, mas pelo que lhe falta para ajudar os outros! Acredite no que digo para você: o sentido da vida de Deus é servir Suas criaturas. A nossa também. Só seremos plenos à medida que vivermos uns para os outros. Nesse caminho, há grande chance de vivermos bem!



sexta 24 de junho


Você Sabe Perder e Vencer?


Todo atleta que está treinando aguenta exercícios duros porque quer receber uma coroa de folhas de louro, uma coroa que, aliás, não dura muito. Mas nós queremos receber uma coroa que dura para sempre. 1 Coríntios 9:25

Você já ouviu comentaristas esportivos dizerem esta frase: “O que importa não é ganhar ou perder, mas a maneira como o atleta joga”? Por trás de comentários assim, existe o tal do “espírito esportivo”! É claro que ganhar é o que importa em uma competição. Mas, quando não se sabe perder, aí toda a esportividade vai por água abaixo.

Quando eu jogava futebol na escola, participei de um jogo nas olimpíadas estudantis que foi uma vergonha. Na metade do segundo tempo, o time contra quem nós jogávamos viu que perderia mesmo e, assim, deixou a gente golear. Ficaram rindo, tirando o pé da bola, e assim acabou o jogo: 15x1 para a gente. Na verdade, não souberam perder. Preferiram avacalhar o campeonato. A maturidade nos ensina a ganhar e a perder. Por mais estranho que pareça, saiba que participar é muito mais importante que vencer.

Algumas vezes, é difícil aceitar essa maneira de pensar, principalmente quando os perdedores somos nós. Certa vez, li sobre um jogo de beisebol em que um time norte-americano ganhou de um time japonês. Os comentaristas esportivos elogiaram o time perdedor por sua técnica e maneira leal de jogar. Mas, mesmo assim, os perdedores estavam tão tristes que chegaram a chorar. Os atletas do time vencedor, que estavam festejando, pararam a comemoração e foram consolar os perdedores. O time vencedor mostrou que se importava com os adversários. Esse ato foi muito elogiado pelos jornais e televisões, que reconheceram ser esse “o verdadeiro espírito do esporte”.

Jesus está nos chamando para formarmos uma equipe melhor ainda. A “Equipe do Bem”. Quando alguém entra para essa equipe, não perde nunca. Essa equipe não trabalha para ganhar jogos, mas trabalha para levar pessoas para o Céu. Para essa equipe, não existem perdedores nem adversários a ser derrotados; todos são convidados a ser vencedores. Se você fizer parte dessa equipe, não ganhará uma medalha. Mas, lá no Céu, Jesus tem uma coroa esperando você. Você será coroado, e pelo verdadeiro Rei. Venha fazer parte dessa equipe; traga todos quantos você puder. Quanto mais, melhor! Estarei torcendo por sua participação!



25 de junho sábado


Você Quer Brincar AGORA?


Há tempo de ficar triste e tempo de se alegrar; tempo de chorar e tempo de dançar. Eclesiastes 3:4

Há algumas semanas, meu filho saiu com esta: “Eu quero brincar AGORA, AGORA!” Ou: “Eu quero comer AGORA, AGORA!” O problema é que ele começou a falar isso como se estivesse exigindo que algo fosse feito segundo sua vontade, na hora em que ele queria. E aí você já pode imaginar como os pais ficam nessa hora. De todas as formas e jeitos, tentamos conversar e trabalhar o sentimento do coração dele. Como não resolveu, o colocamos para pensar. Como não resolveu, demos uns castigos. Como não resolveu e não tínhamos outras alternativas, a mãe dele disse assim: “Todas as vezes que você disser que quer alguma coisa AGORA, vou entender que você quer receber um castigo AGORA!” Um dia desses, ele tornou a ficar ansioso e disse: “Eu quero brincar... HOJE!” Nem acreditei. Funcionou! Ele nunca mais quis as coisas AGORA!

Mas sabe de uma coisa, acho que todos nós somos um pouco assim com Deus. Queremos as coisas AGORA! E achamos que estamos fazendo o certo ao exigir que as coisas sejam feitas no nosso tempo e do nosso jeito. Aliás, todas as vezes que quis fazer as coisas do meu jeito e no meu tempo, me dei mal. E o pior é que parece que a gente não aprende. Quando vemos já fizemos as coisas do nosso jeito, na nossa hora, e acabamos nos ferindo. Seria tudo tão mais fácil se colocássemos nossa vida verdadeiramente nas mãos de Deus!
O Senhor havia prometido para Abraão que ele seria pai de uma grande nação. E que, mesmo sendo velhinho, teria a alegria de ser pai. Sara, sua esposa, quando soube da notícia, achou graça. Quando entenderam que a promessa era séria, esperaram no Senhor, até que não aguentaram mais e tentaram antecipar o tempo de Deus.

Que vergonha, que erro, que tristeza... Abraão preferiu seguir os costumes de sua época em vez de confiar em Deus. Teve um filho com sua empregada, e uma guerra de amplitude mundial ainda existe por causa disso. Árabes, descendentes de Ismael, e judeus, descendentes de Isaque, brigam até hoje por terra, a qual eles julgam santa.

Na vida é sempre assim. Quando resolvemos fazer as coisas do nosso modo, a possibilidade de termos grandes problemas é muito grande. Então, quer brincar AGORA? Acho que não, né? Melhor esperar as coisas no tempo de Deus, pois Ele sabe o que é melhor para todos nós!



domingo 26 de junho


Qual é a Cor do Pecado?


De novo Jesus começou a falar com eles e disse: – Eu sou a luz do mundo; quem Me segue nunca andará na escuridão, mas terá a luz da vida. João 8:12

A cor símbolo da paz, da bondade e da pureza é o branco. Então, por dedução, a cor oposta seria a da maldade, da guerra e da impureza? Talvez sim. Enquanto o branco é a junção de todas as cores, o preto é a ausência dela.

Recentemente, cientistas conseguiram criar o material mais escuro do planeta, que absorve mais de 99,9% de toda a luz que recebe. Feito de pequenos tubos de carbono alinhados na vertical, o sólido é 30 vezes mais escuro do que a substância de carbono usada pelo Instituto Nacional de Padrões dos EUA para definir a cor negra.

“Praticamente toda a luz que entra é absorvida”, diz o cientista indiano Pulickel Ajayan, líder da equipe que produziu o material na Universidade Rice, em Houston (EUA).

A nova substância tem índice de reflexão de 0,045% – quase três vezes mais escuro do que a liga de níquel e fósforo que detinha o recorde. Uma tinta preta comum, em comparação, possui índice de reflexão de 5 a 10%.

Acredito que exista algo ainda mais escuro do que esses cientistas foram capazes de criar: o pecado. No pecado não há bondade, nem misericórdia, nem alegria. No pecado não entra nem um raio da luz do bem. Quando pecamos, nosso coração fica assim. Apenas a luz de Deus pode dissipar as trevas do coração. Mas essa luz poderosa, capaz de afugentar qualquer escuridão, só pode ser eficaz quando eu e você deixamos. Nossa liberdade faz com que o desejo de Deus crie forma e nos tire da escuridão.

Quando eu era pequeno, me lembro do que uma queda de luz no meu bairro foi capaz de fazer. Dois carros bateram, ouvi gritos e palavras feias pela janela da minha sala. O filme que eu assistia teve que ficar para outro momento. E a tarefa de casa que eu planejara fazer depois do filme ficou comprometida. Tudo se resolveu quando minha irmã chegou com algumas velas acesas. Voltamos a enxergar e até a tarefa consegui fazer! A luz dissipa qualquer escuridão. A luz de Jesus em sua vida fará qualquer tristeza ir embora. Que você tenha um dia cheio de luz!



27 de junho segunda


Você é Curioso?


Aqueles que temem o Senhor aprenderão com Ele o caminho que devem seguir. Salmo 25:12

Sempre fui meio curioso para descobrir as coisas. Acho que essa minha curiosidade já me colocou em alguns apuros, mas me proporcionou coisas muito boas! Um dia destes, li algumas curiosidades bastante interessantes da ciência que quero compartilhar com você:

• Se uma pessoa gritasse durante 8 anos, 7 meses e 6 dias, teria produzido energia suficiente para aquecer uma xícara de café.
• Em 10 minutos, um furacão produz mais energia do que todas as armas nucleares juntas.
• A probabilidade de você viver até os 116 anos é de um em 2 bilhões.
• Um raio atinge uma temperatura maior do que a da superfície do Sol.
• Os raios se movem com velocidade média de 246 km/s para descargas com polaridade positiva e 304 km/s para as descargas de polaridade negativa.
• O grafite do lápis e o diamante possuem a mesma forma química e se diferenciam unicamente pela estrutura cristalina.

O ser humano não para de criar e inventar coisas e de descobrir outras tantas. Já mapeamos o nosso DNA, já saímos da Terra, conseguimos respirar debaixo da água, conversamos mesmo a milhares de quilômetros de distância. Realmente estamos indo além! Imagine como seremos quando voltarmos à nossa total capacidade de inteligência no Céu. Ali, sim, poderemos ser 100% curiosos e teremos todo o Universo para explorar e descobrir. Você não pode ficar fora dessa de jeito nenhum! Seja um bom curioso aqui na Terra, mas sobretudo no Céu. Boas descobertas, hoje!




terça 28 de junho


Você Sabe o que é o Prêmio IgNobel?


Vocês sabem que numa corrida, embora todos os corredores tomem parte, somente um ganha o prêmio. Portanto, corram de tal maneira que ganhem o prêmio. 1 Coríntios 9:24

O Prêmio IgNobel é uma sátira do prêmio Nobel e é dado a cada outono para a descoberta científica mais estranha do ano. Os prêmios são entregues para honrar estudos e experiências que primeiro fazem as pessoas rir, e depois pensar. Foram criados pela revista de humor científico Annals of Improbable Research (Anais da Pesquisa Improvável), e os prêmios são entregues em Harvard.

A ideia é premiar pesquisas raras, honrar a imaginação, e atrair o interesse público para a ciência, a medicina e a tecnologia. Lendo algumas coisas, me deparei com uma invenção revolucionária, que parece brincadeira, mas não é.

Howard Stapleton ganhou o prêmio IgNobel da Paz por ter criado um repelente de adolescentes eletromecânico. O equipamento emite um irritante ruído de alta frequência projetado para ser ouvido por adolescentes, mas não por adultos. O “mosquito impedidor” de adolescentes ultrassônico é direcionado para resolver o problema de aglomerações de crianças e adolescentes em shoppings centers, lojas e em qualquer lugar em que eles estejam causando problemas, alegando ser “a ferramenta mais eficiente em sua luta contra o comportamento antissocial”.

Coitadinhos de vocês, adolescentes, tão perseguidos pelos adultos! Podem ficar tranquilos, a invenção não deve ser colocada no mercado, mas é interessante descobrirmos que entre os seres humanos existem frequências que uns podem ouvir e outros não. Já sabíamos disso em relação aos animais, mas entre os humanos é novidade, pelo menos para mim.

É bom lembrarmos que Deus escuta em todas as frequências. Qualquer pessoa, em qualquer lugar, é ouvida por Deus. Não importa se é criança, adolescente ou adulto. Deixe o prêmio IgNobel para lá e tenha a certeza de que sempre será ouvido por seu Pai do Céu, que o ama e sempre Se interessa pelo que você tem para contar! Que bom que esse invento não será comercializado, hein?



29 de junho quarta


E o Tal do Pombo-Correio, Funciona Mesmo?


Se vocês se desviarem do caminho, indo para a direita ou para a esquerda, ouvirão a voz dEle atrás de vocês, dizendo: “O caminho certo é este; andem nele.” Isaías 30:21

Há muitos anos, quando não existia correio nem internet, as pessoas usavam pombos para enviar mensagens, que chegavam direitinho ao seu destino. O que ninguém entendia era como as aves viajavam longas distâncias e sabiam voltar para casa. Pois foi isso que os cientistas da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, descobriram.

Sabia que os pombos-correio têm algo parecido com uma bússola no bico? Esse instrumento, você sabe, serve para orientação. Ele tem uma agulha, que indica o norte, facilitando assim que alguém localize a posição em que está.

Os cientistas da Nova Zelândia revelaram que os pombos-correio têm minúsculas partículas de ferro no bico superior que funcionam como as agulhas de uma bússola. “Essas partículas, que poderíamos comparar às agulhas, giram e sempre indicam a direção norte”, explica Cordula Mora, coordenadora da pesquisa. Sabe por que isso ocorre? Pela mesma razão que leva a agulha de uma bússola a mostrar o norte: por conta da interação com o campo magnético da Terra.

Nós também temos um polo magnético para seguir. Esse polo é Jesus. Ele nos indica para onde devemos ir. Por isso, nas jornadas desta vida, sempre saberemos a direção certa. Basta estarmos ligados a Ele o tempo todo. O verso de hoje diz: “Se vocês se desviarem do caminho, indo para a direita ou para a esquerda, ouvirão a voz dEle atrás de vocês, dizendo: ‘O caminho certo é este; andem nele.’”

O pombo-correio funciona mesmo, mas seguir as orientações de Jesus é muito mais seguro! Bom direcionamento para você!



quinta 30 de junho


Quer Saber Quem Ele é?


Quando Jesus entrou em Jerusalém, toda a cidade ficou agitada, e o povo perguntava: – Quem é Ele? Mateus 21:10

Jesus é o maior homem da história, e isso é explicado por uma única razão: Ele era 100% homem e 100% Deus. Por isso, ninguém foi mais sábio, ninguém nos entendeu tanto e ninguém nos amou tanto. Grandes líderes da história, como Gandhi, Buda, Maomé, revolucionaram o modo de pensar de muita gente. Mas todos estão mortos e nada mais podem fazer por ninguém. Jesus Cristo, diferentemente, vive e está aí ao seu lado!

Saber quem é Jesus é a razão de vivermos na Terra. Todas as coisas vieram dEle. Todas as coisas do Universo foram feitas por Ele. Olhe para seu lado direito, olhe para seu lado esquerdo, olhe para cima e para baixo. Viu cada detalhe de onde você está? Pois bem, tudo isso partiu dEle: cada reino – animal, mineral e vegetal – foi Ele quem criou. Olhe para você, para suas mãos, para a cor dos seus olhos – Ele é o Criador de tudo.

Entende por que O adoramos? Porque sem Ele simplesmente não existiríamos. O nada continuaria sendo nada e nada do que sabemos, ouvimos ou vemos existiria. Tudo em nossa vida vem dEle e para Ele devemos devolver. Nossos dons, nosso tempo, nossas vontades – tudo, absolutamente tudo – deve voltar para o nosso Criador.

O mais triste de toda essa história é que milhões de pessoas ainda não sabem quem é Jesus. E outros milhões que sabem, nem se importam com isso. Levam a vida como se Jesus não existisse. Acreditam que tudo veio a existir a partir de uma explosão em algum lugar no meio do nada do Universo.

Como você tem se relacionado com Jesus? Qual tem sido sua postura? Só quer brincar e não leva nada a sério, ou tem respeitado o nome de Jesus? Tem procurado saber qual é a vontade dEle para sua vida, ou vive como se Ele não existisse? Pare e reflita, amigo. Jesus o ama demais; Ele deu a vida por você. Tenho certeza de que você pode fazer dEle seu melhor amigo! E então? Já sabe quem é Jesus? Espero que sim!

Meditaçao da Mulher de 01 a 30 de Junho

1º de junho quarta


Tempos de Universidade


Sendo o menino já grande, ela o trouxe à filha de Faraó, da qual passou ele a ser filho. Êxodo 2:10. Havendo-o desmamado, levou-o consigo [...] e o apresentou à Casa do Senhor, a Siló. Era o menino ainda muito criança. 1 Samuel 1:24

Minha filha completou 18 anos e se formou no ensino médio. A universidade surgia no horizonte. Comecei a pensar que ela deixaria o lar por semanas – meses, na verdade – e devo admitir que, toda vez que pensava nisso, as lágrimas de alguma forma entravam na equação.
Mandar para longe de casa a minha filha de quase 19 anos era simplesmente impensável aos meus olhos e também ao coração. Jéssica, entretanto, parecia entusiasmada com a ideia. Havíamos decidido deixar que ela fosse para uma universidade a 1.135 quilômetros de casa. Logo veio a hora de levá-la. Em vez de tirar férias em família naquele ano, nossas férias foram levá-la à universidade. Eu pensava nisso e chorava em silêncio, não permitindo que ela me visse chorar. A viagem foi divertida, só nós cinco, e Jéssica parecia vibrar com a ideia de ser independente, viver por conta própria e morar no dormitório feminino. Assim, chegou o domingo, dia em que devíamos retornar. Foi então que Jéssica percebeu que ficaria só, completamente só, e também chorou no momento da nossa partida.

– Como podemos deixá-la? – chorei diante do meu marido.

– Ela está nas mãos de Deus – respondeu ele.

Foi então que me lembrei das mães na Bíblia, as mães que entregaram seus filhos. Pensei em Joquebede, que passou pouco tempo com seu filho, Moisés, e precisou vê-lo ir para o palácio com 12 anos de idade. Tenho certeza de que ela chorou e orou como eu. Doze... pensei. Pelo menos, tive Jessica comigo sete anos mais que isso. E o que dizer de Ana? Ana era estéril e clamou a Deus para que lhe desse um filho. Ele ouviu seu clamor e lhe deu Samuel, um maravilhoso menininho, que ela entregou em tenra idade a Eli, o sacerdote, a fim de que o criasse. Acho que fui abençoada, pois fiquei com minha filha até a idade adulta. Ainda não me sentia preparada para a separação. Mas, com a bênção de Deus, entreguei-a a Ele. Aquele que acalmou o mar saberia acalmar meu triste coração e dar-me paz. Ainda sinto a falta dela todos os dias, mas oro diariamente para que Deus, seu Protetor, a guie em todos os caminhos.

Charlotte Robinson




2 de junho quinta


O Sacrifício


Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16

Eu estava apaixonada e me casaria. Senti que Deus nos havia unido e não precisava pensar em nada mais. Ou precisava? Eu conhecia as palavras do voto matrimonial, mas não pensava muito profundamente no seu real significado. Não havia parado para pensar sobre o que eu poderia sacrificar por esse homem, ou se eu daria minha vida por ele. Alguém pensa nessas coisas antes do casamento?

Em novembro de 1993, quando me casei com James, não tinha ideia de que, um dia, a decisão que eu tomasse acabaria por determinar se ele viveria ou morreria. Ele era aparentemente um cristão. Tanto quanto eu sabia, ele tinha apenas um problema com a visão do olho direito, e não tinha mais o apêndice. Eu não tinha razão para acreditar que aproximadamente 10 anos depois ele sofreria falência dos rins, e que nenhum de seus irmãos teria saúde suficiente nem disposição para ceder-lhe um dos rins. Alguns disseram a James que Deus lhe dera a companheira certa, porque não sabiam se teriam tomado a decisão que tomei. Eu amava o Senhor e acreditava que Ele sabia o que era melhor para mim; portanto, como teria tomado outra decisão? Prometi amar meu esposo, não importando o que acontecesse. Não deveria amá-lo o suficiente para dar-lhe um rim, se pudesse? Jesus deu tudo para salvar-me; então por que eu teria problema para fazer esse pequeno sacrifício que salvaria meu esposo?

Sem hesitação, tomei a decisão de dar a James um dos meus rins. Desde então, as pessoas têm perguntado se tive medo, e posso honestamente dizer que não senti o mínimo temor. Acreditava, de todo o coração, que Deus tinha pleno conhecimento de que aquele dia chegaria. Assim como Ele colocou Ester no lugar certo, no tempo certo para salvar seu povo, Ele também me colocou ao lado desse homem justamente para um tempo como esse.

Quão profundo é o seu amor e o que você está disposta a sacrificar em nome do amor? Deus nos amou tanto que sacrificou a vida do Seu único Filho para dar-nos a oportunidade da vida eterna.

Querido Deus, Tu fizeste o sacrifício definitivo porque amaste. Ajuda-me a aprender a amar tão profunda e completamente como Tu amas.

Theodora V. Sanders




3 de junho sexta


Sem Murmuração


Ainda que demore, espere-a; porque ela certamente virá e não se atrasará. Habacuque 2:3, NVI

Tenho orado e esperado que Deus me abençoe com boa saúde, um emprego e saúde para minha filha. Mas tem havido muitos problemas, embora o Senhor me sustente através do auxílio dos membros da minha igreja.

Nossa filha, Marian, ficou muito doente e precisou passar por duas cirurgias, mas ainda lutava contra a enfermidade apesar das orações e de tudo o que os médicos podiam fazer. Meu esposo me animava a perseverar e aguardar no Senhor, com esperança e confiança.

Por quanto tempo oraríamos e esperaríamos? Éramos tão pecadores, a ponto de nossas orações não serem reconhecidas por Deus? Não, Ele não age dessa maneira. Uma voz suave me dizia que Ele nos ama a todos, como Sua Palavra afirma.

A Bíblia conta a respeito de pessoas da antiguidade, e isso me encoraja. Penso no homem paralítico junto ao tanque de Betesda, que ali esteve por 38 anos! Que dizer acerca da mulher que sofreu com hemorragia por 12 anos? Depois, a idosa Sara – pode uma mulher dar à luz aos 99 anos? Também me lembrei de que Noé precisou trabalhar, pregar e aguardar por 120 anos. A pobre Raquel precisou esperar sete anos para casar-se com o homem a quem amava, e teve que aguardar longo tempo antes de ter José e Benjamim. E o que dizer do povo de Israel? Viveu em escravidão, no Egito, por 400 anos.

Isso significa que eles não oraram? Certamente oraram! Mas por que tiveram todos que lutar por tanto tempo? Isso eu não sei dizer. Mas o que sei é que Deus os amou a todos, e Ele ama minha filha e a mim também. Assim, no Seu tempo indicado, Ele curará a Marian e a mim, e me abençoará com um emprego no magistério. Tudo o que precisamos fazer é perseverar mansamente e não murmurar – sabendo que Deus está no controle.

Dessa maneira, digo-lhe, você também deve perseverar com esperança e sem murmuração. Não temos esperado nem a metade do que essas pessoas no tempo antigo. Lembre-se: elas lutaram, tiveram esperança e aguardaram. E foram abençoadas.

Pai, agradeço sinceramente porque me abençoas com a vida após cinco anos de luta contra o câncer. Por favor, cuida de nossa Marian e, se for da Tua vontade, cura-a completamente para a Tua glória.

Mabel Kwei



4 de junho sábado


Concedendo Permissão


Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedirem? Lucas 11:13

Temi que meu velho computador não sobrevivesse à viagem de um lado do país para o outro. Foi então que meu atencioso filho californiano adquiriu um computador iMac novo para mim, com um monitor de 20 polegadas. Fiquei encantada! Sabendo que eu não estava familiarizada com um Macintosh, ele teve a consideração de mandá-lo para meu filho em Maryland, a fim de que ele instalasse o software de que eu precisaria – e outras coisas. Depois, eles o equiparam a fim de que, à distância, pudessem me ajudar na transição para o sistema Mac. Depois de providenciarem tudo, mandaram-no para minha nova residência, em Tennessee.

Eu não sabia exatamente como tudo funcionaria, até que um dia liguei para meu filho e lhe pedi que me ajudasse a resolver um problema. Ele foi ao seu computador e, de repente, abriu-se uma janela no meu monitor, perguntando se eu queria dar-lhe permissão para acessar meu computador. Cliquei no “Sim” e, a seguir, o cursor começou a mover-se magicamente pela tela, como quem sabe o que está fazendo. Abriu janelas, clicou em programas, ajustou falhas e resolveu todos os meus problemas. Fiquei espantada diante dessa nova tecnologia à distância, e me senti especialmente agradecida pela consideração dos meus dois filhos.

Tudo isso me fez lembrar da mente computadorizada que o Céu planejou e que Deus nos deu, equipando-nos com talentos variados – simplesmente porque nos ama. Todavia, em nossa humanidade, frequentemente deixamos de fazer escolhas sábias. As perplexidades confirmam que precisamos de ajuda, e ajoelhados pedimos a guia divina. Dizemos “Sim” ao Espírito Santo e Lhe damos permissão para nos dirigir a vida como Ele sabe ser melhor. Às vezes, Ele resolve nosso problema de modo aparentemente miraculoso. Com mais frequência, Ele nos impressiona com Sua vontade e nos permite tomar a decisão final. Certamente, é um processo de aprendizado. Conceder permissão é a parte que nos toca. Veremos que nossa vida será mais produtiva e enriquecida por essa experiência. Basta deixarmos que Deus assuma o controle.

Lorraine Hudgins-Hirsch



5 de junho domingo


A Caixa das Promessas


Se sois de Cristo, também sois [...] herdeiros segundo a promessa. Gálatas 3:29

Ela sempre esteve lá – a Caixa das Promessas Bíblicas – sobre a penteadeira do quarto dos meus pais. Minha mãe acha que eles a compraram numa reunião campal da igreja, no fim da década de 1940. Quando éramos crianças, usávamos a minúscula pinça para puxar uma promessa e lê-la para o restante da família. A caixinha redonda, coberta com um tecido de cetim rosa pálido, era a coisa mais linda que eu já tinha visto.

Cresci, casei-me e saí da casa da família. Ao longo dos anos, meus pais fizeram algumas mudanças; porém, onde quer que tivessem morado, lá, sobre a penteadeira, exatamente no mesmo lugar, estava a Caixa das Promessas. Com o passar do tempo, a pequenina pinça se perdeu, o rosa da tampa desbotou, mas as promessas de Deus permaneceram as mesmas: “Porque Eu, o Senhor, não mudo” (Malaquias 3:6). Meu pai já faleceu e minha mãe está numa casa de repouso – e a preciosa Caixinha das Promessas continua sobre sua penteadeira.

No fim de 2005, após muita oração e diálogo, meu esposo e eu colocamos nossa casa à venda para mudar-nos para o campo. Dentro de bem pouco tempo, apareceram compradores muito interessados e preparados para pagar um excelente preço por nossa casa. Mas então perguntaram se a data do acerto financeiro podia ser adiada por uma semana. Respondemos que sim, naturalmente; contudo, quando a semana terminou e chegou o dia do acerto no escritório do nosso advogado, pediram mais uma semana. Isso ocorreu mais duas vezes, e comecei a pensar que a venda da casa não se realizaria. Simplesmente não iria acontecer!

Terças e quintas-feiras eram os dias de visita à minha mãe, e na quinta-feira seguinte fui a Bethesda depois do trabalho. Após cumprimentar mamãe, que estava tomando a refeição da noite, fui ao seu quarto para buscar-lhe um casaquinho. Lá, hesitei, olhando para a Caixa das Promessas. “E a minha casa, Senhor?” murmurei, enquanto retirava uma promessa. As lágrimas transbordaram quando li Mateus 19:26: “Para Deus tudo é possível.”

Chegando à minha casa algumas horas depois, meu esposo me contou que a venda da casa se tornara definitiva naquela mesma tarde. Nosso advogado recebera o dinheiro, e tudo estava certo. Nada é impossível para Deus!

Leonie Donald



6 de junho segunda


Mãos Ruidosas


Saireis com alegria e em paz sereis guiados; os montes e os outeiros romperão em cânticos diante de vós, e todas as árvores do campo baterão palmas. Isaías 55:12

Não é incomum que eu me encontre num evento e as pessoas olhem na minha direção quando bato palmas. Eu não entendia, e levou algum tempo para descobrir por que olhavam para mim. A resposta? Por estranho que pareça, tenho um singular talento de aplaudir em alto volume. O estranho é que não sou de estatura grande, e tenho mãos pequenas. O que é ainda mais estranho para mim é que não falo em voz alta.

Ao reconhecer esse talento incomum, também notei o impacto que ele exerce sobre os outros. Se estou num evento que homenageia alguém, levanto-me e começo a aplaudir, e todos se põem em pé e fazem a mesma coisa. Preciso tomar cuidado com os meus atos. Há ocasiões em que considero algo digno de aplauso e começo a bater palmas. Logo descubro que ninguém mais pensa como eu, e meu altissonante aplauso se torna inoportuno.

Lembro-me de quando estávamos ensinando nossas filhas a usar o penico. Elas gostavam muito quando meu esposo e eu aplaudíamos, depois de o haverem usado com sucesso. Certa vez, passei pelo banheiro e ouvi uma das nossas filhas batendo palmas. Quando espiei para dentro, eu a vi sentada sobre o vaso sanitário, batendo palmas e dizendo para si mesma: “Bom serviço!”

Embora a maior parte das minhas experiências com aplauso tenha sido positiva, houve ocasiões em que não foi assim. Há momentos em que aplaudo e meu marido diz, enquanto tapa os ouvidos: “Por que você bate palmas com tanta força?” Minha filha mais nova, Rachel, disse: “Mamãe, existe algo de errado com as suas mãos; elas machucam meus ouvidos.” Preciso me perguntar, naturalmente, quantas outras pessoas se sentem da mesma forma.

Como acontece com qualquer talento, pode haver um ponto positivo e um negativo. Minhas mãos são um exemplo de nosso serviço ao Senhor. Ao servir a Deus, espero usar minhas mãos para guiar, encorajar e motivar. Não quero que meus aplausos sejam ofensivos, incômodos nem que causem distração. Que eu erga as mãos para o Céu em Tua honra, e bata palmas com júbilo.

Mary M. J. Wagoner-Angelin




7 de junho terça


As Palavras Certas


Palavras agradáveis são como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo. Provérbios 16:24

Aquele seria o último dia da Semana de Oração Jovem e, como tal, seria um dia movimentado. Novos membros seriam oficialmente acrescentados aos clubes de Desbravadores e Aventureiros. Sabíamos que nossa caçula, Cassandra, com 5 anos de idade, seria porta-bandeira durante a cerimônia de entrada das bandeiras. Durante o culto, tivemos uma pequena surpresa. Nossa filha mais velha, Lillian, de 10 anos, estava incumbida de contar a história para as crianças, mas nós não sabíamos. Quando chegou a hora da história das crianças, Lillian se levantou, foi à frente do santuário e leu a história das crianças como se tivesse sido uma contadora de histórias a vida toda! Quando terminou de “contar” a história, perguntou se alguém gostaria de orar, e Cassandra levantou a mão. Ela fez uma oração simples mas bonita, que tocou muitos corações.

Aproveitamos toda oportunidade para elogiar nossas filhas. Portanto, no caminho de volta da igreja para casa, como é nosso costume, elogiamos nossas filhas não só por terem demonstrado um bom desempenho, mas também por usarem seus talentos para Deus. Primeiro, elogiei Cassandra e lhe disse que meu coração sempre se sente tocado ao ouvi-la orar. Depois, disse a Lillian quão satisfeita me sentia com sua escolha da história e com a sua atuação. Sem querer ficar de fora, Cassandra acrescentou: “É mesmo, Lillian, você se saiu melhor do que eu imaginava!”

De coração, sei que Cassandra estava elogiando a irmã. Embora tivesse sido divertido, vindo de uma criança de 5 anos, e pelo fato de que Lillian, aos 10 anos, não entendeu as palavras como um adulto entenderia, o comentário de Cassandra me fez pensar: Com que frequência faço um elogio pela contramão? Quantas vezes fiz uma declaração, julgando ser positiva, só para descobrir que ela causou dor? Com que frequência provoco desânimo, em vez de encorajar – mesmo que não tenha essa intenção? Quantas vezes reclamo? Vejo o negativo, quando aquilo que a pessoa precisava era que eu encontrasse algo positivo e enobrecedor? Preciso responder “sim” mais vezes do que gostaria de admitir.

Senhor, não permitas que seja esse o caso. Ajuda-me a encontrar palavas doces para a alma.

Tamara Marquez de Smith




8 de junho quarta


Duas Orações


Antes que clamem, Eu responderei; estando eles ainda falando, Eu os ouvirei. Isaías 65:24

Nasci no lar de um pastor cristão. Bem pequenina ainda, fui ensinada acerca de Jesus e Deus. Aprendi a amar a Jesus e acreditava que Ele podia ajudar-me. Apreciava os momentos que passava junto de meu pai em seu escritório. Ele preparava seus sermões de modo audível, para meu benefício. Mostrava-me figuras de Jesus na cruz, com a coroa de espinhos na cabeça. Eu via o sangue gotejando. Meu coração infantil era tocado.

Um dia, quando eu tinha entre 6 e 7 anos de idade, peguei agulha e linha para tentar costurar. Bem, minha mãe sempre dizia: “Não se sentem na cama para costurar.” Sem me lembrar, ou sem prestar atenção às palavras dela, sentei-me na cama para costurar. Quando terminei, deixei a agulha sobre a cama. Quando me preparei para enfiar outro fio na agulha, ela havia desaparecido – não consegui encontrá-la em lugar nenhum.

O medo tomou conta de mim. Eu seria repreendida. Alguém poderia sentar-se ali e ser espetado. Enquanto meu trauma aumentava, lembrei-me de Jesus. Ele pode ajudar, pensei. Ajoelhando-me, orei fervorosamente. “Querido Jesus, por favor, perdoa-me por ter desobedecido à mamãe. Por favor, ajuda-me a encontrar a agulha. Amém!” Uma oração sincera, breve, ao ponto. Abrindo os olhos, vi a minúscula pecinha de aço sobre os lençóis. Fechei os olhos de novo e sussurrei: “Muito obrigada, Jesus”. Minha fé pessoal em Jesus fora selada, até o dia de hoje. Entendi, então, que Jesus é real.

Os anos passaram voando. Cresci, amadureci, confiando e orando sempre. Minha fé em Jesus também cresceu. Quando adulta, uma dor forte e misteriosa surgiu no meu braço direito, desde o ombro, descendo pelo meio do braço, antebraço e mão, até a ponta do dedo médio. A intensidade da dor afugentava o sono e debilitava todo o meu organismo. A perda constante de sono me deixou quase inútil para as atividades cotidianas.

Decidi tentar o Dr. Jesus. Ao orar, agradeci-Lhe a dor e pedi que me desse força para suportá-la e aprender a lição que Ele procurava ensinar. Fiz a mesma oração por três noites. Na quarta noite, a dor se foi. Isso aconteceu há 17 anos. Nunca mais a senti outra vez.

Querido Deus, ajuda-nos a confiar sempre a Ti os nossos problemas.

Joyce O´Garro




9 de junho quinta


Cálice Transbordante


Preparas um banquete para mim à vista dos meus inimigos. Tu me honras, ungindo a minha cabeça com óleo e fazendo transbordar o meu cálice. Salmo 23:5, NVI

Um dos maiores desafios que já enfrentei foi quando meu chefe me deu uma atribuição que incluía recrutar 500 pessoas para um programa de estudos bíblicos da igreja, o qual tinha apenas 15 pessoas inscritas até aquele momento. Eu tinha acabado de me formar na universidade, em Camarões, e voltado para servir meu país natal, Maurício, uma ilha no sul do Oceano Índico. Considerei que eu era uma pessoa de sorte, por ter a oportunidade de servir como pastora aspirante e diretora do curso bíblico por correspondência. Esse era um grande desafio para uma moça de 23 anos, especialmente por ser eu a mais jovem no ministério, e a única mulher.

Não fiquei chocada por ter que conseguir 500 alunos, até que soube do número de inscritos na ocasião. Minha primeira reação foi: “Pastor, como pode ser possível? Ninguém fez isso antes; então, como vou eu fazer? Não passo de uma jovenzinha.” Mas, depois, eu me recompus e concordei com o presidente quanto ao assustador número de 500. Suponho que ele tenha sido realista ao pensar nesse número tão alto. Ele havia estado no ministério por longo tempo, e deve ter pensado que nada era impossível.

Quando voltei para casa naquela noite, meu primeiro pedido em oração foi: “Senhor, o pastor quer 500 novos alunos, mas, aqui entre nós, eu quero 1.000. Tu és Deus, e eu sou Tua serva. Mostra-me que podes fazer isso para Tua glória. Amém!”

Da época em que comecei a trabalhar, em janeiro, até junho, fui abençoada por trabalhar com maravilhosos membros das igrejas. Organizamos uma semana especial, quando cada membro da igreja foi solicitado a inscrever 25 pessoas. Naturalmente, alguns não aceitaram o desafio. Mas, no fim daquela semana, havíamos matriculado 450 pessoas. E ainda era junho! Tínhamos seis meses pela frente para alcançar o alvo.

Em outubro, fizemos outra promoção, trabalhando bastante e orando ainda mais. Na última semana, havíamos matriculado 1.040 pessoas. Amém!

Sim, quando penso em meu pedido a Deus, fico muito triste. Eu devia ter pedido mais. Pedi 1.000 e Ele me deu mais 40. Quando Deus dá, nosso cálice transborda. Louvado seja Ele pela bênção!

Natacha Moorooven



10 de junho sexta


Graça


Pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Efésios 2:8

Quando eu era menina, e morava na cidadezinha de Latty, Ohio, ia ocasionalmente à Igreja Batista, que ficava perto da nossa casa. A igreja era pequena, mas os membros se reuniam fielmente todos os domingos para o culto. A maioria dos membros tinha relação de parentesco, por consanguinidade ou casamento, o que tornava o companheirismo entre os membros extremamente íntimo, e incluía minha família estendida. Não havia nada de pompa nos cultos, mas os hinos sempre me tocavam o íntimo, por causa da serena e reverente apresentação. Embora eu tivesse sido criada como católica, e estivesse acostumada com hinos em latim, aqueles cânticos evangélicos antigos passaram a fazer parte da minha vida.

A cidade de Latty guardava o melhor e o pior das experiências de vida para mim. Foi lá que senti o ódio escancarado contra mim como afro-americana, por parte da minha professora da quarta série. Depois, encontrei o mais bondoso professor, Roy Jenkins, na quinta série, o qual contradisse aquele preconceito. Era em Latty que participávamos das reuniões da minha família materna com alegria e risos. Mas também foi em Latty que minha família passou por pobreza, alcoolismo e violência conjugal. Olhando para trás, posso dizer que foram os hinos que ouvi naquela igrejinha que perpetuaram em mim a esperança. Mas foram necessários anos para entender que tudo se relacionara com a graça de Deus a me envolver, graça que Ele dá como um dom a cada um de nós.

Hoje me veio à lembrança um hino daquela velha igreja do meu passado, e ele trouxe lágrimas aos meus olhos. Minhas lágrimas não foram de tristeza por lembranças antigas, mas de admiração diante de um Deus amoroso. O coro diz, simplesmente: “Graça, graça, fonte de paz que Jesus me deu; graça, graça, graça maior que o pecado meu.” Meu coração se dilatou enquanto eu pensava em quão bom é o meu Deus. Pensei em todos os momentos tumultuados da minha vida; todas as ocasiões em que duvidei, tropecei e temi; todos os tempos em que fui desobediente e fracassei. Contudo, Sua graça me cobriu como um presente, envolto delicadamente por Suas próprias mãos divinas! Que amor insondável! Que Deus grandioso! Não quer você hoje, comigo, louvá-Lo por Sua infinita graça?

Evelyn Greenwade Boltwood




11 de junho sábado


Perdidos


Este Meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se. Lucas 15:24

Minha cachorra, Minnie, era muito graciosa e ativa, e me seguia por onde quer que eu fosse. Como era muito pequenina, nós nunca a acorrentamos. Ela saía conosco, mas não sabia voltar para casa, de modo que sempre a conservávamos do lado de dentro do portão.

Um dia, alguém foi visitar-nos, o portão ficou aberto e Minnie saiu. Alguém a pegou e prendeu dentro de casa. Procuramos Minnie por toda parte, mas não a encontramos. Todos os dias, orávamos por ela. Um dia, alguém viu Minnie com uma mulher e me contou, então saí para procurá-la. Quando a vi, chamei: “Minnie!” Imediatamente, ela correu em minha direção e a peguei no colo. Ficamos muito felizes por ter Deus respondido às nossas orações.

Certa vez, meu filho de 4 anos de idade se perdeu. Ele havia feito uma longa viagem de trem para Hyderabad comigo e, ao chegarmos à estação, contratamos um riquixá para irmos para casa, e ele gostou muito do passeio. Mais tarde, nós o matriculamos numa escola para a qual alguém precisava levá-lo todos os dias e depois trazê-lo de volta para casa. Um dia, quando a pessoa que devia trazê-lo para casa se atrasou, meu filho viu outras crianças irem para casa de riquixá. De repente, ele foi junto com o grupo e sentou-se no riquixá. Depois que o condutor deixou os outros meninos em casa, meu filho ficou só, desfrutando o passeio. O condutor perguntou: – Onde fica a sua casa?

– Muito longe – respondeu meu filho. Agora o homem ficou preocupado e, como meu filho estava usando o uniforme da escola, ele decidiu levá-lo de volta à escola. Enquanto isso, quando a pessoa responsável por trazer meu filho para casa chegou sem ele, todos ficamos preocupados, e saímos em diferentes direções para procurá-lo. Quando cheguei à escola, ali estava ele – mas não queria sair do riquixá, e o condutor me relatou a história. Sentimo-nos aliviados e felizes porque encontramos meu filho.

Quando nos perdemos neste mundo, Deus deve Se sentir como nós naquela situação. O mundo está cheio de tentações para atrair-nos para longe do nosso lar e de Deus. É fácil perder-nos. Mas quando nos arrependemos e retornamos, abandonando todas as atrações mundanas, Deus Se regozija.

Winifred Devaraj



12 de junho domingo


Desculpas no Dia dos Namorados


Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. 1 João 1:9

O Dia dos Namorados chegou seis semanas após o nosso casamento. Eu tinha expectativas sobre aquele primeiro evento. Fui à loja e tive uma ideia sobre um cartão que eu mesma poderia fazer. Desse modo, achei que o dinheiro que meu esposo gastasse num cartão para mim não pesaria tanto no orçamento.

Meu esposo queria me dar um grande ramalhete e um presente caro, mas sabia que não tínhamos tanto dinheiro e pôs o desejo de lado. Depois do expediente, ele pediu que seu amigo o deixasse perto de casa; então, pulou a cerca que margeava a rodovia. Ansiosa, porém inocentemente, subiu correndo os degraus até nosso apartamento para ver-me o quanto antes. Quando lhe dei o cartão e percebi que ele não tinha trazido um para mim, subi as paredes.

Nos anos seguintes, quando chegava o Dia dos Namorados, meu esposo me dava presentes especiais. Mas, todos os anos, ele também mencionava sua omissão naquele primeiro acontecimento. E quando contava a história a outras pessoas, sempre dizia: “E ela nunca me perdoou.” Isso me intrigava, porque eu me esquecia da história até que ele a trouxesse à tona outra vez, no ano seguinte. Parecia que havíamos trocado os papéis – ele se lembrando, e eu me esquecendo.

Num ano, o Dia dos Namorados caiu no dia em que geralmente vou ao escritório do meu marido para a reunião da equipe. Os funcionários disseram que ele lhes contara acerca do nosso primeiro Dia dos Namorados, e que acrescentara: “Ela nunca me perdoou.” Mais uma vez, foi uma surpresa, pois eu me havia esquecido de novo. Então, contei aos funcionários a minha versão: eu passei aquele dia todo em casa, enquanto ele trabalhava, e quando ele chegou sem um cartão para mim, fui insensata ao reagir de modo imaturo e cruel.

De repente, olhei para meu marido sentado ao meu lado e disse: “Acho que você não me perdoou.” Agora tudo fazia sentido. Não era ele quem precisava ser perdoado – era eu.

Pedi perdão e lhe disse que a maneira de eu saber que ele me havia perdoado era se ele nunca mais mencionasse o episódio.

Neste ano ele não tocou no assunto, e gostei muito do ursinho de pelúcia que ele me trouxe com amor.

Lana Fletcher



13 de junho segunda


Removendo a Deterioração


Aspergirei água pura sobre vocês e ficarão puros; Eu os purificarei de todas as suas impurezas e de todos os seus ídolos. Ezequiel 36:25, NVI

Meu país, o Brasil, é muito quente em alguns lugares, incluindo a cidade em que moro, no interior do estado de São Paulo. Ela é conhecida como “Morada do Sol”.

Abrir as janelas e convidar o Sol a entrar é algo que realmente me alegra. Assim, fico satisfeita quando minha casa recebe bastante luz solar. Trabalhando entusiasticamente na cozinha, certa manhã, comecei a sentir um odor desagradável. Não havia lixo na cozinha, e então abri a geladeira. Talvez alguma coisa tenha estragado, pensei. Mas não encontrei nada e o mau cheiro continuava. O Sol parecia piorá-lo.

Por fim, encontrei o problema. Embora ainda não fossem 10 horas, notei que o Sol quente brilhava pela janela e incidia num cesto onde guardo as batatas e cebolas. Quando levantei o cesto, descobri a causa do odor. Ali, no fundo, onde o olho não alcançava, estava escondida uma batata podre. Olhando a parte superior do cesto, todas as batatas pareciam perfeitas!

Se o Sol não houvesse invadido a cozinha e brilhado sobre o cesto, talvez eu não tivesse podido lidar com o problema, e o odor desagradável teria persistido. Quem sabe, eu continuaria procurando nos lugares errados!

Muitas vezes, vivemos como aquelas batatas. Aparentemente, tudo está bem; mas, no fundo do coração e da mente, estamos apodrecendo com pensamentos impuros, pecados ocultos, ressentimento, inveja, desejo de vingança e outras coisas que só o Sol da Justiça pode alcançar.

Quando oferecemos louvor a Deus, só Ele conhece o verdadeiro aroma que procede do nosso coração! Só Ele pode retirar aquela batata estragada que arruína nossa vida e nos desencaminha. Ele sabe tudo e tudo vê. Conhece até nossos pensamentos secretos. Permitamos que Deus remova seja o que for que possa estar estragado em nós. Escolhamos exalar uma fragrância maravilhosa, que agrade aos que nos rodeiam.

Ó Senhor, lava meu coração e minha mente. Remove tudo o que esteja impuro e apodrecido.

Marinês Aparecida da Silva Oliveira




14 de junho terça


Irresistível Para Mim


Onde se reunirem dois ou três em Meu nome, ali Eu estou no meio deles. Mateus 18:20, NVI

Numa recente conversa com amigos, meu esposo disse que conhecia uma pesssoa que não sobreviveria sem um grupo de oração. Ele disse isso enquanto sorria e olhava para mim. Cheguei à conclusão de que isso é verdade – eu realmente gosto de grupos de oração. Aprecio, porém, grupos experimentais, nos quais testamos novas técnicas de oração.

Os grupos de oração passaram a me interessar quando li o livro What Happens When Women Pray [O Que Acontece Quando as Mulheres Oram], escrito por Evelyn Christenson. A autora narra sua experiência com a criação de grupos de oração entre mulheres. Todavia, só foi alguns anos mais tarde que finalmente comecei a pôr em prática as ideias contidas no livro.

Minha irmã e eu iniciamos um grupo de oração com duas amigas da nossa igreja. Experimentamos algumas ideias extraídas do livro, e cada reunião se tornava um prazer. Depois, mudamos a localização do grupo, mas não desistimos dos grupos de oração. Participávamos de vários grupos – alguns eram excelentes; outros, médios. Aprendemos bastante com cada grupo que fundávamos. Nos grupos de mulheres, aprendemos a confiar em nossas companheiras de oração; aprendemos que podíamos colocá-las em ação para uma oração urgente. Nós nos sentíamos amadas e apoiadas.

Nem tudo é perfeito. Às vezes, há conflitos e mal-entendidos que precisam ser resolvidos. Como participantes, somos muito diferentes umas das outras. Mas, quando me ajoelho para orar com minha amiga do grupo, percebo a união que somente Cristo traz.

Nosso grupo atual conserva uma dinâmica vibrante e eficiente. Se há uma necessidade urgente, telefonamos para aquela do grupo que estiver encarregada de transmitir o pedido aos outros membros. Ficamos sempre ansiosas por nos reunir e contar ao grupo como Deus respondeu. Também observei que prestamos mais atenção às necessidades espirituais das pessoas que nos são próximas.

Eu gostaria de incentivá-la a participar de um grupo de oração – ou mesmo criar seu grupo. Ao dirigir grupos de oração, notei que eu era a que mais ganhava, porque é incomparável o senso de trabalhar com Deus para diminuir o sofrimento humano.

Iani Dias Lauer-Leite



15 de junho quarta


Nunca Sabemos!


Como são preciosos para mim os Teus pensamentos, ó Deus! Como é grande a soma deles! Se eu os contasse, seriam mais do que os grãos de areia. Salmo 139:17, 18, NVI

Ana e eu não éramos exatamente íntimas. Ela era mais velha, de outra cultura, e muito sistemática e reservada em sua conduta. Eu a conheci principalmente nos últimos anos – os amargos anos em que ela perdeu o emprego e se afastou dos amigos. Certa vez, terrivelmente aflita, ela perguntou ao meu esposo se ele podia “mexer os pauzinhos” para ajudá-la a conseguir seu emprego de volta ou receber a aposentadoria. A instituição para a qual ela trabalhava havia perdido seus registros de trabalho, e isso estava retendo sua pensão. Ed disse que não tinha tanta influência, mas sugeriu alguém com quem ela podia conversar. Mandei-lhe um cheque com um pequeno valor e um bilhete, esperando, assim, poder ajudá-la um pouquinho. Ana nunca acusou o recebimento do cheque e nunca o descontou.

Enquanto levava aquele saldo pendente para um novo ano, tive uma ideia. Ana era uma excelente costureira. Eu a contrataria para fazer um pijama para nossa neta. “Você mesma pode fazer”, disse Ana. “Eu tenho um molde. Vamos juntas comprar o tecido.”

Na verdade, nós nos divertimos. Ela sabia, tanto quanto eu, que eu não tinha dinheiro para pagar seu serviço especializado, mas ela parecia feliz por estarmos vivendo aquela pequena aventura juntas.

– Achei que você e Ed estivessem zangados comigo – disse ela.

– A troco de quê? – A ideia me chocou.

– Porque pedi que ele me ajudasse a encontrar um emprego.

Garanti-lhe que o pedido nunca nos causara desgosto ou raiva. Então me arrisquei:

– Achei que você estivesse brava comigo por eu ter mandado um cheque, e que por causa disso você nunca o descontou.

Um sorriso lhe ondulou os lábios.

– Não descontei o cheque porque eu o emoldurei junto com o seu bilhete e o pendurei na parede! Ninguém, nunca, fez algo tão lindo por mim antes. Queria me lembrar disso todos os dias.

Abraçamo-nos e rimos tanto que nosso rosto ficou molhado de lágrimas. Nunca sabemos o que está na mente de outra pessoa nem o que Deus pode fazer com nossa vida, nossas palavras ou atos. Mas sabemos que aquilo que fazemos por amor a Ele abençoará alguém, de alguma forma.

Lois Rittenhouse Pecce



16 de junho quinta


Você Tem um Visto Válido?


Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras [no sangue do Cordeiro], para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas. Apocalipse 22:14

Eu estava no Consulado dos Estados Unidos na Cidade do Panamá. Sentei-me enquanto aguardava o visto. Observando o rosto ansioso e tenso de centenas de pessoas que formavam longas filas naquele escritório, minha atenção foi atraída particularmente àqueles que haviam recebido o visto. A fim de receber o visto para viajar do Panamá aos Estados Unidos, há certos requisitos que o candidato deve preencher. Sentada naquele escritório, refleti sobre as aplicações espirituais.

Somos todos viajantes na rodovia da vida, e um dia, pela fé, esperamos voar para o Céu com Jesus. Não num avião a jato de alguma empresa aérea, mas, segundo a Palavra de Deus, encontraremos o Senhor nos ares (1 Tessalonicenses 4:17). Você pode perguntar: “E o que acontecerá com os que morreram?” O verso 16 nos diz: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro.”

Assim como na maioria dos países há certas regras básicas quanto à entrada em seu território, há certas exigências para entrar na cidade celestial de Deus. Nosso texto devocional indica um dos requisitos – podemos chamá-lo de visto celestial. Contudo, há uma notável diferença entre o reino de Deus e os países da Terra; não há preço monetário que nos garanta um visto para o país celeste. A Bíblia diz que não fomos resgatados “mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro [...] mas pelo precioso sangue [...] o sangue de Cristo” (1 Pedro 1:18, 19).

Sim, querida amiga, você não precisa de nenhum formulário, extrato bancário, comprovante de renda ou documento de garantia – somente fé no sacrifício de Jesus na cruz do Calvário, mantendo um relacionamento vivo com Jesus e guardando os mandamentos de Deus, porque o que Ele fez por nós abre os portais do Céu.

Querido Pai celestial, agradeço o Teu incomparável amor por nós, Teus filhos e filhas, e o sacrifício do Teu querido Filho, que torna possível a entrada no Teu reino. Muito obrigada pela promessa de levar-nos contigo um dia. Amém!

Olga Corbin de Lindo




17 de junho sexta


Os Últimos Serão os Primeiros


Os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos [porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos]. Mateus 20:16

Quando cheguei ao Aeroporto O´Hare, de Chicago, a caminho da minha casa na Bélgica, orei para que pudesse embarcar sem problemas. Meu temor se tornou realidade quando anunciaram que o avião tinha problemas técnicos e teríamos que esperar outro. Enquanto eu pensava em minha chegada atrasada a Bruxelas, um segundo anúncio nos informou que a outra aeronave já estava em prontidão. Precisavam começar o procedimento de embarque sem demora. A única dificuldade era que o avião ainda precisava ser abastecido com as refeições, e os carrinhos contendo as bandejas precisavam ser levados da extremidade traseira do avião até a frente – o que tornava impossível que os passageiros da primeira classe e da classe executiva embarcassem primeiro. Assim, decidiram permitir que os passageiros da classe econômica entrassem primeiro, passassem direto para os fundos da aeronave pelo corredor direito, enquanto os carrinhos avançavam pelo outro corredor. Somente depois disso poderiam entrar os passageiros da primeira classe e da executiva.

Achei isso um tanto divertido. Aquelas pessoas que pagaram consideravelmente mais pelo bilhete haviam perdido o privilégio de embarcar no avião em primeiro lugar. Esse incidente me fez lembrar das palavras importantes no texto de hoje. Essa foi a conclusão da parábola do proprietário que contratou trabalhadores para sua vinha. Ele deu a mesma quantia de dinheiro a todos, não importando se houvessem trabalhado apenas uma hora ou o dia inteiro.

Quando eu era mais jovem, tive problemas para entender essa parábola. Achava muito injusto que todos recebessem a mesma recompensa por mais ou por menos quantidade de trabalho. Seríamos, às vezes, como cristãos de “primeira classe”, que se consideram com direito garantido ao reino de Deus? Pensamos que o merecemos porque trabalhamos e vivemos para o Senhor já por tanto tempo? Que dizer daqueles cristãos de “segunda classe”, que se converteram posteriormente e não tiveram tanto tempo para servir ao Senhor e conquistar almas para o Mestre?

Sejamos agradecidas hoje pela graça do Senhor, e pelo fato de que Sua justiça nunca falha!

Daniela Weichhold



18 de junho sábado


Visitas de Improviso


Espero ir ter convosco, e conversaremos de viva voz, para que a nossa alegria seja completa. 2 João 12

Aquelas foram nossas últimas férias em família com os filhos adolescentes. Concluímos que, com a aproximação da idade adulta, seriam poucas as chances de que nós quatro passássemos as férias juntos. Nosso roteiro nos levou pela parte norte de Ontário, atravessando Manitoba e entrando em Alberta, onde planejávamos passar alguns dias visitando amigos. Depois de Alberta, atravessamos a fronteira para os Estados Unidos, e foi aí que minha geografia falhou. Desisti de todos os meus direitos a voto, e entreguei ao meu esposo, Leon, pleno controle para traçar nosso percurso pelo mapa. Para minha surpresa, acabamos em Wisconsin. Estávamos a caminho de visitar “vovó” Byrka. Nós nos havíamos conhecido quando meu esposo era estudante universitário. À medida que nossa família crescia, o mesmo aconteceu com nossa amizade.

Leon sabia que minha tendência à formalidade não me permitiria consentir com essa visita de improviso, e por isso não disse nada até que estivéssemos quase chegando ao lar de repouso. Quando vi que vovó havia perdido seu senso de independência, fiquei com vergonha dos meus protestos anteriores, por débeis que tivessem sido. Ela ficou felicíssima por nos ver e absolutamente espantada com o crescimento dos garotos. Já expressei repetidas vezes meu agradecimento a Leon, especialmente porque vovó faleceu pouco tempo depois, com 97 anos de idade.

Passamos por uma experiência semelhante no verão de 2003, quando, na viagem de volta de Quebec, nosso carro se desviou de repente para visitar outra amiga idosa e debilitada. Vie tinha sido uma mulher forte. Ela e o esposo, Charlie, possuíam uma linda propriedade rural. Agora que Charlie falecera e Vie se encontrava sozinha e com saúde frágil, sua casa e propriedade não mais eram a obra de arte que já haviam sido. Partiu meu coração vê-la nesse estado. Continuamos a conversar com ela por telefone.

Depois de duas semanas sem contato, Leon foi informado de que Vie havia falecido.

Ajuda-me, querido Senhor, a tomar tempo para conversar hoje com alguma pessoa solitária e sofredora.

Avis Mae Rodney



19 de junho domingo


Não Guardarás Rancor


Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor. Levítico 19:18

“Vou para casa em minhas férias”, disse Marge a sua vizinha no escritório. Marge ocupava a terceira mesa à minha frente. Essa mulher sentia antipatia para comigo, desde que eu começara a trabalhar no Times de Los Angeles, em 1974. Nunca falara comigo sem usar ironia nas palavras.

Tentando ser amiga a despeito da atitude dela, perguntei:

– Onde fica a sua casa?

Ela respondeu sem olhar para ver quem havia falado: – Minnesota.

– Tenho familiares em Minnesota.

– Mesmo? Onde? – perguntou Marge, olhando por sobre o ombro para tentar identificar quem havia falado.

– Uma cidadezinha da qual ninguém ouviu falar: Swanville.

Marge caiu literalmente da cadeira, de tanta surpresa. Enquanto se levantava, disse: – Essa é a minha cidade natal! Quem são os seus familiares?

Quando respondi: – Meu avô é Herman Ganz – o rosto dela registrou o choque, enquanto ela dizia: – Herman Ganz é o melhor amigo do meu pai! Meu irmão foi à escola com o filho dele, Buddy, e eu era colega de classe de Ralph!

– Buddy e Ralph são meus tios – disse-lhe eu.

A mudança em Marge depois daquele dia foi notória. Ela nunca mais falou comigo de modo cortante, não fechava a cara nem me evitava. Toda vez que tínhamos a oportunidade de trabalhar juntas, ela, de modo simpático, perguntava por notícias da minha família.

Eu não havia feito nada de errado para que Marge se voltasse contra mim, nem permiti que sua atitude maldosa afetasse meu modo de tratá-la. Agora, ela passou a tratar-me como se eu fosse um membro querido de sua família.

Abrigar má vontade para com os outros, com ou sem razão, não é atitude cristã. Jesus perdoou aqueles que pregaram cravos em Suas mãos e pés. Somos todos filhos de Adão e Eva. Somos uma família. Somos os primeiros beneficiados quando tratamos uns aos outros – independentemente de diferenças étnicas, políticas ou religiosas – como se fossem membros amados da nossa família.

Darlenejoan Mc Kibbin Rhine




20 de junho segunda


Meus Pais


Rendam graças ao Senhor por Sua bondade. Salmo 107:8

Álvaro e Máxima tinham vinte e poucos anos quando se conheceram; ambos eram cristãos fazia pouco tempo, e estavam aprendendo a praticar um estilo de vida melhor e esperando ajudar outros, servindo ao Senhor. Ansiosos por aprender, eram estudantes diligentes. Quando Álvaro completou os estudos, os missionários lá nas Filipinas o consideraram pronto para ir e pregar o evangelho. Máxima aperfeiçoou suas habilidades musicais para poder tocar o órgão de pedal e substituir a instrutora bíblica. Foram colocados juntos para dirigir esforços evangelísticos. À medida que seu amor para com o Senhor e a obra crescia, o mesmo acontecia com sua admiração mútua; e, buscando a orientação de Deus, decidiram formar uma dupla para a vida toda.

No dia 29 de maio de 1922, numa cerimônia matrimonial simples, foram declarados marido e mulher. Foi assim que se tornaram meus pais (Pa e Ma, para os filhos). Ma trabalhou com a equipe evangelística até nascer seu primeiro filho, quando ela decidiu ficar em casa. Pa continuou pregando, fazendo de sua família imediata a prioridade. Como disciplinador, acreditava que “poupar a vara é mimar a criança”. Ma era visionária, bondosa e amorosa, e, como Pa, lia bastante. Essas influências paternas estão entre as muitas pelas quais agradeço ao Senhor diariamente, e sua vida de oração foi o laço mais forte que manteve unida a família.

Cedo, cada manhã, cantando “Desponta o Sol”, Pa reunia a família para o culto. Sempre mencionava cada filho em sua oração de encerramento. Antes da hora de dormir, Pa cantava um hino para reunir a família.

Após o culto vespertino, as crianças mais novas se esparramavam pelo chão em volta de Pa para ouvir as histórias de Daniel e seus companheiros, José, Moisés e do nascimento de Jesus. Às vezes, esperávamos o restante da história, só para descobrir que Pa tinha caído no sono! Acordado, ele continuava a partir de onde havia parado. Quando ele contava a história de José sendo vendido e, chorando, olhando para as tendas onde seu pai vivia, prometendo amar o Senhor assim como seu pai o amava, nós soluçávamos junto com José.

Obrigada, Senhor, por nos haver dado o amor de Pa e Ma. Como família, aguardamos o privilégio de prestar culto a Jesus na Terra renovada. Hoje, por favor, abençoa todas as mães e os pais na missão de guiar os filhos a Ti.

Consuelo Roda Jackson



21 de junho terça


Por que Choras?


Perguntou-lhe Jesus: Mulher, por que choras? João 20:15

A data fora marcada para minha internação no hospital, a fim de receber um transplante de célula-tronco, para ajudar no combate ao meu câncer. Precisei fazer uma última visita à médica otorrino que estava monitorando uma infecção em meu ouvido. “Decididamente, não aconselho a realização do transplante nesta ocasião. Seus ouvidos ainda estão muito infeccionados.” Não era a notícia que eu queria ouvir.

Quando voltei ao hospital do câncer com essa notícia e falei com meu médico, comecei a chorar. Eu esperava tanto que eles pudessem começar o procedimento. Queria tanto ficar boa! Já me havia submetido a todos os exames preparatórios, mas não, não devia acontecer – pelo menos não naquele momento. O inglês não era a língua materna do meu médico, e às vezes eu tinha dificuldade para entendê-lo. Mas ele disse muito claramente: “Mulher, por que choras?” Olhei para ele, para ver se ele havia percebido que acabara de dizer palavras tiradas diretamente da Bíblia, palavras que eu reconhecia. Percebendo ou não, ele me garantiu que o procedimento aconteceria – eu só precisava esperar.

Na manhã seguinte, senti-me encorajada por este salmo: “Espere no Senhor. Seja forte! Coragem! Espere no Senhor” (Salmo 27:14, NVI). E comecei a pensar naquilo que o médico me dissera – por que eu estava chorando? Os anjos, primeiramente, disseram essas palavras a Maria quando ela foi ao sepulcro procurar o corpo do seu Senhor. Ela não percebeu que Jesus estava justamente ao seu lado. Não reconheceu Jesus, nem quando Ele disse essas mesmas palavras a ela. Por que também eu demorava tanto para reconhecer Jesus bem ao meu lado?

Eu havia reclamado as promessas. O pastor me havia ungido. Eu sabia que pessoas ao redor do mundo estavam orando por mim. Eu recebera cartões animadores de tantos amigos e até de pessoas que nem conhecia. Era o momento de ter bom ânimo, de saber que minha vida estava nas mãos do meu consolador e redentor, Jesus. E, ainda assim, quando meu tratamento foi adiado (não cancelado), perdi o ânimo.

Que cada uma de nós, hoje, saiba que Jesus está justamente ao nosso lado, pronto para trazer conforto e ânimo, pronto para ouvir tudo o que temos a dizer, pronto para carregar nossos fardos. Quando você se sentir sobrecarregada por alguma coisa na vida, pergunte-se: “Mulher, por que choras?”

Carol Nicks



22 de junho quarta


O Sorriso Hesitante


E se saudarem apenas os seus irmãos, o que estarão fazendo de mais? Até os pagãos fazem isso! Mateus 5:47, NVI

Em Buenos Aires, Argentina, viajamos frequentemente de trem – é a maneira mais rápida de chegar a algum lugar. Certa noite, eu queria chegar logo à casa da minha filha, para poder ver minha netinha. Eu estava sozinha. Uma, duas, três estações passaram. Pessoas desembarcavam e pessoas embarcavam. Comecei a prestar atenção aos passageiros. Alguns estavam muito bem-vestidos, enquanto outros se vestiam de maneira mais casual. Meus olhos se deleitaram em olhar para as diferentes cores e combinações de roupa, sapatos, bolsas e acessórios bem escolhidos.

De repente, meus olhos se detiveram num carrinho onde estava um bebê de uns 15 meses. Suas perninhas chutavam, as mãos incansáveis buscavam agarrar qualquer coisa que estivesse ao seu alcance. Levantei os olhos para o rosto do bebê, e no instante em que ia sorrir e acenar para ele à distância, vi um calombo estranho em sua testa. Alguma excrescência anormal havia “arruinado” sua beleza.
Fingi estar distraída, mas, com o canto do olho, pude observá-lo. O pequeno esperava, como se quisesse ver se eu “brincaria” com ele. Naquele momento o trem chegou à estação seguinte, e perdi de vista a mãe e a criança no meio da multidão na plataforma.

O trem continuou sua viagem, mas minha mente estava inquieta; uma sensação confusa me dominou. Por que eu reagira daquela maneira? Por que não sorri para o menininho com a protuberância na testa? Concluí que, diante de algo incomum, tentamos ficar indiferentes.

Você já se viu sorrindo para um gracioso bebê? Mas quantas vezes sorriu para uma idosa, vestida com roupas velhas, para um homem a quem falta um braço, um bebê com traços não atraentes, à mãe com uma grande cicatriz na face?

Não deixe de sorrir para os que são diferentes. Não seja covarde, evitando o olhar deles como se não existissem. Muitos se confinaram em apático isolamento. Derrube esse muro! Sorria para alguém que não tem uma aparência atraente e dê-lhe a dádiva de sua aceitação. Não hesite. Talvez seu sorriso seja o único presente que receberão depois de muito tempo. Sorrir é um ato de bondade do qual você nunca se envergonhará.

Susana Schulz



23 de junho quinta


Aprendendo a Confiar em Deus


Tragam o dízimo todo ao depósito do templo, para que haja alimento em Minha casa. Ponham-Me à prova, diz o Senhor dos Exércitos, e vejam se não vou abrir as comportas dos céus e derramar sobre vocês tantas bênçãos que nem terão onde guardá-las. Malaquias 3:10, NVI

Durante o verão de 2001, decidi participar do Desafio Jovem de Oregon, um ministério que envolve a venda de livros. Tive muitas experiências maravilhosas; contudo, a mais impressionante começou na quinta semana de vendas, apenas três semanas antes do encerramento do programa. Além do fato de que minhas vendas começavam a cair drasticamente, eu estava sendo incapaz de encontrar maneiras de falar aos outros sobre Jesus. Independentemente de quanto eu orasse, parecia que Deus não me ouvia os apelos. Dia após dia, eu rogava a Deus que me mostrasse o que estava errado em minha vida; mesmo assim, nada parecia acontecer, até a manhã de quinta-feira da sétima semana.

Quando estudei a Bíblia para a lição que daria naquela tarde, encontrei Gênesis 3:3: “Não comam do fruto da árvore [...] nem toquem nele; do contrário vocês morrerão” (NVI). A lição era sobre o dízimo, e naquele momento percebi meu pecado – eu estava tocando a árvore. Durante os dois meses anteriores, eu não havia devolvido o dízimo. Por razões que julgava justas, eu decidira devolver o dízimo do verão no fim do programa. Todavia, estava usando o dinheiro que não era meu; pertencia ao Senhor. Após reconhecer meu pecado, decidi que na segunda-feira seguinte, quando recebesse o pagamento, eu separaria 100 dólares para pagar todo o dízimo.

A segunda-feira chegou e descontei meu cheque por volta das 17 horas. Tão logo recebi o dinheiro, separei o dízimo. Voltei ao trabalho, e menos de 30 minutos depois me encontrei com uma moça que se interessou realmente pela mensagem dos meus livros. Depois de conversar um pouco, ela decidiu comprar cinco livros. Deixei a casa dela sem fala.

No fim daquele dia, eu havia vendido 10 livros. No dia seguinte, vendi 14. Em dois dias, vendi mais livros do que durante qualquer outra semana completa.

Deus me ensinou a realmente confiar nEle e, mais do que nunca, as palavras do texto de hoje se tornaram reais em minha vida. O que elas dizem a você?

Alessandra Cholet Moreira



24 de junho sexta


Desejo-lhe Paz e Alegria


Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês, diz o Senhor, planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro. Jeremias 29:11, NVI

Durante boa parte da minha vida, senti-me infeliz e era uma pessoa muito desagradável para se conviver. Amigos que me conheceram naquela época me dizem agora: “Como você mudou!”

Às vezes nós, cristãos, cremos que tudo de que uma pessoa precisa é mais estudo da Bíblia e oração para superar o sofrimento e a confusão emocional. Mas a religião me levou a mais uma prática. Deus respondeu ao meu apelo por socorro encaminhando-me ao aconselhamento, durante o qual conheci os Doze Passos da Recuperação. O primeiro passo era admitir que sou impotente com relação a pessoas, lugares e coisas. Essa foi uma revelação para mim. Eu julgava acreditar que Deus está no controle, mas agia como se eu estivesse no controle. Precisava aceditar que um Poder maior do que eu mesma poderia restaurar-me. Precisava entregar minha vontade e vida aos cuidados desse Deus. Então, quando eu não mais estava tão defensiva, me senti livre para olhar honestamente para mim mesma.

Uma vez tendo posto esse exame por escrito, admiti perante Deus, perante mim mesma e minha conselheira o escopo e o grau exato desses erros. Eu estava pronta para permitir que Deus removesse meus defeitos de caráter.

Pedi que Deus me fizesse lembrar das pessoas a quem eu prejudicara, e Lhe pedi que me desse a disposição de acertar as coisas. A recuperação me ensinou que, até que isso acontecesse, eu não estava pronta para acertar nada. Uma vez tendo entendido quão bom é sentir essa liberdade de consciência, desejei permanecer alerta para que, ao cair de volta nos caminhos antigos, pudesse corrigi-los imediatamente. Agora, minha oração e meditação se tornariam eficientes ao melhorar meu contato consciente com Deus. Ele deixava claro qual era Sua vontade para mim e eu permitia que Ele me capacitasse a fazer Sua vontade. Trabalhar com esses passos num grupo de apoio torna o processo mais fácil, e o progresso, inacreditável.

Desejo a você a vida de alegria e paz que encontrei nesses passos aos quais Jesus me conduziu.

Lana Fletcher



25 de junho sábado


Viver Pela Fé


Eu lhes digo: Não se preocupem com sua própria vida, quanto ao que comer ou beber; nem com seu próprio corpo, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante que a comida, e o corpo mais importante que a roupa? Mateus 6:25, NVI

Após muitas tentativas frustradas de conservar meu casamento, decidi separar-me do meu esposo. Do dia da separação em diante, comecei a experimentar todas as promessas de Deus em minha vida. Lembro-me bem de algo que aconteceu numa sexta-feira, uns oito meses após a separação.

Nas tardes de sexta-feira, eu tinha o hábito de ler um livro devocional na hora do pôr do sol. Nesse dia, em especial, eu me sentia cansada, triste e aflita. Quando voltei para casa após a reunião do pequeno grupo do qual participávamos todas as sextas-feiras, eu não sabia o que dar aos meus filhos no desjejum do sábado. Fui para a cama sem ler o livro devocional. Como não conseguia dormir, e depois de muitas horas me virando e revirando na cama, decidi levantar-me e ouvir a voz do Espírito Santo. A voz parecia dizer-me que lesse o livro devocional, especialmente a mensagem para aquele dia. Enquanto lia, foi muito confortador encontrar o Salmo 23:1 e 4, que diz: “O Senhor é o meu pastor; de nada terei falta. [...] Não temerei perigo algum, pois Tu estás comigo; a Tua vara e o Teu cajado me protegem” (NVI). Para confirmar a guia de Deus em minha vida, também li Mateus 6:25: “Não se preocupem.”

Caí logo no sono, com o coração em paz. No sábado, levantamo-nos para ir à igreja, sem o desjejum. Mas logo ouvi a voz da minha irmã, que é minha vizinha, pedindo que eu fosse à cerca para receber um pão de trigo integral que ela havia assado para mim. O problema do alimento estava resolvido. Após o culto, minha amiga Gislene, líder do nosso pequeno grupo, entregou-me um envelope que continha aproximadamente R$ 75,00 que o grupo havia coletado naquela sexta-feira, após a reunião. Esse valor foi útil para comprar produtos no mercado.

Apesar das circunstâncias desfavoráveis e da angústia que por vezes experimentamos, Deus está no controle da nossa vida. Devemos colocar todos os nossos fardos e cuidados nas mãos do Senhor e descansar nEle. Verdadeiramente, posso dizer: Muito obrigada, Senhor, por suprir sempre as minhas necessidades!

Rosângela Ferreira Nery



26 de junho domingo


Meu Desejado Presente


Então, Me invocareis, passareis a orar a Mim, e Eu vos ouvirei. Jeremias 29:12

Como gerente de uma emissora cristã de rádio, meu esposo está constantemente atento a novidades em equipamento eletrônico. Enquanto visitava minha mãe e irmã, decidi comprar algo que ele realmente queria adquirir. Havia um item específico que ele vinha olhando, mas se abstinha de comprar porque estava esperando que a tecnologia se “depurasse”. Demorei um pouco para fazer a encomenda, enquanto conferia para saber se agora ele ficaria satisfeito com o desempenho do aparelho. Quando tive certeza de que era o que ele queria, fiz a encomenda pela internet. Quando chegou a confirmação, vi que a entrega estava programada para o dia seguinte ao da minha partida.

Fiquei frustrada. Contei à minha mãe sobre meus apuros, e ela também ficou desapontada porque sabia o que aquilo significava para nós dois – para mim, conseguir o aparelho; para ele, usá-lo na obra do Senhor. Depois de discutir a situação, decidimos torná-la objeto de oração. Todos os dias, eu acompanhava online a trajetória do pacote. Por alguns dias, parecia que o pacote havia estacionado. Depois, o furacão Dean ameaçou frustrar qualquer outro movimento – Dean mudou de rumo!

Em meu último dia, pensei o tempo todo no presente do meu esposo que ainda não havia chegado. Tive uma conversa com Deus, mencionando meu pedido para que a entrega fosse feita em tempo, de modo que eu pudesse levar o presente ao meu marido. O tempo parecia voar.

Minha sobrinha de 5 anos, que sempre ouve a campainha da porta, estava informada de que a tia esperava um pacote muito importante que viria pela transportadora, e ela deveria ficar atenta ao caminhão de entregas. Foi o que ela fez, mantendo-nos a par com atualizações constantes. Às 18 horas, ela me informou: “Titia, não vi nenhum caminhão, mas ainda temos tempo.” Ela nos ouvira comentando que o horário de entregas se encerrava às 19 horas.

Lá pelas 18h30 minha fé vacilava, mas às 18h38 minha sobrinha pulou e gritou: “Tem alguém na porta! Tem alguém na porta, e eu acho que é do caminhão da transportadora.” Era – com alguns minutos de folga.

Uma vez mais, Deus provava que continua no controle. Ele conhece nossos desejos mais profundos e ouve nossas súplicas sinceras.

Brenda Ottley




27 de junho segunda


Ouvindo Sua Voz


Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele. Isaías 30:21

Retornávamos do campo missionário para casa, após uma série de providências que conduziram à nossa mudança para Loveland, Colorado. Certa manhã, enquanto ainda estávamos morando em Penang, Malásia, recapitulei os eventos pelos quais o Senhor providenciara um emprego, uma casa e um carro em Loveland, tudo no período de uma semana. Em Penang, Ele também orquestrara a época em que expiraria a locação da casa, bem como os vistos e licenças de trabalho, para que coincidissem com a época da nossa partida. Refletindo sobre esses eventos, orei: Puxa, Senhor! És muito mais capaz de administrar os detalhes da minha vida do que eu mesma. Por favor, toma conta deste dia. Fui, então, à feira da manhã, para comprar alguns produtos.

Ao sair do mercado, notei uma cachorrinha magrela, obviamente faminta, cheirando insistentemente minha sacola. Fui impressionada a comprar algum alimento para ela. Embora me sentisse penalizada com sua situação, eu também tinha muita coisa para fazer. Lamento dizer que resolvi ir para casa.

Embora tivesse acabado de comprar uma bateria nova para o carro na semana anterior, o automóvel não dava partida, mesmo depois de várias tentativas. Eu não sabia de nada que pudesse fazer, de modo que me sentei para refletir sobre a situação. Agora tenho bastante tempo para comprar comida para a cachorrinha, pensei. Acho melhor agir de acordo com essa impressão. Quando voltei com o alimento, também encontrei dois filhotinhos com ela, e todos comeram vorazmente.

Tive, então, o impulso de tentar ligar o carro de novo e, para minha surpresa, o motor roncou imediatamente. Quão mais fácil teria sido se eu simplesmente tivesse obedecido à impressão inicial!

Sinto-me agradecida porque Deus nos ama e é paciente conosco. Estou aprendendo gradualmente que Ele tem interesse em cada detalhe da nossa vida. Ele procura treinar-nos para ouvir Sua voz e seguir-Lhe as orientações. Quando Lhe dermos essa permissão, Ele reorganizará nossas prioridades, é certo; mas, embora isso cause inconvenientes temporários, também trará bênçãos inesperadas, à medida que o Deus do Céu torna conhecida a Sua presença – às vezes de maneiras surpreendentes.

Teresa Proctor Hebard



28 de junho terça


Pelo Vale


Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque Tu estás comigo; o Teu bordão e o Teu cajado me consolam. Salmo 23:4

É sempre difícil andar pelo vale quando a sombra da morte nos espreita. Começamos essa caminhada com o diagnóstico médico: falência dos rins, câncer, problema cardíaco. Os nomes podem variar, mas a lenta caminhada por esse temido vale raramente varia. E, enquanto andamos, as montanhas nos parecem ameaçadoras: Que acontecerá com meus filhos? Como pagar essa conta médica astronômica? Por quanto tempo vou suportar esta dor? Algum dia vou deixar este leito de hospital? Cada montanha parece mais alta e ameaçadora, enquanto trememos à sua sombra.

Com frequência, aproximamo-nos do vale não por nossa própria enfermidade, mas por um pai com a doença de Alzheimer, uma filha com câncer de mama, uma irmã com leucemia ou um esposo com câncer da próstata. Visitamos um quarto de hospital onde entes queridos sofrem dor, desejando tomar o lugar deles. Os bipes emitidos pelas máquinas que salvam vidas nos assustam. Os exames invasivos nos amedrontam, e há tratamentos que aterrorizam até os mais corajosos.

Mas, ao erguermos os olhos para Jesus, encontramos consolo: “Não temerei mal nenhum, porque Tu estás comigo.” E, como o confortante Sol da manhã, essa compreensão nos desperta. Em meio à dor, a despeito de montanhas de contas a pagar, preocupações quanto ao futuro, não tememos, porque confiamos nAquele companheiro que caminha ao nosso lado.

Não poderíamos desejar um companheiro mais experiente ao longo desse vale. Ele andou pelas ruas da Galileia com Jairo, cuja filha estava terminalmente enferma. Quando o desesperado pai foi até Ele, Jesus proferiu uma palavra e a menina reviveu, imediatamente. Ele tocou olhos cegos, e foram curados. Ele Se encontrou com os dez leprosos, e curou a todos. Em Betânia, Lázaro estivera morto por quatro dias, antes que Jesus chegasse, e Ele o despertou para a vida novamente. Diante dessas evidências, por que preocupar-nos? Por que deveria eu temer minha batalha pessoal ao longo desse vale escuro?

Você, minha amiga, pode estar ainda no vale da sombra da morte. Embora as montanhas se elevem ao seu redor, permita que o mundo a veja sorrir. Você não está fazendo essa caminhada sozinha. Você tem companhia. Seu Pastor está aí, ao seu lado.

Annette Walwyn Michael



29 de junho quarta


Maranata!


E eis que venho sem demora. Apocalipse 22:12

Numa manhã muito movimentada de sábado, eu corria para deixar tudo pronto. Haveria um batismo na igreja Maranata. Entre os candidatos ao batismo, estava um membro da minha família e, por isso, a celebração seria dupla.

Eu tinha oito convidados para levar para a igreja em um só carro. Era evidente que precisaria fazer pelo menos duas viagens. Além disso, precisava aprontar meu filho de 6 meses e depois buscar outros dois membros da familia numa região totalmente diferente de Bucareste. Já sob a pressão do tempo, havíamos preparado o almoço, finalizado os planos para o dia e feito os preparativos finais para sair.

Levou 50 minutos para buscar o primeiro grupo de convidados e deixá-los no local. Corri para buscar o segundo grupo. Ao aproximar-me da igreja com o segundo grupo, recebi um telefonema de alguém do primeiro grupo. “Venha depressa”, disse a pessoa, agitada. “O batismo vai começar e – esta não é a igreja Maranata!”

Então, percebi meu engano. Na confusão da manhã, eu os havia levado a outra igreja, localizada a uma distância considerável da igreja Maranata. Não poderia dar-me ao luxo de pensar muito, porque agora precisava atravessar duas vezes a cidade. Tudo acabou bem, por fim, e tivemos um agradável congraçamento juntos. Creio que os anjos daqueles que decidiram entregar-se a Deus também se regozijaram.

Em minha viagem espiritual, estou perdendo de vista o alvo, na desesperada corrida para dar conta da avalanche de atividades diárias? Ainda me visualizo, naquele sábado, arrastando após mim ramalhetes de flores, convidados, almoço, meu filho pequeno – mas para onde?
Para a direção errada! Bem, não necessariamente errada, porque podíamos ter desfrutado um belo culto em qualquer uma das 17 igrejas adventistas de Bucareste, mas não estaríamos no evento para o qual nos havíamos preparado.

Um outro evento, uma celebração do Universo inteiro, desafia-nos a estar prontas. É possível que, apesar de nossas boas intenções e febris preparativos, percamos de vista o verdadeiro objetivo – encontrar nosso Salvador? Maranata! Vem, Senhor!

Andreea Strâmbu-Dima




30 de junho quinta


Coração Agradecido


Deem graças ao Senhor, clamem pelo Seu nome, divulguem entre as nações o que Ele tem feito. Cantem para Ele, louvem-nO; contem todos os Seus atos maravilhosos. 1 Crônicas 16:8, 9, NVI

Algum tempo atrás, iniciei a corrida de minha rotina diária na escola, esperando concluir todos os trabalhos e relatórios do dia. Então, uma senhora idosa me pegou pelo braço, com os olhos brilhando, e me disse: “Como você está bonita com esse vestido!” Era a segunda vez que ela me elogiava. Eu lhe agradeci as palavras bondosas. Meu dia, a partir dali, correu muito bem.

O incidente ensinou-me a lição de ser boa e generosa com todos ao meu redor – dizer algumas palavrinhas sinceras a todos com quem nos encontramos pelo caminho da vida diária.

Nossa vida pode ser comparada a um varal comum, onde problemas e acontecimentos variados estão pendurados numa colorida sequência. Muitas pessoas estão representadas nesse varal. Têm a alma desalentada e estão insatisfeitas com o mundo. Tantas pessoas tristes vivem uma vida vulnerável. Não temos condições de medir suas mágoas nem seus pensamentos. Mas uma coisa é certa: elas anseiam por palavras bondosas que lhes aliviem o fardo. A vida pode ser maravilhosa e significativa se a enfrentamos com coragem, fé, esperança e ânimo, e nos esforçamos para partilhar pensamentos positivos com os que nos rodeiam.

O vestido que usei naquele dia era um vestido velho, feito com tecido barato, mas eu gostava dele. Dali em diante, toda vez que eu o vestia, vinha à lembrança a amiga que me elogiara. Seus sorrisos, palavras bondosas e animação significaram muito.

Dali em diante, esforcei-me bastante para encontrar maneiras de tornar os outros mais felizes – não só mulheres, mas casais e crianças, igualmente. São todos dignos de experimentar o mesmo entusiasmo que senti.

O apreço pelas coisas boas ao nosso redor deve estimular-nos a respingar a luz do Sol na vida dos demais. Podemos ser uma bênção aos outros, manifestando gratidão pelas coisas pequeninas da vida. A bondade e as surpresas de Deus estão sempre por aí. Aceite o desafio! Compartilhe seu coração e seja agradecida!

Leah A. Salloman